segunda-feira, 9 de Novembro de 2009

Teaser # 1


Ela - Quero-te comer.
Ele - Se eu fosse uma tosta mista, até me podia sentir lisonjeado.
Ela - Parece que não és de carne e osso, queres ver!

sexta-feira, 6 de Novembro de 2009

Olha lá se não anima as hostes umas coisinhas bonitas como estas

Jimmy Choo para a H&M

OK umas coisinhas mais bonitinhas que outras, algumas que não usava nem que me pagassem, mas é bom de ver, e melhor - certamente a preços mais acessiveis que o habitual (digo eu!)


























segunda-feira, 2 de Novembro de 2009

Boas Novas

Dia de
Esperança de
Liberdade e de
Leveza


Hoje pode mesmo ser o principio de uma nova vida!

sexta-feira, 30 de Outubro de 2009

Light up the sky like a flame



Quem é que nunca se sentiu motivado por esta série a ser uma estrela?!
As vezes que eu dancei ao som desta música enquanto sonhava em conquistar o mundo foram mais que muitas.
Um dia mais tarde, quando já era adulta conheci um bailarino americano que me dizia ter escolhido a profissão porque se tinha apaixonado pela série, e porque a escola em que a historia se tinha inspirado ficava mesmo em frente à casa dele. A sua maior desilusão foi verificar que afinal os alunos não saiam para a rua dançando e o resto da população não lhes conhecia as coreografias.

Ontem encontrei o video que se segue no youtube, aparentemente os artistas espalharam pelos 20 mil espectadores, 800 bailarinos que tinham ensaiado a coreografia, e o resultado foi brilhante.

Afinal as pessoas podem mesmo sair para a rua e entrar na dança!

quinta-feira, 29 de Outubro de 2009

By your side



Lembras-te de quando apenas nos víamos de ano a ano?

De como corria para os teus braços no aeroporto e vasculhava com expectativa os teus bolsos porque sabia que neles se escondia sempre uma maravilhosa surpresa.

Lembras-te de como te dizia que te adorava?

De como te sentavas no banco da frente do carro, lado a lado com o meu pai, as minhas duas figuras masculinas, sempre presentes e ao mesmo tempo ausentes, pelo espaço ou pelo tempo, tão intensamente diferentes. Como estendias o braço por cima do banco do condutor e eu atrás me sentava na beira do banco – naquela altura não se exigiam as cadeirinhas, nem sequer havia cintos de segurança para nos prender os movimentos – e te puxava os pêlos dos braços, porque ter pêlos nos braços era para mim um fenómeno estranho.

Lembras-te de me teres levado pela primeira vez a um estádio?

De me teres apresentado a esse mundo fantástico de cor e movimento que era o futebol, e eu de tanta excitação acabei o jogo adormecida nos teus braços sem sequer me importar se o clube do teu coração tinha ganho ou não.

Lembras-te de como te sentiste sempre imortal?

Hoje mais do que nunca tens de te agarrar a essa ideia e não quero saber que te sentes fraco, debilitado, sem forças para continuar, porque vou obrigar-te a fazer o que sempre fizeste da tua vida, arregaçar as mangas para lutar. Vais erguer-te contra todos os monstros que vierem atrás de ti e mostrares-lhes a coragem com que sempre pautaste a tua vida, vais fazer com eles o que me ensinaste a fazer com os meus, derrotá-los.

Eu vou estar do teu lado, vou dar-te o braço quando te sentires fraquejar, vou-te amparar quando estiveres a cair, vou incitar-te quando achares que não aguentas mais, vou comprar-te com almoços, jantares e viagens e se preciso for subornar-te com o meu amor e o amor do teu neto, vou dar-te razões para viveres a cada segundo que estiveres tentado a abandonar a causa, não vou nunca permitir que baixes a guarda ou que te pendam os braços, se há coisa que me ensinaste foi que “derrota” é uma palavra que não existe no nosso léxico.

Vamos reinventar-nos a cada segundo se for preciso, para ultrapassarmos juntos a tempestade que se avizinha, mas tendo sempre em mente o futuro brilhante que temos pela frente, porque não vou deixar que nada nem ninguém te leve de mim tão cedo.

quarta-feira, 28 de Outubro de 2009

Work in progress




Não sei bem se sou crente, agnóstica ou completamente desprovida de fé, mas lembro-me bem de todas as vezes que me insurgi ou agradeci a Deus.

Passei bastante tempo da minha vida convivendo com Deus sem grandes questões, disseram-me que ele existia quando era pequena, e nessa altura acreditei, enquanto crescia houve alturas em que o encarei como dogma, outras houve em que o questionei, até porque qualquer uma das posições me era não só familiar como até mesmo pacífica, a minha mãe é crente, o meu pai nunca o foi.

Tive catequese e fiz até a primeira comunhão, depois disso poucas foram as vezes que voltei a uma missa, o que não quer dizer que não encontre paz numa igreja, em particular numa pequena capela a que recorro quando preciso de tempo, espaço e até de chorar, tal e qual o faço em frente ao mar, são os meus refúgios, embora esteja em crer que isso pouco tem que ver com o facto de ser uma igreja.

Mas quando tinha 19 anos o meu mundo desabou, a minha bisavó morreu e com ela senti que tinha perdido uma parte do meu passado, que se me tivessem arrancado um braço ou uma perna a sensação seria a mesma, que o mundo não ia mais ter a mesma inocência no olhar, afinal a morte fazia parte da vida. No dia em que ela morreu quebrei laços com Deus, chamei-lhe nomes feios e cuspi-lhe na cara, não sei se me deu a outra face, mas se o fez, voltei a cuspir-lhe.

Em 97 quando acordei do acidente que tive olhei para baixo e vi que tinha partido uma perna, olhei para o lado e vi que a minha amiga não tinha acordado, depois olhei para cima fechei os olhos e rezei. Rezei como nunca tinha rezado antes, pedi perdão pelos meus pecados e pelos dos outros, aceitei a pena pelos pecados da humanidade e continuei a rezar. Agradeci pelo facto de estar viva, ofendi-o pelo facto de me ter poupado e voltei a rezar para agradecer enquanto não sabia bem porque o teria feito, quando na realidade eu era tão imperfeita, e nem sabia se merecia o gesto. Ainda hoje não consegui fazer as pazes comigo mesma por ter sobrevivido inteira ao acidente.

Aos 33 anos a experiência dá-nos perante a morte uma clarividência diferente, quando a minha avó morreu não senti que me tivessem arrancando um membro, antes que parte de mim tinha morrido com ela. Senti que a minha infância e a minha adolescência estavam incompletas sem bisavó e avó, pessoas que fizeram de mim o que sou hoje, que me incutiram valores e objectivos, que me deram amor e carinho. Nesse dia porém mal disse a vida, caluniei Deus por mais uma vez me ter desiludido e roubado os que mais amo, mas ao mesmo tempo grata por ter poupado sofrimento desnecessário.

Agradeci-lhe o milagre da vida no dia em que nasceu o Alexandre, e nesse dia acreditei, acreditei que Ele existe nas mais pequenas coisas, na flor que me rasga de vermelho o mar de relva na primavera, nas nuvens negras que sugerem o renascimento da terra pela chuva, no sorriso do meu filho, nas lágrimas que choro de alegria por ter o meu marido do meu lado, pelo amor da minha mãe e pela incondicional adoração do meu avô.

terça-feira, 27 de Outubro de 2009

Discurso na 1ª pessoa #1

Aceitei o desafio de integrar a lista à Assembleia de Freguesia de C pelos laços de amizade que me unem ao Pedro A., e pela grande fé que tenho nas suas capacidades, como pessoa e como político.

Tive orgulho em juntar o meu trabalho, o meu empenho e dedicação aos que ao lado do Pedro tentaram calcorrear os cerca de 6.5 km2 de área da freguesia fazendo o impossível por chegar à fala com os cerca de 26.000 residentes de C., ouvindo as suas preocupações, auscultando as suas angústias, percebendo os seus problemas.

Não foi por amor à camisola, mas antes por acreditar que o programa que apresentámos era muito superior aos apresentados pelos nossos adversários, e por ter a perfeita convicção de que seriamos melhores na condução do destino da freguesia do que aqueles que o fizeram nos últimos 4 anos.

Com grande orgulho dei a cara por um projecto que visava:

- Uma maior transparência na gestão autárquica;
- A criação de espaços de lazer e apoio a idosos;
- A ocupação permanente dos tempos livres de crianças e adolescentes;
- O combate ao sedentarismo criando ciclo vias e circuitos de manutenção;
- A divulgação de boas práticas energéticas de forma a diminuir consumos e melhorar o ambiente ao mesmo tempo que permite maximizar o rendimento do agregado familiar.

Foi com base neste projecto que fomos eleitos, e é com base neste projecto que temos de delinear a nossa estratégia de oposição responsável. Devemos ter em conta que não ganhámos as eleições, a escolha dos fregueses fez-se através do direito de voto, e eles escolheram maioritariamente outros projectos, outros candidatos, mas não podemos também defraudar os 35% de eleitores que apostaram em nós e nos deram a sua confiança.

Não acredito que nos seja proposto um qualquer lugar no executivo, embora caso o seja, sou da opinião de aproveitar, não há melhor maneira de saber exactamente o que se passa dentro do convento, se não estivermos lá dentro, não sei quais são neste momento as directivas do partido neste sentido, no entanto esta é e sempre foi a minha visão.

Enquanto oposição na assembleia de freguesia creio ser nossa obrigação ter sempre em primeiro lugar os interesses dos fregueses, só depois deverão estar os interesses do partido, assim é minha convicção que as propostas apresentadas, seja por que força política for que tenha como corolário a resolução de problemas da freguesia, ou a melhoria da qualidade de vida dos fregueses deverá ter uma apreciação da intenção de voto bastante cuidada por parte da bancada.

Gostaria de dar os parabéns a todos os que se esforçaram nesta campanha, embora não tenhamos ganho sabemos que nos empenhámos na prossecução do nosso objectivo, não foi suficiente, teremos de fazer melhor na próxima. Queria deixar uma palavra de especial apreço à Eugénia, a quem tantas e tantas vezes não lhe reconheci o mérito que devia e dizer-lhe que ganhou o meu respeito, a minha admiração e a minha amizade.

Por ultimo agradecer ao Pedro o empenho e a confiança que sempre transmitiu à equipa, a forma incansável como se dedicou. Foi um prazer travar mais uma batalha do teu lado, e espero que saibas que poderás sempre contar com o meu apoio, o meu trabalho e o meu empenho nas lutas que se avizinham.

