quinta-feira, 18 de agosto de 2011
quarta-feira, 17 de agosto de 2011
Invernos
Faltavam 10 minutos para a hora acordada, tirou do roupeiro o vestido vermelho novo, que se colava perfeito ao corpo, calçou as sandálias de salto alto que a faziam sempre sentir-se mais segura de si.
Escovou o longo cabelo castanho, já salpicado aqui e ali de fios brancos que lhe conferiam um certo ar de classe, pintou os lábios de rosa claro, riscou a parte de baixo dos olhos e o rimmel para lhe marcar o olhar sensual.
Embora estivesse perto dos 40 sentia-se bem no corpo que tinha apesar deste ter já perdido alguma da frescura de outros tempos, a vida não a tinha tratado mal, ainda sem rugas marcadas e com firmeza nos músculos, olhava-se ao espelho e sentia-se gloriosa.
Ele trazia nos bolsos a promessa de uma nova primavera, era brilhante no raciocinio, tinha um sorriso franco que a conquistava de cada vez que se rasgava, ela sentia-se como uma adolescente apaixonada, desejava-lhe o corpo bem torneado e de cada vez que se aproximavam imaginava-lhe o sabor dos lábios, hoje era o dia em que ia satisfazer a curiosidade.
Estava na hora, dirigiu-se à varanada na esperança de ver aproximar-se o carro branco, mas apenas vislumbrava a monotonia dos muitos carros cinzentos que circulavam.
Foram algumas as vezes que as suas vidas se tinham cruzado, e ela sempre tivera a certeza de que ele iria um dia reparar na profunda admiração e respeito que lhe tinha, e no desejo contido que lhe atormentava as noites, num fim de tarde longo e difícil abriu-lhe a alma e teve por resposta o sorriso que tanto adorava.
A hora do jantar aproximava-se, ele estava atrasado, agarrou-se ao telemóvel esperando notícias, uma palavra, um sinal, sentou-se no sofá, levantou-se e foi de novo à varanda com a expectativa espelhada na cara.
Preocupou-se, , perdeu o sorriso e ansiosa começou a pensar que de certeza alguma coisa lhe teria acontecido, pegou no telefone e ligou-lhe, mas apenas ouviu do outro lado a mensagem do voice mail enquanto percorria nervosa o caminho que mediava entre a varanda e o sofá.
Sentou-se em silêncio de telefone na mão olhando o vazio da parede branca, levantou-se e foi para o quarto, deitou-se em cima da cama adormeceu com sulcos negros a marcarem-lhe o rosto, e com a alma rasgada de dor, a primavera não chegara e o inverno apresentava-se impiedoso.
Escovou o longo cabelo castanho, já salpicado aqui e ali de fios brancos que lhe conferiam um certo ar de classe, pintou os lábios de rosa claro, riscou a parte de baixo dos olhos e o rimmel para lhe marcar o olhar sensual.
Embora estivesse perto dos 40 sentia-se bem no corpo que tinha apesar deste ter já perdido alguma da frescura de outros tempos, a vida não a tinha tratado mal, ainda sem rugas marcadas e com firmeza nos músculos, olhava-se ao espelho e sentia-se gloriosa.
Ele trazia nos bolsos a promessa de uma nova primavera, era brilhante no raciocinio, tinha um sorriso franco que a conquistava de cada vez que se rasgava, ela sentia-se como uma adolescente apaixonada, desejava-lhe o corpo bem torneado e de cada vez que se aproximavam imaginava-lhe o sabor dos lábios, hoje era o dia em que ia satisfazer a curiosidade.
Estava na hora, dirigiu-se à varanada na esperança de ver aproximar-se o carro branco, mas apenas vislumbrava a monotonia dos muitos carros cinzentos que circulavam.
Foram algumas as vezes que as suas vidas se tinham cruzado, e ela sempre tivera a certeza de que ele iria um dia reparar na profunda admiração e respeito que lhe tinha, e no desejo contido que lhe atormentava as noites, num fim de tarde longo e difícil abriu-lhe a alma e teve por resposta o sorriso que tanto adorava.
A hora do jantar aproximava-se, ele estava atrasado, agarrou-se ao telemóvel esperando notícias, uma palavra, um sinal, sentou-se no sofá, levantou-se e foi de novo à varanda com a expectativa espelhada na cara.
Preocupou-se, , perdeu o sorriso e ansiosa começou a pensar que de certeza alguma coisa lhe teria acontecido, pegou no telefone e ligou-lhe, mas apenas ouviu do outro lado a mensagem do voice mail enquanto percorria nervosa o caminho que mediava entre a varanda e o sofá.
Sentou-se em silêncio de telefone na mão olhando o vazio da parede branca, levantou-se e foi para o quarto, deitou-se em cima da cama adormeceu com sulcos negros a marcarem-lhe o rosto, e com a alma rasgada de dor, a primavera não chegara e o inverno apresentava-se impiedoso.
terça-feira, 16 de agosto de 2011
segunda-feira, 1 de agosto de 2011
Vou finalmente
Descansar!
Férias para relaxar.
Dias para me esparramar ao sol ou será melhor dizer ao ... vento.

Afogar de noite qualquer tipo de mágoa em ... caipirinhas.

Lavar com água salgada os ...ressentimentos

Aqui vou eu :)
Nas proximas 2 semanas, MORRI PARA O MUNDO.
E quando terminarem, espero voltar qual fenix, renascida.
Férias para relaxar.
Dias para me esparramar ao sol ou será melhor dizer ao ... vento.

Afogar de noite qualquer tipo de mágoa em ... caipirinhas.

Lavar com água salgada os ...ressentimentos

Aqui vou eu :)
Nas proximas 2 semanas, MORRI PARA O MUNDO.
E quando terminarem, espero voltar qual fenix, renascida.
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