segunda-feira, 26 de Outubro de 2009

Novos Desafios

Há meses queixava-me da forma como achava tinha, injustamente, sido despedida de assistente de sala do Teatro São Carlos, depois de lá trabalhar durante quase 7 anos, por uma empresa - a CHIQ – que lá estava há cerca de 7 meses.
Mas tenho por máxima de vida que assim que se fecha uma porta há uma janela que se abre, e não costumo enganar-me. Pois a realidade é que passado 1 mês sobre o episódio pouco digno a que os senhores - dono da empresa mencionada e chefe de sala da casa de espectáculos referida – se deram ao trabalho de me despedir por ter despido o casaco (não fiquei nua, nem em trajos menos dignos, fiquei de camisa branca, como indica a farda a que estávamos obrigados), fui convidada para integrar um grupo de trabalho a que já pertenci em tempos, mas que me afastei por causas dos imensos afazeres que acarretam uma criança pequena, um emprego a tempo inteiro e outros 2 em part time, embora os part time fossem 2 em 1 – São Carlos e Camões.
Do São Carlos ficaram amigos do coração, as meninas da bilheteira a quem presto a minha mais humilde homenagem por tratarem da casa como se fosse sua, sem o devido reconhecimento como é apanágio dos empregadores portugueses, sejam eles entidades públicas ou privadas.
Alguns dos colegas com quem partilhei longas noites de espera que alguém morresse (há sempre uma morte em ópera que se preze) e que não tivesse uma morte muito longa (apesar de diversos golpes desferidos ou de muitas balas disparadas, o falecido tem sempre muito tempo para gritar um impropério ao filho da mãe que lhe selou o destino).
Na plateia a “Porquita” do meu coração, a “Miss butter” o “Mestre” e o “Lory”, nas ordens a minha Isabel companheira de longos anos de loucuras e viagens, o “Vinu Acre”, na porta o futuro papá babado, e as meninas dos programas, uma doce e a outra em jeito de vendaval. A Palmira e a Vitória que injustamente foram dispensadas por serem mais velhas que o suposto “patrão” meia leca, a quem “carinhosamente” eu chamava de Pin e Pon por não ter nem metro e meio de altura e que sempre suspeitámos que a sua atitude de tirano “humilhador”, se deve resumir ao facto de não só ser pequeno como de o resto da sua anatomia lhe ser proporcional. Muitos dos convidados habituais que já me conheciam pelo nome e que chegavam mesmo a perguntar-me antes da entrada na sala como era a peça, para não serem surpreendidos pelas muitas peças de pouca qualidade a que esta direcção nos tem habituado, especialmente desde a saída do Director Musical Pinamonte.
Ficarão também para sempre guardadas em lugar de destaque algumas boas óperas e bailados que vi, e fui paga para ver. A vantagem que me foi concedida ao poder presenciar alguns dos bons nomes da música lírica internacional e a vantagem de poder ficar de fora em algumas das atrocidades que se cometeram em nome do “progresso”.
Do Camões fica Coppélia, o único bailado que vi enquanto assistente de sala, mas que me permitiu ver Ana Lacerda em palco, mais uma vez a ser paga para a ver.
A época já começou, naturalmente que estive este Sábado num camarote do São Carlos, e serei presença assídua na plateia do Camões a ver as peças que decidir merecem o meu dinheiro, até porque tenho uma criança que não se cansa de ouvir musica clássica e vibra com opera – gosto que me orgulho de lhe ter incutido.
O que vou ganhar em termos pessoais no grupo de trabalho que integro é muito superior ao que ganhava como Assistente de Sala, até porque se este ultimo me integrou no mundo da arte em pontas e faringe, o outro vai integrar-me numa realidade bastante mais social, bem do meu agrado, isto para não falar que em termos financeiros, o que ganhava em muitas noites de pé no São Carlos vai ser agora substituído por poucas noites de trabalho de secretária.
Afinal, o despedimento que parecia ter abalado as minhas finanças não foi mais do que um valente empurrão para uma coisa bem mais aliciante e com um futuro mais brilhante, repleto de novos desafios, aconchegados pela camaradagem e amizade daqueles que deixei num vida anterior.

sexta-feira, 23 de Outubro de 2009

Thank God is Friday

A minha vida vai mudar, e a mudança começa já hoje!




A principio é simples, anda-se sózinho
passa-se nas ruas bem devagarinho
está-se bem no silêncio e no borborinho
bebe-se as certezas num copo de vinho
e vem-nos à memória uma frase batida
hoje é o primeiro dia do resto da tua vida
Pouco a pouco o passo faz-se vagabundo
dá-se a volta ao medo, dá-se a volta ao mundo
diz-se do passado, que está moribundo
bebe-se o alento num copo sem fundo
e vem-nos à memória uma frase batida
hoje é o primeiro dia do resto da tua vida
E é então que amigos nos oferecem leito
entra-se cansado e sai-se refeito
luta-se por tudo o que se leva a peito
bebe-se, come-se e alguém nos diz: bom proveito
e vem-nos à memória uma frase batida
hoje é o primeiro dia do resto da tua vida
Depois vêm cansaços e o corpo fraqueja
olha-se para dentro e já pouco sobeja
pede-se o descanso, por curto que seja
apagam-se dúvidas num mar de cerveja
e vem-nos à memória uma frase batida
hoje é o primeiro dia do resto da tua vida
Enfim duma escolha faz-se um desafio
enfrenta-se a vida de fio a pavio
navega-se sem mar, sem vela ou navio
bebe-se a coragem até dum copo vazio
e vem-nos à memória uma frase batida
hoje é o primeiro dia do resto da tua vida
E entretanto o tempo fez cinza da brasa
e outra maré cheia virá da maré vazia
nasce um novo dia e no braço outra asa
brinda-se aos amores com o vinho da casa
e vem-nos à memória uma frase batida
hoje é o primeiro dia do resto da tua vida.

quinta-feira, 22 de Outubro de 2009

Destino

O amanhã já começou.
O destino....
O nosso destino é o que nós fizermos dele!

PlaySimpson







Que bom que é ver uma "boneca" que se despiu sem recorrer a photshop, operações cirurgicas correctivas ao rosto, sem silicone nas mamas, sem lipos no resto do corpo.






Para variar acho que vai haver por aí muito sorriso nos lábios masculinos, e porque não femininos, a mim trouxe-me um sorriso largo.






Go Marge,go Marge!

quarta-feira, 21 de Outubro de 2009

Medo

Hoje acordei com um frio na barriga. Sinto que algo de muito mau está prestes a acontecer.
Tenho medo.

terça-feira, 20 de Outubro de 2009

O Homem e a máquina

Pois não será o corpo humano a mais bela máquina criada, não pelo Homem mas pela natureza, à face da terra? Senão vejamos, nos últimos 35 anos este meu corpinho de sereia já teve as seguintes mazelas, que tratou de forma sublime:

- Escoliose (ultrapassada);
- Enxaquecas crónicas (vá lá que apareçam de vez em quando);
- Diabetes (pois que tenho cuidado com os açucares, mas não os erradiquei de todo e os níveis de glicose permanecem bastante apelativos);
- 2 princípios de hérnias discais (que suponho tenham sido amenizadas pela natação, embora não aparecendo nos raios x lá me incomodam de tempos a tempos);
- Reumático (felizmente que só me deu a travadinha uma vez, e foi difícil de conseguir mexer até os olhinhos, mas conquistada a batalha, acalmou a guerra);
- Hiperlordose (ninguém me tira que foi por causa da patinagem e aquela mania de que a coluna tem de ser elástica, esta ainda por cá anda);
- Anemia (é permanente e dá-me um arzinho enfezadinho quando ataca, mas eu saco das frutas e dos legumes e volto a ter umas corezinhas de fazer inveja a muito saloio);
- Depressão (humor, bom humor, há lá melhor terapêutica)

Pois se o corpo se consegue (mais ou menos) reciclar a si próprio, de que nos queixamos tanto. Alegria minha gente, ânimo e felicidade enquanto cá andamos, que afinal é tão pouco o tempo que por aqui passamos.

segunda-feira, 19 de Outubro de 2009

O tempo cura


Não há muito tempo atrás, uma amiga chorava-se no meu ombro porque tinha acabado com o namorado.
Que nunca mais na vida ia ser feliz, que a vida para ela tinha acabado com o namoro, que ele era o homem da vida dela e que nada ia mudar isso, e que como corolário isso lhe iria terminar com qualquer projecto de vida que eventualmente ela tivesse tido no passado.
Nesse dia consolei-a a melhor que pude, dei-lhe os mimos que ela precisava, tentei fazê-la entender que dali a uns tempos ela iria pensar de outra forma, que eu mesma já tinha estado naquela posição, mas que tinha encontrado o amor verdadeiro, que ele não a merecia, que ela era boa demais para ele, enfim tudo o que uma boa amiga deve dizer para atenuar a dor de alguém que sofre e de quem se gosta.
Quem nunca teve um grande amor que se perdeu nas encruzilhadas da vida?
Poucos devem ser aqueles a quem o amor não pregou partidas, quem nunca se sentiu traído por Vénus que atire a primeira pedra, aqueles a quem nunca passou pela cabeça que o chão lhes tinha sido tirado, tipo tapete, debaixo dos pés por causa de um mal de amor não podem compreender a dor que se sente.
É uma falta, um pedaço de nós que se descarna, uma ferida sempre aberta, uma desconfiança permanente.
Mas o tempo dá-nos a lucidez da maturidade, o que hoje nos parece verdade pode mudar amanhã. A vida não se esgota num namoro, numa relação, num casamento.
Por vezes as coisas não resultam, mas a vida não termina, todas as feridas saram, e um dia compreendemos isso mesmo, ao depararmo-nos com um novo sopro de felicidade.
A minha amiga percebeu recentemente que eu tinha razão, e agora está feliz, e eu estou feliz por ela.
O tempo cura, é só esperar que o amor nos bata novamente à porta, porque na realidade ele anda por aí, basta abrir os olhos e o coração.

sexta-feira, 16 de Outubro de 2009

Ciúme

Quando uma mulher acorda de manhã, toma banho, fica cheirosinha, veste uma roupa catita, enfeita o pescoço, os dedos, os braços e maquilha o rosto, -lo porque se quer sentir bonita, porque quer ficar pronta para enfrentar o dia e as vicissitudes com que, sabe, se vai deparar.

Uma mulher arranjasse no melhor que pode para combater as más línguas, para não dar aos que a querem ver em baixo a satisfação da vitória, para mostrar ao mundo que está confiante e segura, para dizer - sem falar - que está feliz e que ninguém lhe vai roubar a felicidade.

O ciúme não entra na equação, não é para o senhor XPTO com quem vai almoçar que ela se arranja, nem para os colegas com quem partilha a maior parte do dia,é para si, e até em última análise para o seu homem, mesmo que este a deixe em casa de manhã vestida de roupão e a encontre ao final do dia em fato de treino.

quinta-feira, 15 de Outubro de 2009

Pingo Doce



Ontem enquanto estava parada no trânsito a ouvir a minha rádio favorita, que passando a publicidade é a Rádio Comercial, dei por mim a pensar se seria a única a quem o novo anúncio do Pingo Doce faz farnicoques.
Hoje encontrei a luz aqui!


E pude concluir que não só há quem, como eu não goste do anúncio, (1600 credo!), como há quem se tenha juntado para mostrar o seu desagrado.


Este fenómeno das pessoas se juntarem e criticarem começa a ganhar proporções assustadoras, primeiro foi o movimento por causa da alteração da fonte do catálogo do IKEA, agora o Pingo Doce...


É impressão minha ou há muito desocupado por aí??




Senhores e senhoras que se preocupam com estas coisas pequeninas, há tanta coisa importante a precisar de ser criticada, alertada, melhorada, por exemplo:




- A pornografia infantil;


- As alterações climáticas;


- A fome;


- A guerra;


- A indigência:


- E tantas outras...

quarta-feira, 14 de Outubro de 2009

Tudo corre melhor....


....quando estamos de bem com a vida.

terça-feira, 13 de Outubro de 2009

Que valores ...

... anda esta malta a passar aos filhos?
Que podemos nós exigir dos nossos filhos, dos nossos amigo, dos nossos colegas,dos autarcas, dos políticos enquanto compactuarmos com situações destas?


Concelho: Oeiras

Isaltino --------------------41,52% -----5 vereadores
PS-------------------------25,77%------3 vereadores

PPD/PSD.CDS-PP.PPM---16,42%------2 vereadores
PCP-PEV------------------7,31%-------1 vereador

Isaltino Morais foi condenado a sete anos de prisão e a perda de mandato por fraude fiscal, abuso de poder e corrupção passiva para acto ilícito e branqueamento de capitais.


Concelho: Gondomar



Valentim-------------------42,75%----5 vereadores

PS-------------------------29,33%----4 vereadores

PPD/PSD.CDS-PP.PPM---15,31%-----2 vereadores




Valentim Loureiro foi condenado pelo Tribunal de Gondomar, no âmbito do processo "Apito Dourado", a três anos e seis meses de prisão com pena suspensa pelo crime de abuso de poder e prevaricação.

terça-feira, 6 de Outubro de 2009

I' ll be back

Estou em "stand by mode" até dia 13 de Outubro!

Beijinhos e abraços a quem por aqui passar.

segunda-feira, 28 de Setembro de 2009

Porreiro Pá !!!

Resultados de 2009

PS -----------------------------------36,56%

PPD/PSD ---------------------------29,09%

CDS-PP -----------------------------10,46%

B.E. -----------------------------------9,85%

PCP-PEV -----------------------------7,88%

PCTP/MRPP -------------------------0,93%

MEP ----------------------------------0,45%

PND ----------------------------------0,38%

MMS ---------------------------------0,29%

PPM ---------------------------------0,27%

P.N.R. -------------------------------0,21%

MPT-P.H. ---------------------------0,21%

PPV ---------------------------------0,15%

POUS -------------------------------0,08%

PTP ---------------------------------0,08%

MPT --------------------------------0,06%

sexta-feira, 25 de Setembro de 2009

Prémios, que eu gosto tanto!


Este Leão lindo deu-me mimos, ai nem tu sabes como eu gosto de mimos!

1 - Quem mais gostas de abraçar, no presente: O meu rapazinho lindo, que dá una abracinhos doces e fofos e muito, muito sentidos, especialmente de manhã ao acordar, ganho logo o dia.
2 - Quem nunca abraçarias: Conscientemente, alguém com Gripe A.
3 - A quem davas tudo para poder abraçar: A minha avó, e a minha bisa, duas das mais importantes figuras da minha vida, que já partiram.
4 - A quem davas o teu melhor abraço: Dou sempre o meu melhor abraço aos meus amigos, à minha mãe e ao meu marido.

Dizem que é preciso despachar o selo, nunca o fiz antes, mas se eu gosto de mimos os outros também devem gostar, assim:

Ao meu peixe preferido;
Ao dedo mais rápido do Oeste;
Ao azul mais aveludado da blogosfera;
Àmenina com amnésia;
À orgia mais atinadinha do pedaço.

quinta-feira, 24 de Setembro de 2009

O Sol e a campanha eleitoral

Eu gosto de calor, tanto como outra pessoa qualquer, mas já me parece um excesso.
Estamos no Outono, bolas!
Onde param as chuvas, o vento, o frio que se gosta de fazer sentir nos finais de Setembro?

Podemos apenas imaginar que o São Pedro está a fazer um "favorzinho" ao Sócrates, à Manuela Ferreira Leite, ao Jerónimo de Sousa, ao Paulo Portas, ao Francisco Louça - e a todos os outros que sinceramente não sei quem são, mas certamente merecem o favor como os referidos.
Mencionei os principais cabeça de lista para não me chamarem de facciosa, se falasse só num diziam que era um apelo ao voto, e que malandra em tempo de eleições lá vem dar o ar da sua graça, não, não vou fazer o apelo ao voto online, faço-o na rua, cara a cara, dá mais gozo e as pessoas podem chamar-me nomes à vontade, ou mudar de passeio só para não me aturarem.
É giro! Eu gosto, que hei-de fazer, está-me no sangue.
Estive quase 3 anos afastada das lides políticas, por causa do filho, por causa do trabalho, por causa da saúde, por tudo e por nada. Porque não me revejo em determinadas formas de fazer política, porque não acredito em "propaganda", porque para mim a política e a ética TÊM de andar lado a lado, porque quando há uma tomada de posição ela não deve ser encarada de animo leve e alterada conforme as conveniências de A ou B.
Nas poucas reuniões a que fui nos ultimos tempos dei por mim a pensar no pouco que já tinha em comum com os meus...pares, mas em tempo de eleições o "bichinho" começa a agitar-se cá dentro. Alimenta-se de multidões, de palmas, do empenhamento que se vê espelhado nas caras daqueles que -como eu- acreditam que podem ser instrumentos em prol da comunidade.
Voltei!
Voltei e agradou-me fazer parte de um grupo de pessoas que está empenhada em criar espaços de lazer e apoio a idosos;
Que se interessa em ocupar os tempos livres das crianças, seja durante os fins de semana ou em tempo de férias, além do já existente depois das aulas;
Que pretende criar ciclovias e circuitos de manutenção em prol da população para lhe melhorar a qualidade de vida;
Que sente necessidade de divulgar boas praticas energéticas para dimuniur os consumos;
Que pensa na reestruturação dos estacionamentos e a forma de os tornar menos penalizadores do comércio local;
Que pretende trazer transparência à gestão autárquica.

Acho que só pelas razões que referi vou aceitar não tirar do roupeiro, ainda, as camisolas, os casacos e todas as outras roupas quentinhas que me servem para aquecer o Inverno e o Outono. Para que nas proximas 2 semanas o tempo esteja suficientemente ameno para não justificar com a chuva a abstenção, ou com a ida à praia por estar demasiado calor.
Obrigada São Pedro, o país agradece.

quarta-feira, 23 de Setembro de 2009

E foi assim

A viagem de mãe e filha entre a Régua e Vila Real.

















E que bom que foi! Pois senhora dona mãe da gata, continue a proporcionar-me viagens destas que eu vou lembrar-me disso no futuro. ;)

terça-feira, 22 de Setembro de 2009

Assim se esgota a vida

A vida esgota-se no tempo que passamos nas filas do supermercado, nas filas de trânsito, no caminho que fazemos entre a casa e o trabalho, entre a casa e o colégio dos filhos, entre o trabalho e casa, no tempo que passamos em frente ao computador, no trabalho que desenvolvemos durante 40 horas semanais, as 8 horas de sono, as refeições.
A vida esgota-se por entre os nossos dedos, deixámo-la esvair-se como se esvaiem os grãos de areia que tentamos agarrar com as mãos.
Um dia vamos olhar para trás e verificar a pouca importância que a nossa vida teve. O tempo que dedicámos em vão à carreira, em detrimento da família, o tempo que dedicámos em vão às coisas poucas que nos compõem o dia a dia em detrimento das que realmente importavam mas que deixámos que nos passasse ao lado.
Vivemos a vida inteira deixando que a vida se esgote, deixando que ela nos passe ao lado, chorando mais do que rimos; amando menos do que deviamos; sobrevivendo em vez de viver.
Temos tão pouco tempo para aproveitar o mar, o sol, as flores, o verde da relva, o calor de um braço nos ombros, o sorriso de uma criança.
Um dia vamos olhar para trás e verificar que nos entregámos sempre às causas perdidas e que perdemos o tempo precioso que tinhamos para viver na monotonia da rotina.
Ainda há tempo, basta abrir os braços ao mundo e em harmonia com o Universo aceitar a felicidade que a vida nos proporciona.

segunda-feira, 21 de Setembro de 2009

Porque GOSTO !!!

sexta-feira, 18 de Setembro de 2009

Tenho...

...uma dor de

cotovelo, filha da mãe.

Chama-se:




TENDINITE.


quarta-feira, 16 de Setembro de 2009

1 já cá canta !

Foi assim que nasceu o 9 vidas.

Hoje passado 1 ano as coisas pouco mudaram, as razões que me levavam a escrevinhar em cadernos comprados para o efeito, em agendas que guardo religiosamente e nas quais escrevo diariamente o que faço, o que penso, o que planeio, ou até em “post-it” na falta de papel maior à mão, são as mesmas pelas quais escrevo hoje nos cadernos, nas agendas e no blog.

Escrevo sempre o que penso, sou o que escrevo, da mesma forma que sou o que digo e o que faço, sem rodeios, muitas vezes com o coração nas mãos e sempre, sempre de peito aberto, demasiado verdadeira dizem uns, violentamente sincera dizem outros, mas quem me conhece sabe bem com o que contar de mim.

Continuo a ter as mesmas nove vidas que tinha há 1 ano atrás, mas com maior serenidade e certamente com mais maturidade. Nos dias de hoje sinto-me bem, por vezes uma mini super heroína, à minha escala, e do alto dos meus já 35 anos – é verdade que poderia ter menos 10 kilos e seria BOA, mas nunca fui aspirante a top model; poderia ter menos rugas e seria LINDA, mas sendo que as minhas rugas são de expressão isso significaria que sorria pouco e gargalhava ainda menos, e eu adoro rir! – Sinto-me “para as curvas”.

Por vezes sinto-me tipo “mulher de elástico” ou “medusa” – os meus dois bracinhos chegam a todo o lado, aos banhos do meu filho, aos passeios da minha cadela, aos carinhos do meu amor, às compras da minha mãe, à atenção do meu avô, aos compromissos profissionais, à entrega ao serviço cívico, às saídas com os amigos, aos momentos que são apenas meus.

Continuo a ser a mãe do Xani, a prepará-lo para a vida, a dar-lhe os valores que acho correctos, a dar-lhe o amor que ele precisa para ser feliz, e a firmeza que entendo necessária para ele se tornar num adulto responsável; continuo a ser filha da mãe que me leva a passear fim-de-semana fora com programas culturais interessantes e a quem nunca me canso de agradecer pela mulher que hoje sou; a ser esposa sempre em busca de um melhor entendimento e de uma maior harmonia, limando as arestas que vão surgindo na aprendizagem de uma vida em comum; dona da Puska e da sua enorme vontade de agradar na busca incessante de um carinho impossível de lhe negar; amiga de quantos comigo se cruzaram nesta vida virtual e na outra – amizades que estão prestes a completar 20 anos, outras mais recentes, mas sempre sinceras e abnegadas; profissional apesar das muitas contrariedades que já tive de ultrapassar nos últimos 3 anos, e que consegui finalmente ver atenuadas com uma carga de trabalho razoável para quem esteve dias e meses “encostada” sem fazer absolutamente nada; e fundamentalmente mulher, porque nunca considerei a hipótese da mudança de sexo, por mais trabalhoso que seja ter as unhas impecáveis, os pêlos tirados, o rosto maquilhado, ou o incómodo das dores menstruais. Ser mulher é para mim fabuloso, porque consigo ao mesmo tempo simples e complexa; prática e contraditória; sensível e forte, um turbilhão de emoções à flor da pele que tento compartilhar neste espaço.

A virtude do 9 vidas foi o abraçar de novas amizades, o passar da obscuridade dos papéis à visibilidade das vias rápidas da informação, assim sendo cheguei a Amesterdão, a Sines, ao Porto, a Coimbra, a Loures, a Cascais, a Lisboa, onde encontrei pessoas desconhecidas que para mim abriram os braços e a alma, outras conhecidas que me ficaram a conhecer o dia a dia, os pensamentos, os sentimentos.

Hoje termina um ciclo, um novo mundo de possibilidades se estende á minha frente, basta estender a mão e agarrá-las!

1 já cá canta !



Como tenho a voz embargada pela comoção, e uma lágrima no canto do olho, não sou capaz de fazer um balanço isento do que significou 1 ano de blog.

Parabéns a mim, e obrigada a todos os que têm tido a vontade de por aqui ficar.

terça-feira, 15 de Setembro de 2009

O peso da idade


Thor


Super Homem


Super Mulher


Piu Piu



Hulk




Homem Aranha





Batman & Robin






Barbie

segunda-feira, 14 de Setembro de 2009

Fim de Semana


Afinal não fui ao Porto, fui à Régua, fiz a viagem da Régua ao Tua num comboio a vapor que me deixou mascarrada de fuligem, dormi em Vila Real visitei o Parque Natural do Alvão e ainda fui ver uma aldeia comunitária transmontana, onde ainda hoje se vive em casa de pedra com telhado de colmo e a água, a eira e a pastorícia são realizadas pela comunidade e não cada um por si.

Cheguei a casa morta de saudades do pequenote, mas cheia de mimo de mumy.
PS: As fotos estarão a caminho, as soon as possible.

sexta-feira, 11 de Setembro de 2009

Thank God is Friday

Agora que se aproxima o fim de semana, sei bem o que vou fazer nos próximos 2 dias, que são inteirinhos da responsabilidade da senhora mãe da Gata!



A senhora mãe da Gata organizou um fim de semana "just for the girls", nada de pirralhos nem de maridos, desta vez sou toda dela para mimar.



E como sabe bem o que me toca no coração vai levar-me ao Porto. E sendo "perigo" o nosso nome do meio, vamos as duas passear de comboio pela linha do Tua, aquela que de vez em quando descarrila, só para sentirmos a adrenalina de dizer:"Bah! Been there, done that!"



Vamos ver as vistas,



Dançar e ouvir música,



Rir até não poder mais,



E no fim do dia, cair para o lado de tanto cansaço bom!

quinta-feira, 10 de Setembro de 2009

Chef de Haute Cuisine

Quando eu era "piquena" a minha mãezinha contava-me uma história muito apropriada à época - saídos dos calores de 74, mas ainda com resquícios ditatoriais - em que uma menina linda de cabelos de oiro descobria as maravilhas que podiam resultar do uso dos seus 10 melhores amigos - os dedinhos - e tornar-se assim numa fada do lar.
Não meus caros, o uso dos dedinhos era nas tarefas domésticas, mas que porra, tenho de estar sempre alerta para vocês não desatarem pr'ai a dizerem disparates digitais e analógicos!
Ora eu estou muito satisfeita por ter reencontrado os meus dedinhos, não que seja uma fada do lar em toda a latitude da palavra que continuo sem passar a ferro - há limites - e também não ganhei cabelinhos de oiro, ou já estaria carequinha de tanto os arrancar para vender as jóias da coroa.
Mas descobri as delicias de cozinhar depois da minha amiga C. me ter indicado um livro de dietas, que certamente me iria fazer abater a pança. C. querida, nem sei como te agradecer, é que o livrinho não me tirou a pança para tem umas receitas de comer e chorar por mais.
Agora dou por mim a fazer espetadas de peixe, cogumelos recheados de espinafres, enfim o orgulho de qualquer mãe saída de um Maio de 68 a caminho de uma revolução dos cravos, uma verdadeira chef de haute cuisine, mas sem a mariquice dos pratos minúsculos que se vêm nesses restaurantes finórios, que nos vendem gato por lebre ao mostrarem um lombo de vitela de 2 cm de largura a custar 50€.

quarta-feira, 9 de Setembro de 2009

Escaldante

Ontem passei o dia enfiada na cama.
Não estive sozinha, tive uma companhia que se cruzou comigo no Domingo à noite e me causou arrepios.
Daí até me ter dado calores e causado humidades, foi um instante.
Como era bom que tudo na vida fosse assim, uma troca de vontades e lá estamos nós na cama, a rolar de um lado para o outro, a noite toda acordados, sentidos despertos e no dia seguinte o mesmo, sem sequer ter coragem de levantar para ir trabalhar.
Foi rápido,

fulgorante,
violento,
escaldante.
Se tudo na vida fosse igual a uma sacana de uma GRIPE não havia falta de amor no mundo!

ps: não é gripe A, é da outra normal, não corro o risco de fazer oinc!

segunda-feira, 7 de Setembro de 2009

Troca de correspondência, ou o que escrevem mães e filhas

From: Filha
Sent: sexta-feira, 4 de Setembro de 2009 15:01
To: Mãe
Subject: Olá

De vez em quando gosto de escrever os meus pensamentos positivos, para nos dias menos bons poder ir buscar a inspiração perdida. Hoje é um desses desses dias.

Esta semana foi uma boa semana.

Acordei todos os dias às 7 da manhã, consegui chegar a horas ao trabalho, conseguir organizar a vida de maneira a sair de casa com tudo arrumado, camas feitas, Puska passeada. Conseguir ir à ginástica e passear a Puska à hora de almoço, ir buscar o xani ao final do dia, ir às compras, passear a Puska de novo, fazer jantar, arrumar a loiça na máquina, lavar a restante, deixar a cozinha limpa e cheirosa, lavar roupa, estendê-la sem que ficasse 24 horas na cuba, com cheiro a flores e sabão e ainda deu tempo para sentar no sofá, ler umas páginas do livro, ter uma reunião política, deitar a cabeça na almofada e dormir o sono dos justos sem recurso a comprimidos.

Pela primeira vez em muito tempo, senti uma paz que não me lembrava de alguma vez ter tido, e tudo isto com apenas 1 ataque de ansiedade – causado pelas fugas e desaparecimentos ocasionais do Alexandre no supermercado.

Esta foi uma boa semana.

E por isso escrevo sobre as origens da minha inspiração. O marido que me dá amor, a Puska que me dá carinho, o Alexandre que me dá alento, tu que me dás coragem e o avô que me dá estabilidade. Estes são os pilares que me mantêm agarrada à vida, e que me têm dado a tranquilidade que preciso para poder dizer que:
Esta foi uma boa semana.

Queria que soubesses, que bati no fundo nos últimos meses e que não fui capaz de te contar, mas que estou de volta, de cabeça erguida como tu sempre me ensinaste, e com a inspiração que me transmites desde o dia em que nasci.

Obrigada.

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De: Mãe
Enviada: sexta-feira, 4 de Setembro de 2009 15:25
Para: Filha
Assunto: RE: Olá



Querida

Estás sempre a ocultar-me “coisas”, mas fico triste, eu sei que é para não me preocupares, mas quando as preocupações são partilhadas, custam menos. Mas também acho que não vale a pena queixar-me porque “nisso” não creio que vás mudar, (não sei a quem sais, a mim não é).

Mas o que importa é que já estás a recuperar, isso sim é de VALORIZAR.

Li com atenção o Plano doméstico…achei um espanto, e proponho que o continues, porque assim poupas muitos dos “pequeníssimos” incómodos que quando acumulados só servem para encher a cabeça de maus pensamentos e principalmente de mau ambiente familiar.

Vamos festejar a “retoma” da boa disposição?

Que fazemos este fim-de-semana?
Beijinhos

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De: Filha
Enviada: sexta-feira, 4 de Setembro de 2009 16:05
Para: Mãe
Assunto: RE: RE:Olá


Não oculto nada, só acho que não precisas de mais preocupações do que já tens, além do mais eu sei que é passageiro!

Estou a pensar limpar a casinha no sábado, ela está limpinha e se a manter é mais fácil.

No domingo o xani vai encontrar-se com uns amiguinhos da escola antiga às 17 horas e vamos almoçar na minha sogra para ela o poder ver.

Acho que nos podemos encontrar sim, se quiseres aproveitar para ir ver do fato que queres comprar vamos ou então tentamos ir ver uma das exposições que andamos para ver há mais de 1 mês, e há também um teatro gratuito no Domingo à noite, bem à porta de tua casa, no auditório. Vou ver se têm sites.

É apertado, com tanta correria louca de um lado para o outro, todos os fins de semana, mas para ti há sempre um espaçinho roubado a qualquer outro lado.

Beijos.

sexta-feira, 4 de Setembro de 2009

Thank God is Friday

No fim de semana vou aproveitar para:


Estar com os amigos;


Passear ao ar livre;


Namorar;


Descansar da loucura semanal.

quinta-feira, 3 de Setembro de 2009

Amor é inspiração







Estes são os meus amores, as gotas de inspiração que me borrifam dia após dia, que me impelem a ser uma pessoa melhor. Os sorrisos que me ajudam a ultrapassar dias menos bons, as palavras que me animam em alturas de desespero, os gestos de alento para procurar o caminho da felicidade, ou antes quem me dá a mão no percurso, porque acho que li algures que a felicidade está no caminho.

Eles são a minha felicidade.




Love's Divine
Seal

Then the rainstorm came over me
And I felt my spirit break
I had lost all of my belief you see
And realize my mistake
But time through a prayer to me
And all around me became still

I need love, love's divine
Please forgive me now I see that I've been blind
Give me love, loves is what I need to help me know my name

Through the rainstorm came sanctuary
And I felt my spirit fly
I had found all of my reality
I realize what it takes

'Cause I need love, love's divine
Please forgive me now I see that I've been blind
Give me love, loves is what I need to help me know my name

Oh I don't bet [don't bet], don't pray [don't pray]
Show me how to live and promise me you won't forsake
'Cause love can help me know my name

Well I try to say there's nothing wrong
But inside I felt me lying all alone
But the message here was plain to see
Believe in me…

'Cause I need love, love's divine
Please forgive me now I see that I've been blind
Give me love, love is what I need to help me know my name

Oh I, don't bet [don't bet], don't break [don't break]
Show me how to live and promise me you won't forsake
'Cause love can help me know my name

Love can help me know my name

quarta-feira, 2 de Setembro de 2009

Para babarem







A pedido, e porque os senhores também têm direito a babar.


Por alturas de eleições, recordar é viver

Artigo do Manuel António Pina, no Jornal de Notícias de 28 de Agosto de 2008


Tempo de autocrítica

É impossível não ver no programa eleitoral do PSD ontem apresentado, e
no anúncio pela dra. Ferreira Leite de políticas de firme combate a
medidas da dra. Ferreira Leite, a mão maoista (ou o que resta dela) de
Pacheco Pereira, a da autocrítica.

Assim, se a chegar ao Governo, a dra. Ferreira Leite extinguirá o
pagamento especial por conta que a dra. Ferreira Leite criou em 2001;
a primeira-ministra dra. Ferreira Leite alterará o regime do IVA, que
a ministra das Finanças dra. Ferreira Leite, em 2002, aumentou de 17
para 19% ; promoverá a motivação e valorização dos funcionários
públicos cujos salários a dra. Ferreira Leite congelou em 2003;
consolidará efectiva, e não apenas aparentemente, o défice que a dra.
Ferreira Leite maquilhou com receitas extraordinárias em 2002, 2003 e
2004; e levará a paz às escolas, onde o desagrado dos alunos com a
ministra da Educação dra. Ferreira Leite chegou, em 1994, ao ponto de
lhe exibirem os traseiros. No dia anterior, o delfim Paulo Rangel já
tinha preparado os portugueses para o que aí vinha: "A política é
autónoma da ética e a ética é autónoma da política".

terça-feira, 1 de Setembro de 2009

Jeitoso









Ontem não fiz o habitual tributo ao homem português, não foi propositado, apenas me lembrei de como tinha sido divertido o fim de semana, quebrar rotinas é bom.

Mas é também bom não esquecer de mimar quem merece ser mimado.
Não esquecer de agradecer a quem raramente se agradece, por apenas estar lá, do nosso lado.
Quem não poucas vezes ouve os nossos desabafos de mão dada, quem acolhe as nossas lágrimas com ternura, de quem nunca se ouve um queixume pelos gritos, pelas inseguranças.
Quem estabelece as barreiras da nossa loucura, quem torna segura a nossa existência, quem vive amparando as quedas.
Quem se rebela quando as nossas inseguranças são desproporcionais, quem grita mais alto quando nos rebaixamos sem razão, quem nos sacode da letargia.
Quem faz de mim uma pessoa melhor, quem me acarinha, quem me mima, quem me atura, quem me ama.

O meu rasgo de inspiração, numa noite fria, ou o aconchego de um corpo quando a alma pede apenas descanso. O toque suave de uma mão, o calor de um abraço e a suavidade lânguida de um beijo.

segunda-feira, 31 de Agosto de 2009

Fim de Semana, ou como o exercicio fisico me faz sentir bem

Este fim de semana foi brutalmente radical, de tal forma que da cintura para baixo sinto todos os músculos a latejar, inclusivamente aqueles que eu nem sabia que existiam, mas estão lá e doem!

Sábado acordei mais cedo do que quando venho trabalhar, para ir a uma despedida de solteira. Fomos 10 malucas para Sintra fazer paintball.
Corremos, saltámos, matámos umas e outras, escondemos atrás de pedras e carros e casas tipo James Bond, de arma em punho sempre na expectativa de conseguir o tiro perfeito que fizesse a nossa equipa melhor.

Foram 4 horas sempre a correr, a esconder a esgrimir tácticas de ataque e outras de defesa. Rimos, brincámos, cansámo-nos de tanto tiro, de tanto ressuscitar e morrer - sim que morrer não só cansa como me faz sentir ... ultrapassada. Não gosto de perder nem a feijões, imagine-se uma vida! E eu ainda tenho nove ao contrário das minhas queridas amigas, mas - embora fosse batota eu não lhes disse nada acerca deste assunto tão ... íntimo!



No domingo quando acordei parecia que tinha saído de uma sessão de sexo tântrico, é que não me conseguia mexer! Mas ganhei forças e dei banho ao puto, tratei de pôr o maridão a aspirar a casa, tratei do que tinha a tratar e lá fomos nós correr à beira mar que o tempo bom está para acabar e não podemos perder o comboio da vida saudável.
Depois de muito brincar à apanhada com um pirralho de quase 3 anos a quem é difícil fugir, depois de 2 quedas de patins em linha do maridão e de fugas estratégicas por parte de mãe e filho, não fosse o diabo tecê-las e a queda do macho da família ainda se fizesse em cima de nós, chegámos a casa com as roupas molhadas de tanta cambalhota, e dormimos a tarde toda o sono dos justos!

Tenho de agradecer à R que organizou a despedida de solteira da D por não ter ido pelo óbvio, e por ter aceite tão bem a minha resposta de - "acho isso tão ordinário", quando se falou de dança do varão, porque para mim dança do varão é uma coisa para fazer a 2, numa intimidade sensual, e não para fazer com amigas o que acabaria por tornar o conceito apenas vulgar.

Agradeço por não termos ido parar a um strip masculino ou feminino ou ambos, que mais uma vez acho que é coisa para se fazer a 2, como prelúdio de uma noite escaldante, nem para uma discoteca emborcar uns copos e embebedar-nos, e não termos de andar a enxotar uns gajos mais bêbados do que nós a tentar saltar-nos para a espinha ou meterem dentro das nossas cuecas.



Graças a Deus pela originalidade de uma despedida de solteira radical, já que eu nunca cheguei a ter uma despedida de solteira a sério, porque eu pedi para as minhas "meninas" me levarem a um bar gay - masculino - onde não fosse possível ter homens a comerem-me com os olhos - que isto de estarmos (quase) casadas, por vezes funciona como um excelente afrodisíaco -mas onde os houvesse lindos, com drag queens a cantarem o "YMCA" e "ABBA" e tudo e tudo, se possivel e músicas e dança de abanar os rabos até não sentir mais as ancas. Mas a minha madrinha de casamento, tinha consciência pesada de me ter embebedado com shots de vodka de morango no inicio da gestação, quando ainda não sabíamos que estávamos "grávidos"

Assim evitei pensar à Pink e dizer a alguém :

quinta-feira, 27 de Agosto de 2009

E os benefícios do SEXO

Os seus olhares cruzaram-se num desejo contido, ele abraçou-lhe a cintura e chegou-lhe ao ouvido os lábios húmidos, dizendo:
- Não percebo como ainda não te abandonaste em mim. Sabes que me deixas em fogo, o meu corpo pede-te, e bem vejo que o teu me pede, a forma como o teu rosto ruboriza e as tuas mãos se embaraçam. Sabemos que somos o pecado prestes a explodir. Só por hoje, não me resistas.
Ela corou, afagou-lhe o cabelo negro e crespo e murmurou:
- Considera-nos antes o prelúdio de um êxtase, ou a beleza de um sonho impossível.
Tentou afastá-lo suavemente, mas ele abraçou-a com mais vigor. Voltaram a olhar-se fundo, perscrutando as almas, sentido crescer entre eles a química que os impedia de se afastar.
Ela cerrou os olhos e ele entendeu o gesto como um convite ao beijo. Beijaram-se longamente, primeiro suavemente, depois com mais sofreguidão, as línguas em turbilhão, as dentadas seguindo-se aos beijos.
Ele empurrou-a para o lance de escadas à sua frente, deu-lhe meia volta e voltou a agarra-la por trás, deixando que as suas mãos lhe percorressem o corpo. Ela hesitante deixou-lhe o pescoço à mercê dos chupões que ele lhe oferecia, ao mesmo tempo que lhe tocava o ventre. Mais despudorada pegou-lhe nas mãos e levou-as onde queria, obrigou-o a tocar-lhe as mamas, virou-se e ordenou-lhe:
- Fode-me.
Ele deitou-a nas escadas, subiu-lhe o vestido esvoaçante e rasgando-lhe as cuecas sentiu o seu sabor, deixou-se ficar até a ouvir gemer e estremecer, depois mandou-a por-se de quatro e pediu-lhe para não se conter, que gritasse, que fizesse todos quantos estivesse no prédio sair as portas e vê-los animais, entregando-se a um desejo que controlaram por tempo demais.
Agarrou-lhe os quadris e penetrou-a sem meiguice, ela gritou. Entrelaçou os seus dedos nos cabelos dela e puxou ao mesmo ritmo que entrava nela e a sentia pulsar.
O ritmo tornou-se frenético e ela deixou de sufocar os gemidos que se tornavam mais audíveis, ele continuava a puxar-lhe os cabelos e a penetrá-la.
Ele terminou, ela não. Puxou-o a si e disse-lhe que a lambesse, o que ele fez de joelhos no lance de escadas onde se tinham cruzado tantas vezes, e tantas vezes se tinham tentado, e fê-lo até que ela gritou de prazer e o empurrou com tanta violência que se estatelou no chão.
Sorriram. Ela compôs o vestido, escondeu as cuecas rasgadas no bolso direito, enquanto ele abotoava as calças.
Ela subiu o lance de escadas até ao seu apartamento vazio, ele abriu a porta do dele.
Tomaram banho em conjunto, embora cada um em sua casa, tentando afastar o cheiro do sexo, do pecado, do prazer.

quarta-feira, 26 de Agosto de 2009

Terapia do Riso

Gosto de encontrar novas formas de encarar a vida, pesquiso constantemente uma ponte para aceder ao meu "eu" interior, quero pôr-me em contacto com o Universo, encarar a espiritualidade como uma maneira de me conhecer melhor. Tentar usar-me a mim própria como uma "arma" contra as dificuldades que possam advir.

Mal não faz!

Ora ontem estava eu a fazer pesquisas sobre Ioga e Reiki e Tui Na e técnicas de meditação, blá, blá, blá...quando de repente me deparei com uma terapia que achei fantástica, não sei se é coisa para resultar nos benefícios todos que apregoa, mas sei por experiência própria que rir faz bem, senão ao corpo, pelo menos ao humor.

Os orientais acreditam que não devemos descurar nunca a energia de três situações em concreto:
•A que nos invade quando praticamos meditação;
•A energia que libertamos pela fusão sexual;
•A energia do riso.
Dizem eles que em qualquer uma destas situações nos aproximamos mais de Deus, eu vejo pelo menos 2 que dão prazer sem grandes dificuldades: o sexo e o riso. Mas sendo o sexo e os seus benefícios tão largamente divulgados, hoje é mesmo o riso que se impõe.

Nos vários sites em que encontrei esta terapia, são explicados até à exaustão os benefícios físicos, psicológicos, emocionais e sociais do riso, que eu não vou enumerar, porque não me apetece. Mas posso dizer o que fizemos ontem aqui na recepção enquanto eu lia algumas "técnicas" utilizadas para rir.

De acordo com os estudiosos o cérebro não diferencia o riso sincero do falso, logo não há necessidade de sentir vontade de rir, apenas basta não ter receio de fazer figuras tristes.

Rimos tanto enquanto imaginávamos um fornecedor a pedir que lhe pagássemos (nunca há dinheiro), ou de cada vez que um cliente pedisse um ensaio daqueles hiper, mega, caros e que não fazemos( vamos ter de o pagar fora), ou sempre que alguém ligasse a perguntar pelo senhor presidente (que raramente aparece), ou ao olharmos para a nossa conta bancária e víssemos que os zeros são tão poucos que mal dá para pagar as despesas.

E rimos! Rimos de nós, rimos dos outros, rimos de nos rir, e fez-nos tão bem!

(presenciei este som no Hot Club, nos anos 90, nas férias, enquanto fazia limpeza aos muitos "diários", cartas e pedacinhos de histórias que escrevo, encontrei-o autografado dado num pedaço de papel, e lembrei-me o quanto gostei de o ouvir)

terça-feira, 25 de Agosto de 2009

Olhar para o passado, aprender a viver no presente com esperança no futuro

Conheço bem os meandros desta angustia que se colou ao meu corpo e que foi estendendo os seus tentáculos até atingir os pés, esticou-se até me agarrar as mãos, apertou com força o nó no pescoço e ganhou forças para chegar à cabeça. Depois de me embrulhar foi fácil rasgar a pele, entranahr-se na carne e atingir com toda a sua pujança os meus orgãos vitais.
Coneço-a de cor. Sei exactamente onde se esconde para me atacar pela calada, sinto-lhe o cheiro e ainda que se tente esconder na penumbra, sei cada contorno do seu rosto.
Mas...
E se em vez desta angustia que me consome as energias, eu tivesse um emprego no qual me sentisse realizada?
E se em vez de lutar contra as dificuldades inerentes à mediocridade de um emprego pobre em desafios e mal pago, eu não tivesse familia para me acarinhar e apoiar?
E se tivesse uma conta bem recheada de números pares, ímpares, primos, com direito a integrais e derivadas, bastante redondos, mas não tivesse tempo nem forma de o gastar?
E imaginando que tinha um emprego formidável, imenso dinheiro e uma familia sempre disponivel pa ra me amar, mas não tivesse saude?

No dia em que aprender a controlar esta angustia que me consome é o dia em que ganho poder sobre a minha sanidade mental, porque não me quero imaginar a acordar tarde demais e verificar que afinal perdi tudo o que tinha de melhor, saúde, familia e trabalho com um ordenado ao final do mês.

segunda-feira, 24 de Agosto de 2009

Jeitoso

Este produto nacional é para as meninas que me têm ajudado a levantar o moral, com um carinho especial para a Raquel, a Silvia e a Dulce, cada uma delas à sua maneira tem tentado aliviar-me o espirito e animar-me.






Mário Franco, Modelo


E para que esteja sempre presente no meu pensamento, as coisas boas hão-de cruzar o meu caminho!

sexta-feira, 21 de Agosto de 2009

Nota Mental: Nunca Desistas!!

It's My Life lyrics

This ain't a song for the brokenhearted
No silent prayer for the faith departed
And I ain't gonna be just a face in the crowd
You're gonna hear my voice when I shout it out loud

It's my life
It's now or never
I ain't gonna live forever
I just wanna live while I'm alive

(It's my life)
My heart is like an open highway
Like Frankie said, "I did it my way"
I just wanna live while I'm alive
'Cause it's my life

This is for the ones who stood their ground
For Tommy and Gina who never backed down
Tomorrow's getting harder, make no mistake
Luck ain't even lucky, gotta make your own breaks

It's my life
And it's now or never
I ain't gonna live forever
I just wanna live while I'm alive

(It's my life)
My heart is like an open highway
Like Frankie said, "I did it my way"
I just wanna live while I'm alive
'Cause it's my life

You better stand tall
When they're calling you out
Don't bend, don't break
Baby, don't back down

It's my life
It's now or never
'Cause I ain't gonna live forever
I just wanna live while I'm alive

(It's my life)
My heart is like an open highway
Like Frankie said, "I did it my way"
I just wanna live while I'm alive

(It's my life)
And it's now or never
I ain't gonna live forever
I just wanna live while I'm alive

(It's my life)
My heart is like an open highway
Like Frankie said, "I did it my way"
I just wanna live while I'm alive
'Cause it's my life!

quinta-feira, 20 de Agosto de 2009

Meras justificações pseudo precedentes do crime

Nestes ultimos dias tenho-me sentido perdida entre a vontade de fugir de uma vida que não me satifaz e à qual me sinto presa, e a vontade de saber se de facto a água purifica como dizem. Se me deixar levar por ela ficam para trás as frustações, as expectativas nunca alcançadas, as ilusões de grandeza que não se concretizaram, a raiva de ser menos do que poderia ter sido, as humilhações sofridas por não querer aceitar ser menos do que aquilo que sei que mereço.

Sinto falta de uma caneta na ponta dos dedos - tenho com ela uma relação sensual, talvez até de certa forma fálica - e das enormes possibilidades que se me apresentam ao olhar uma folha em branco, preciso-lhes do toque. Odeia a impessoalidade de uma "word sheet", a frieza do teclado. Ali não há para mim a esperança de um novo começo e por mais aterradora que possa ser esta derradeira sensação de esgotamento total, a verdade é que hoje, depois de ter perdido tudo o resto, sobra-me apenas a esperança. E mesmo esta começa a desvanecer.

Preciso de ajuda.
Alguém que me encontre um micro radio, transformado em chip que eu possa implantar bem no meio dos meus hemisferios cerebrais de forma a poder ligar e desligar sempre que não possa mais ouvir os meus proprios pensamentos.
Há dias em que faço um exercicio que aprendi na meditação e tento afastar qualquer pensamento que me assome. Acabo a imaginar-me a agarrar os meus próprios pensamentos com as mãos e a afastá-los. É uma imagem divertida esta, como se estivesse a tentar apanhar borboletas - acabo conseguindo um momento fora de mim.

Como era bom poder abandonar o corpo, sair de uma existência mediocre, voar até um ponto alto da cidade, olhar à roda apreciando a beleza da paisagem e planar até aterrar renascida, sem passado nem presente e auspiciando um futuro totalmente irresponsável sob a forma de uma borboleta esvoaçante, de um pensamento que alguém pretende afastar, ou até de uma palavra escrita por uma caneta preta de ponta fina na pureza de uma folha em branco.

quarta-feira, 19 de Agosto de 2009

"Mankind Is No Island" by Jason van Genderen

O Tropfest é o maior festival de curtas metragens do mundo. Começou há 17 anos atrás em Sydney e no ano passado teve a sua primeira edição em Nova York. O vencedor do ano passado foi este filme que foi totalmente filmado com um telemóvel. O seu orçamento foi de 40 dólares (cerca de 30 euros)! vejamos...


terça-feira, 18 de Agosto de 2009

O livro do mês

" Ao escutar o violoncelo fluido e sóbrio de Fournier, Hoshino sentiu-se transportado até à sua infância. Costumava ir até ao rio apanhar peixe todos os dias. Nessa altura, não tinha de se preocupar com nada. Vivia um dia de cada vez. só o simples facto de estar vivo, já era qualquer coisa. Era assim que as coisas se passavam, e ainda bem. Mas algures no caminho algo tinha começado a mudar. A vida levara-o a transformar-se em nada. Esquisito...As pessoas vêm ao mundo para viver, não é verdade? Mas, no caso dele, quanto mais vivia mais sentia que estava a perder o que tinha dentro de si - até acabar por se tornar vazio. Quase apostava que, quanto mais anos vivesse, mais vazio e destituído de valor corria o risco de se tornar.

Sozinho no meio da floresta cerrada, a pessoa que eu sou sente-se vazia, terrivelmente vazia. Oshima costumava chamar-lhes "homens vazios". Pois bem, foi nisso que me transformei. Existe um vazio dentro de mim, um espaço em branco que se expande lentamente e ameaça devorar o que resta de mim. Consigo ouvir o barulho que faz. Estou completamente a leste, sinto a minha identidade a desmoronar-se. Perdi o norte, não sei onde fica o céu nem a terra.

Se ao menos fosse capaz de acabar com a minha existência, aqui e agora. Penso seriamente nessa hipótese. no meio desta espessa muralha de árvores, neste caminho que é um caminho, se deixasse de respirar a minha consciência enterrar-se-ia em silêncio no meio das trevas, cada gota do meu sangue negro e violento derramado, deixando o meu ADN a apodrecer no meio das ervas daninhas. E então a minha batalha chegaria ao fim."


Kafka à beira-mar

Haruki Murakami

segunda-feira, 17 de Agosto de 2009

Estou de volta

E passei por aqui hoje só para dizer que o cabrão do Universo não sabe ler!


Retomo quando estiver refeita de umas férias de merda.

segunda-feira, 27 de Julho de 2009

O livro do mês

"Quando entrei no meu quarto, vi Anika sentada na minha cama. Tranquilizei-a, prometendo que ficaria atento a ruídos estranhos. Ela levou o dedo à testa:

- Os meus medos estão aqui dentro. Não consigo dormir...

Fiz um ar compreensivo. Ela perguntou:

- Incomoda-o que eu durma aqui ao pé de si?

O meu coração acelerou.Na luz ténue que existia no quarto, escapou-me um sorriso, imperceptível para Anika.

- Bem - disse -, acho que a cama é suficientemente larga para os dois. Se só te tranquilizas assim...

Anika meteu-se de imediato na cama e perguntou:

- Qual é o seu lado?

- O esquerdo.

Chegou-se para o lado direito, puxando para cima o lençol. Depois de despir o casaco e as calças, deitei-me. Os nossos corpos não se tocavam, mas senti imediatamente o calor que emanava do seu. Respirei fundo. Não iriam ser noites fáceis. Dormir ao lado daquela beldade só para lhe acalmar os medos iria ser uma tortura.

Uns minutos depois, Anika virou-se para mim.

- Jack?

- Sim.

-Posso encostar a cabeça no seu ombro?

Fechei os olhos.

- Claro.

Aproximou o seu corpo. Levantei o meu braço direito, para que ela pudesse colocar a cabeça no meu ombro. Ao fazê-lo, o seu peito tocou-me nas costelas, e engoli em seco. Era redondo, cheio, rijo. Lá em baixo, senti os primeiros movimentos de excitação. Comecei a fazer-lhe festas no cabelo e depois na nuca. Senti a sua pele quente nos dedos. Ela suspirou e aninhou-se mais em mim, a sua barriga contra a minha anca, a sua perna direita pousando um pouco sobre a minha. Os meus dedos desceram para o seu pescoço, as unhas passando sobre a pele, procurando o nascer das costas. Anika voltou a suspirar. Engoli em seco. Não queria fazer nenhum movimento que fosse mal interpretado. Não queria ter a iniciativa. ela deve ter percebido, pois de repente mexeu-se e a sua mão direita tocou-me entre as pernas. Sentiu o meu desejo, mas não ficou. Subiu a mão até à testa , e puxou para trás o cabelo como se se penteasse. Depois, voltou a descer a mão, mais lentamente, arrastando-a ao longo do meu peito, da minha barriga, e pousou-a em cima do meu desejo, por uns instantes, como se aguardasse um incentivo. Como eu não disse nada, retirou a mão. Fiquei a respirar, sem dizer nada.

Uns minutos depois voltou a pousar a mão sobre mim. Sentindo o meu desejo vivo e forte, desapertou os botões das calças do pijama, um a um, e as suas mãos quentes tocaram-me. Fechei os olhos, ondas de prazer a subirem por mim a cima.

Ouvi a sua voz:

- Toca-me.

Os dedos da minha mão esquerda tocaram-lhe. Primeiro nos contornos da cara, depois no pescoço, no nascer dos ombros e por fim nos peitos. desapertei os botões da camisa de noite e depois ela tirou-a. Beijámo-nos. Puxei-a para cima de mim, e encaixámo-nos um no outro com suavidade. amei-a horas a fio, até ao dia nascer."



Enquanto Salazar Dormia...

Domingos Amaral

sexta-feira, 24 de Julho de 2009

Férias de Verão at last


Vou de férias, começo amanhã e estou muito contente. Assim acho que tenho direito a dizer ao Universo exactamente o que quero. Andei a ler o "The Secret" há uns meses atrás e o livro dizia que se pedíssemos com muita fé, muitas vezes, bem explicadinho, o senhor Universo providenciava. Eu acredito que sim, e nesse caso, para que ele - Universo - perceba exactamente o que quero para os próximos anos que se estendem daqui até ao dia em que me hei-de findar, vou escrever, direitinho, com as letras todas, pedir com humildade, sem grandes voos para ser mais fácil de me devolver as "preces".
Ora senhor Universo, quero férias de Verão com sol, muito sol, sem vento nem frio, bem as noites podem ser mais amenas, mas sem a necessidade de vestir camisolas que eu tenho muita roupinha nova de verão para andar a mostrar.
Dias fantásticos de praia, com água morninha, refastelados na areia, sem que esta esteja a voar, com amigos a visitarem-nos em permanência para nos sentirmos, como sempre queridos e acompanhados.
A partir de hoje, dia em que vou jogar 3 euros no euro milhões, e nas semanas que se seguem e que jogue, naturalmente, até que bata a bota, quero ganhar 500 euros de cada vez que jogar. Não é preciso sair-me a taluda, apenas 500 euros por semana no euro milhões, não sou gananciosa!
Quero ter sempre trabalho, meu caro Universo, não quero voltar a ser posta na prateleira, mesmo depois de voltar a engravidar - sim com mais 500 euros por semana do euro milhões a acrescer ao que já levamos para casa todos os meses a coisa ficava composta para podermos dar uma mana ao Xani. Não quero ouvir falar em desemprego no meu agregado familiar nem nas pessoas que me são de alguma forma chegadas, pelo menos nos próximos 150 anos, vá!
Não me quero preocupar se as empresas onde trabalha o meu agregado familiar e os meus amigos vão fechar, quero ter sempre o ordenado ao final do mês.
Quero saúde, mais uma vez para mim e para todos os que me rodeiam, que a gripe A, ou outra coisa qualquer não tenha a péssima ideia de me vir cá atazanar a cabeça.
Quero paz e tranquilidade para poder criar e educar o meu filho.
Quero os meus amigos e familiares sempre por perto, a apoiarem, a consolar, a mimar.
Quero uma viagem por ano fora do país, quero poder proporcionar à minha mãe um cruzeiro pelas ilhas gregas, da mesma forma que já lhe proporcionei uma viagem à Madeira, e ao meu avô, uma viagem a Londres, para que possa ver passados 25 anos a cidade onde viveu durante 20.
Quero amor, maternal, filial, do meu marido, amante e companheiro de vida, para que não se canse de me ouvir reclamar de Deus e do Mundo, dos meus amigos que me suportam e amparam.
Quero contribuir para um mundo melhor, ainda que o começo seja a nível local, na minha freguesia do coração. Depois estou a pensar em alargar o espectro e dedicar-me a causas sociais, vou apostar na Santa Casa da Misericórdia e tentar com trabalho ajudar quem mais precisa.
Quero um mundo livre de fome, sofrimento e guerra!
Não é pedir muito pois não?

quinta-feira, 23 de Julho de 2009

A estrada que me envolve

"Pedi ao motorista para, a caminho de Sintra , passar pelo Estoril. Desejava admirar o Hotel Palácio, esse local tão emocionante para mim. tinha tempo disponível antes das três da tarde, hora da missa do casamento. É sabido que as missas de casamento nunca começam a horas.
O motorista levou-me por uma estrada, a que chamou Marginal, e que no meu tempo era bastante diferente. É uma estrada lindíssima, que serpenteia entre Lisboa e Cascais, passando por Paço d'Arcos, Oeiras, Carcavelos, São Pedro...
Ele diz que foi uma estrada muito perigosa, mas que agora, como existe uma auto-estrada, tem menos movimento. Não devem existir muitas estradas no mundo tão bonitas como esta, acompanhando o rio e depois o mar, iluminada por uma luz límpida, esta luz tão rara que este país recebeu como uma dádiva de Deus."


Enquanto Salazar Dormia...
Domingos Amaral


Esta é a estrada que me envolve nas viagens em que percorro o caminho entre minha casa e a casa do meu avô, entre a minha casa e o trabalho e entre a minha casa e qualquer viagem que me leve a Lisboa.
Esta é a estrada mais bonita onde alguma vez passei, a única que me dá uma certa paz quando conduzo através das suas rectas e curvas olhando o mar, esse mar maravilhoso que se estende ao longo as suas bermas. Um mar que em noites de tempestade tenta roubá-la aos condutores e levá-la consigo, acabando por levar alguns deles a embater nos muros que os separam - estrada e mar.
Foi a estrada que me levou a casa depois de ter estado 1 mês no Hospital da Parede em recuperação de um acidente de viação, porque durante 1 mês ouvia as ondas baterem nas rochas, mas nunca pude ver o azul da água nem o branco da espuma, entrei a custo no carro, abri a janela fechei os olhos e senti-lhe os borrifos na cara, inspirei bem fundo e cheirei o sal, abri gentilmente os olhos e percebi porque devia estar agradecida por estar viva.
Foi paralela a ela que viajei de comboio durante anos quando trabalhei em Cascais, era por perto que almoçava a ver o Atlântico, e a imaginar-me a correr mundo, as viagens de barco à Grécia, à Sicília, a Creta, ao mundo do norte de África, às encantadoras possibilidades que o "mare nostro" nos desafia enquanto somos jovens, mas que acabamos por nunca concretizar.
Foi nesta estrada que reaprendi a conduzir depois de 7 anos sem pegar num volante, não por medo antes por puro terror, é esta a estrada que nos últimos 5 anos me tem ensinado a perder os receios que me estão colados ao chão, aos carros que circulam à minha volta, à velocidade, s mudanças aos travões e principalmente ao acelerador.

quarta-feira, 22 de Julho de 2009

Hoje o dia é de festa.

A mulher mais importante da minha vida faz 60 anos. 60 anos dos quais 35 foram passados a dar-me força e alento e amor.
Nem sempre foi uma relação fácil a nossa, ou porque somos parecidas, ou por sermos demasiado diferentes, não sei bem. Mas hoje sei que a minha mãe é o centro nevrálgico da minha força, é ela a garra que por diversas vezes me impediu de capitular perante as mais diversas dificuldades que a vida me deu a experienciar.
Nem sempre a apoiei da melhor forma, mas ela esteve sempre lá para me apoiar a mim, percebi isso tarde demais e ela teve de ultrapassar sozinha algo que eu ainda não consegui ultrapassar na totalidade com apoio.
Tenho uma admiração imensurável pela minha mãe, que se cansou da vida que levava e que ultrapassou a pior fase da sua vida com telas e pincéis, porque percebeu que para ser quem queria ser tinha de se dar, e entregou-se a uma terapia muito própria de transformar a alma em arte.
Hoje vou recordar-lhe lugares, sentimentos, cheiros, toques e dá-los da melhor forma que sei, escrevê-los no caderninho da nossa vida para que nunca se esqueçam, e vou dedicar-lhe uma musica que sei que adora, talvez porque a faz lembrar as inúmeras experiências que ainda lhe faltam viver e conquistar, e as boas memórias que consegue reter de uma dura vida já vivida.
Parabéns minha mãe, meu amor.


terça-feira, 21 de Julho de 2009

Amar é preciso

Há um estranho vírus a pairar no ar, encontro-o nos blogues que visito, nos cafés que frequento, na vida que vai passando por mim.
Este vírus desde sempre que atingiu os homens na casa dos 20 aos 30, mas nos últimos anos tem atingindo as mulheres, eu própria fui infectada, mas curei-me.
Não são raras as vezes que ouvimos homens e mulheres dizerem que são solitários por escolha. Que preferem viver de encontros casuais, de relações frívolas sem o espectro do compromisso, e que fogem do amor como o diabo foge da cruz, porque encaram o amor como isso mesmo, uma cruz.
Tendo em conta que o Homem é um animal social, que precisa de ter relações estabelecidas com os da sua espécie, acho difícil de entender que seja razoável aceitar que um homem ou uma mulher se sintam confortáveis ao estabelecer uma relação de compromisso com um cão ou um gato.
Sabemos bem, que homem ou mulher sozinho tem por companhia um cão ou um gato, para não se sentir só, para dar e receber carinho, companheirismo, para poder desabafar, para ter colo.
Sabemos bem, por experiência própria que todos precisamos de nos sentirmos amados, aliás Maslow explicou magistralmente a nossa pirâmide de necessidades, e sim é um facto, a família, a amizade, o amor e a intimidade sexual são necessidades do ser humano, não vale a pena tentar contrariar a nossa natureza.

O amor não morde, nem tira pedaço, pelo contrário, dá alento!

É um facto que também faz doer, que magoa, que desilude, mas as compensações são tão grandes quando ele é verdadeiro que devíamos dar-lhe espaço para medrar. O medo nasce de relações que correram mal, quem não teve na adolescência um amor não correspondido que nos fez sentir de uma qualquer forma diminuídos, ou um grande amor que nos despedaçou o coração e que aparentemente nos roubou a alma. Ou até a forma fabulista em que nos é dá a conhecer o amor, através de historias de príncipes e princesas, em que o amor tudo conquista, mas que na realidade nos são contadas por pais e mães de famílias disfuncionais, onde não há amor, mas falta dele.
Se entendermos de uma vez por todas que o amor não vai aparecer sob a forma de um príncipe montado num cavalo branco, mas que pode estar sentado na cadeira do café do nosso lado. Que pode não ter quintas e palácios imensos mas que terá certamente ideias comuns às nossas, outras divergentes, mas que em conjunto se complementa.
Talvez no dia em que abrirmos a alma, em que não tivermos medo de ser quem somos, em que nos aceitarmos e não nos tentarmos transformar no que o mundo quer que sejamos, possamos dar espaço ao amor.
Possamos respirar a dois o prazer de ter um companheiro, a alegria de ter um colo, a bênção de construir uma família, e saber batalhar por ela, sem olhar apenas para o nosso umbigo, dar valor ao carinho que se estabelece numa relação que se baseia no respeito, na comunicação e na confiança.

segunda-feira, 20 de Julho de 2009

O que é nacional é ....








Pedro Cazanova, DJ
... é BOM !

sexta-feira, 17 de Julho de 2009

Alegria no trabalho




Eu - Já falei com o informático para ver se ele te põe a receber os emails da colega que se foi embora.


Colega nova, sorrindo- Obrigada.


Eu - Já que lhe faço favores sexuais, posso contar que ele me faça uns quantos favores.




A colega nova perdeu o sorriso, olhou para mim como se eu fosse um alien e voltou ao trabalho.

quinta-feira, 16 de Julho de 2009

Highway to Hell

Ontem tive a mais assustadora experiência automobilista de sempre, com um carro nas mãos.
Estava calmamente a conduzir o automóvel do meu avô, um Cintroën Ax com 10 anos, com o intuito de deixar mãe, avô, Puska e Xani em Santa Cruz para umas merecidas semanas de férias.
A minha mãe conduz pouco e a medo, mas ainda assim gosta de saber que tem o carro à porta no caso de alguma emergência, assim lá foi a caravana cigana com sacos até ao tejadilho meter-se à estrada.
A logística já tinha sido complicada, o meu avô tinha estado com a minha mãe numa consulta oftalmologica no hospital e o puto tinha ido passar o dia com a outra avô. Assim sai do trabalho fui para casa esperar o meu gato que não fazia sentido levarmos os carros todos, rumámos à 2ª circular para enfrentar o transito frenético da cidade, chegámos a casa da sogra, metemos o puto na carrinha - aquele bichinho mais lindo, a mais nova aquisição familiar, a qual ainda não tinha tido coragem de conduzir - tomámos de volta o pulsar de Lisboa via 2ª circular em sentido contrário, enfiamos o avô e a Puska na carrinha, enquanto eu, a minha mãe e os sacos nos aconchegávamos no AX que já tanta estrada percorreu nas minhas mãos.
Mas a diferença entre um carro comprado em Dezembro do ano passado - a luz dos meus olhos em azul bébé que é o meu bichinho lindo, com direcção assistida, vidros eléctricos e fecho centralizado de portas, coisas a que nunca fui habituada antes do meu Matiz, coisa mais fofa - e um carro puxado à força de braços é enorme, e pensei que o cheiro estranho que o carro tinha na Avenida de Ceuta era por eu me ter desabituado à embraiagem dura do bicho. Enganei-me.
Estávamos na A8, pouco antes da estação de serviço de Loures quando acendeu a luz da temperatura, meti os 4 piscas para avisar o gato no carro atrás que alguma coisa se passava, meti-me na estação de serviço e pensei, "raios partam o velho (do avô, claro) que não viu a água".
Para quem conhece o meu avô, o chato, sabe que ele sempre que eu andava com o carro me dizia, toda a santa semana que precisava ver da água no radiador.
Estivemos quase meia hora à espera que o carro arrefecesse, que a água viesse acima, de encher e vazar o depósito, de aquecer e arrefecer o motor, e quando pensávamos que tudo estava resolvido lá seguimos viagem.
Eram 9 da noite, o avô, a mãe, o gato, a gata e o gatinho sem comerem. A hora de dormir do "piqueno" que se aproximava a grande velocidade, e lá tomámos o nosso lugar na auto estrada de novo, com rumo a Torres Vedras.
Na primeira subida o carro volta a ligar a luz, lá ponho os piscas, e tento encontrar uma berma para encostar, mas para variar a auto estrada está em obras, não há bermas, nem encostos, nem aquelas coisa de emergência, e muito menos parques de descanso, vejo uma zebra daquelas que indicam que há uma entrada paralela na auto estrada e encosto.
O que fazemos, como, quem , o quê. Lá voltei a pegar no carro com indicações para desliga-lo nas descidas - parece que faz circular o ar e arrefecer o motor, e também poupa nos consumos, se a moda pega...
Demorámos 1 hora e meia a chegar a Torres, andei a 40km/h na autoestrada - se por acaso alguém me viu, a 40 e de 4 piscas, peço desculpa pelo incomodo mas o bogas é que teve a culpa. O medo que o motor se ressentisse apoderou-se-me do corpo de tal forma que todos os músculos que existem estavam em tensão, o nó no estômago era de tal forma que eu achava que ia vomitar. Parei o carro no centro de Torres e fomos jantar, entrámos no restaurante eram 22.30, esganados de fome e o meu menino já com sono a esfregar os olhos de forma a afastar o João Pestana. Ainda assim comeu 2 batatas assadas e 2 bons pedaços de bacalhau e umas colheradas de arroz doce.
Depois de jantar o meu gato pegou no AX e passou-me o bicho novo para as mãos, estreei-me em grande, depois de uma cavalgada maluca, soube muito bem pegar num carrinho lindo, maravilhoso, com uma embraiagem leve, e com um volante que se vira ao toque de um dedo.

Chegámos a casa já passava da 1.30 da manhã, com um stress imenso, e sem saber como é que mãe e avô se iam desenrascar.

quarta-feira, 15 de Julho de 2009

Quando a esmola é grande… desconfia

Não tenho bem presente o dia exacto em que me meti no avião rumo a Trondheim. Para mim ia ser mais uma aventura, desta vez com um propósito nunca antes imaginado.
Meses antes tinha decidido casar com um amigo meu, norueguês com quem tinha feito uma viagem maravilhosa pela Itália, e acabado por ficar confundida pelo romantismo de Roma, ferida no orgulho de um namoro que tinha terminado havia quase 2 anos e que ainda assim remexia todos os dias na minha memória, quer por via dos meus pensamentos, quer por via dos telefonemas e das mensagens que ele me continuava a mandar, sabedor do grande poder que exercia ainda sobre mim.
Decidi que Lisboa, Portugal era demasiado pequena para ambos, eu e ele haveríamos de nos cruzar um dia, e eu sabia que ia voltar a cair-lhe nos braços, na cantiga, no cheiro, um cheiro que ainda hoje recordo – curioso.
Assim, ia mudar-me para a terra dos fiordes, e não ia ficar sozinha e apagada à espera que ele um dia decidisse aquilo que eu sabia no meu íntimo, que afinal era eu o grande amor da sua vida.

Fui encontrar-me com o noivo, uma pessoa que conheci pessoalmente em Tavira no longínquo ano de 1992, no barco que cruza para a ilha, como se cruzaram os meus olhos com os do amigo dele.

O Thomas tinha os olhos mais profundos e límpidos que algum dia tinha visto, não demorou até que nos apaixonássemos nesse verão inesquecível, foi a minha primeira grande paixão de verão, escrevemos longas cartas de amor durante cerca de 2 anos, houve viagens marcadas que se goraram, ele chegou a vir ver-me de propósito mas na ânsia de fazer-me uma surpresa esqueceu-se de me avisar para não sair de Lisboa, ele esteve, eu não. As nossas vidas não voltaram a cruzar-se, mas a minha amizade com o amigo dele sim.
O Roar esteve em Portugal cerca de 4 vezes, eu visitei-o em Itália, e depois fui conhecer os pais dele a Trondheim.

Não posso dizer que era a altura mais feliz da minha vida, mas estava serena, sabia exactamente o que queria, e sabia que não queria ficar em Portugal, ele era a minha chance de tentar ser feliz noutro lugar. E fui feliz noutro lugar, visitei a cidade, vi fiordes, vi glaciares, vi pessoas novas, mentalidades diferentes, ri, chorei quando o amor da minha vida me continuava a mandar mensagens sobre como seria diferente se eu voltasse.

No dia em que voltei, estava confiante do passo que ia dar, os meus pais foram buscar-me ao aeroporto, almoçamos em casa dos meus avós e fomos para casa. O meu pai subiu as escadas, pousou na entrada da porta a minha mala de viagem e disse:

- “Vou sair de casa, aluguei um lugar só para mim. “

Foi a ultima vez que vi o meu pai como … pai. A partir desse dia a minha vida mudou, vi o meu pai pela primeira vez, sem a máscara de super herói com que sempre o vesti. Hoje, eu e o meu pai não nos falamos tanta foi a água que passou debaixo da ponte. Não casei com o Roar, não voltei a Trondheim, e nunca mais consegui confiar em ninguém.

Ainda hoje sempre que a vida me dá algo bom, desconfio. Sei que por dentro de uma caixa engalanada pode muito bem estar um presente envenenado.

terça-feira, 14 de Julho de 2009

No centro de saude

Afinal nem tudo está bem no reino da saúde portuguesa.

Eu mudei de residência mas continuo a ter a medica de família a 20 km de distancia, o que não é pratico.

Hoje fui saber ao centro de saúde que fica ao lado de minha casa o que posso fazer para me mudar para lá.

A resposta foi: "Conhece algum médico daqui do centro?"

Não conheço médicos em lado nenhum, para grande desgosto da minha mãezinha que sempre me disse, filha quando estiveres a procurar noivo, vê lá se ele é medico que dá sempre jeito ter um por perto. Mas como nunca fui muito de dar ouvidos à minha mãezinha saiu-me um informático - podia ser pior!

Voltando ao centro de saúde, sem conhecer medico do centro tenho de ir para o centro de saúde do cu de judas mais perto, que fica a uns 15 km.

Antes de me vir embora, olhei o senhor nos olhos e com uma voz tranquila perguntei-lhe: Isso quer então dizer que para vir para este centro o que eu preciso é de uma cunha?!"

segunda-feira, 13 de Julho de 2009

O que é nacional é ....











David Fonseca (músico)


...BOM!!

sexta-feira, 10 de Julho de 2009

Nove Vidas em Motor de Busca

Tenho tido pouca disponibilidade para escrever, aliás tenho tido pouca disponibilidade para o que quer que seja, ando cansada, a precisar de férias e com uma carga de trabalhos a que não estou habituada, mas que muito me satisfaz. Por isso não tenho dado muito de mim à escrita, embora tente manter o blog em actividade, porque me alivia o stress entrar aqui, no MEU espaço.

Continuando exausta e sem tempo, hoje dedico o meu tempo a responder aos que me procuraram na net, por via de motores de busca, sim que eu sou daquelas pessoas que acredita que se deve responder a todas as cartas de fãs pela própria mão, então cá vai:

Afonso Vilela show erótico (pois não sei bem se encontrou o que procurava, mas espero que tenha sido tão bom para o Afonso como foi para quem o procurou)

Deus existe em hebraico (não sei se existe em hebraico ou em português nem até em chinês, mas se existir, que seja para todos se faz favor)

Felinas nuas (ele há malucos para tudo, qualquer dia ponho aqui umas fotos de leoas no meio da selva, que devo ter muita audiência)

Sangria Portuguesa (ora aqui está alguém de bom gosto, e se a sangria for de espumante com morangos, garanto que é deliciosa, já se for com vinho fora do prazo, não é tão saborosa, mas dá uma moca….)

Como vai a saúde em Portugal (mas eu alguma vez dei pistas neste sentido? Eu sou a pessoa errada para o fazer, é que canso-me de ouvir historias de pessoas com problemas em hospitais, eu estive 1 mês internada num hospital público e até tótós me faziam no cabelo depois de me darem banho)

Tarados nus (tenho pena, mas nunca encontrei nenhum, já vestidos, ui é o que não falta)

Como ficar moreno em 1 semana (Eu também quero, mas incluindo praia tá)

Lamber lóbulo (é bom sim, mas quem é que procura uma coisa destas na net, meu?)

Fotos gajas pernas abetas (ainda se fossem abertas eu percebia, embora não tivesse sorte aqui no tasco, mas abetas, quéssa merda pá)

Perfil da moça de Deus (nah conheço, isso existe? mas e se ela estiver de frente já não resulta, só mesmo de perfil?)

Enxofre (eu sei que me dizem muitas vezes que sou uma mulher dos diabos, mas enxofre, não uso, não liga bem com a cor dos meus lábios)

Querido Pai natal marido tampa sanita (olha o Pai Natal oferece maridos tampa de sanita, isso é o quê, depois de usar, tapar para não constipar?)

Piteuzinho (eu tenho feito uns pitéus muito gostosos é um facto, mas não me lembro de ter partilhado a ementa)

14120 (ora aqui está um numero simpático, mas…procurar este número em particular e vir ter ao nove vidas, é obra!)

Mulher vende ultimas semanas de vida (juro que eu nunca publiquei nada neste sentido, sei que há muita menina que vende a virgindade online, mas vender as ultimas semanas de vida, só se houver interesse científico em estudar o ultimo fôlego)

O que é atchim (ora que pergunta interessante, não concordam, eu diria que é um espirro, mas isto sou eu a pensar para com os meus botões)

Mente feminina (isso é o que todo o homem gostava de entender, mas não consegue. Aliás há também muitas mulheres dedicadas ao tema, mas sem sucesso)

Poemas para quem faz 30 anos (obrigada, mas eu já vou nos 35, you are too late!)

Como conquistar um homem italiano (é uma questão a que se deverá dar importância, se estivermos em Itália, no resto do mundo, dançar de forma sensual e dar-lhe uns 20 whisky deve garantir a noite, se incluir um: “parlami di calcio” é para a vida, o que pode até nem ser muito positivo)

A todos um muito obrigada, e bom fim de semana!!

quinta-feira, 9 de Julho de 2009

As melhores frases dos piores alunos

(recebido por email)

Não dá para resistir a uma boa gargalhada! O melhor de tudo são os comentários! Para se ser educador é, sem dúvida, preciso ter humor!




*O Convento dos Capuchos foi construído no céculo 16 mas só no céculo 17 foi levado definitivamente para o alto do monte. *
(claro! Com o peso demorou 100 anos para subir o monte!!!)

*A História divide-se em 4: Antiga, Média, Momentânea e Futura, a mais estudada hoje*
(a Futura é particularmente estudada pela "Maya")

*O metro é a décima milionésima parte de um quarto do meridiano terrestre e para o cálculo dar certo arredondaram a Terra! *
(Ups! Até eu me vi atrapalhada para fazer o cálculo. Imaginação tem ele... vai ser matemático com certeza, Portugal precisa de matemáticos com imaginação)

*Quando o olho vê, não sabe o que está a ver, então ele amanda uma foto eléctrica para o cérebro que lhe explica o que está a ver.*
(nada mal pensado. Somos uma máquina fotográfica em potência e em funcionamento contínuo)

*O nosso sangue divide-se em glóbulos brancos, glóbulos vermelhos e até verdes! *
(acho que faltam os Azuis!!Ah, mas esses com o apito dourado andam em fuga)

*Nas olimpíadas a competição é tanta que só cinco atletas chegam entre os dez primeiros.*
(entende-se agora a prestação de Portugal nos jogos olímpicos!!!)

*O piloto que atravessa a barreira do som nem percebe, porque não ouve mais nada.*
(claríssimo!! Se passou a barreira 1º do que o som, quando este chega já ele passou, por isso não o ouve. Será?)

*O teste do carbono 14 permite-nos saber se antigamente alguém morreu.*
(Assim de momento acho que hoje em dia basta verificar se o coração parou ou se respira... quer dizer... digo eu... mas, pelo sim pelo não, que se faça o teste do carbono 14, se os "gajos" do CSI descobrem uiui)

*O pai de D. Pedro II era D. Pedro I, e de D. Pedro I era D. Pedro 0*
(E antes foi o Pedro -1, já agora)

*Em 2020 a caixa de previdência já não tem dinheiro para pagar aos reformados, graças à quantidade de velhos que não querem morrer.*
(São uns chatos os velhos! Se o Socras topa o "jogo" deles...)

*O verme conhecido como solitária é um molusco que mora no interior, mas que está muito sozinho..* ("tadinho", espero que não tenha medo do escuro ou das trovoadas, não merece tanto sofrimento)

*Na segunda guerra mundial toda a Europa foi vítima da barbie!
(Queria dizer, decerto, barbárie! Ainda não existiam os Morangos com Açucar... aí então é que era lindo, não era a barbie que levava a melhor não!)

*O hipopótamo comanda o sistema digestivo e o hipotálamo é um bicho muito perigoso.*
(nem sei que diga... se a protecção dos animais descobre estamos todos tramados)

*A Terra vira-se nela mesma, e esse difícil movimento chama-se arrotação.*
(não consigo encontrar melhor definição)

*Lenini e Stalone eram grandes figuras do comunismo na Rússia.*
(exactamente, principalmente o Stalone)

*Uma tonelada pesa pelo menos 100Kg de chumbo.*
(Diabos me levem...!!!)

*A fundação do Titanic serve para mostrar a agressividade dos ice-bergs.*
(claro, nem a experiência podia ter sido feita de maneira diferente; tinha de ser usado um dos animais mais agressivos que se conhece para obter a dita fundação)

*Para fazer uma divisão basta multiplicar subtraindo.*
(atenção, não tentem fazer isto em casa, pode ser perigoso... pelo menos complicado é! Pelo sim pelo não peçam esclarecimentos ao futuro professor catedrático de análise matemática)

*A água tem uma cor inodora.*
(pois... eu também gosto muito dessa cor)

*O telescópio é um tubo que nos permite ver televisão de muito longe.*
(o tipo deve ser "espião" da vizinhança, sinceramente... já ninguém quer aderir ao MEO... anda tudo a "chular" os vizinhos. Será que com o telescópio conseguiu ver a grande penalidade fora da área?!)

*O sul foi posto debaixo do norte por ser mais cómodo.*
(obviamente que sim. Tinha algum jeito o contrário? E até aposto que foi um alentejano que teve essa brilhante ideia)

*Os rios podem escolher desembocar no mar ou na montanha.*
(é isso! Ao nascerem podem escolher... viva a liberdade de escolha!)

*Os escravos dos romanos eram fabricados em África, mas não eram de boa qualidade.*
(Racista... só os fabricados na China é que são bons não?!)

*A baleia é um peixe mamífero encontrado em abundância nos nossos rios.*
(todos os dias me cruzo com baleias ao atravessar o rio, é tão giro)

*Newton foi um grande ginecologista e obstetra europeu que regulamentou a lei da gravidez e estudou os ciclos de Ogino-Knaus. *
(Não consigo ter palavras, nem quero pensar o que diria ele sobre a actual lei do aborto)

*Ao princípio os índios eram muito atrasados mas com o tempo foram-se sifilizando.*
(tal qual como quem escreveu, isto digo eu... cheia de esperança!!)

*A Terra é um dos planetas mais conhecidos e habitados do mundo.*
(questão para se perguntar... quantos planetas tem o mundo?)

*A Latitude é um circo que passa por o Equador, dos zero aos 90º.*
(os "circos" deste são mais pequenos que o habitual, mas está bem, é uma opinião a ser estudada!!)

*Caudal de um rio, é quando um rio vai andando e deixa um bocadinho para trás!*
(é claro. Caso contrário ficava vazio depois de passar. Deve ser uma forma de o encontrarem)

*Princípio de Arquimedes: qualquer corpo mergulhado na água, sai completamente molhado. *
(disso não há dúvida nenhuma)

terça-feira, 7 de Julho de 2009

No restaurante afrodisiaco

Amiga- Somos os únicos numa mesa de 4, já viste.
Eu- A esta altura, todos os casalinhos dentro do restaurante, estão a questionar-se porque estaremos 4 numa mesa.
Amiga- E que achas tu que eles estão a pensar?
Eu- Se a comida estiver a fazer efeito, estão a pensar onde é que vão parar o carro para dar a queca, se a coisa estiver fria, estão a pensar que a seguir vamos ter os 4 uma sessão de swing.
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Numa discussão sobre preferências sexuais envolvendo pessoas anãs
Amigo-Então imagina lá como se pode pôr uma senhora pequena a girar
Eu- Tipo roleta, "faitez vous jeux"
Amiga, dirigindo-se ao Amigo - Punhas-lhe o pénis no umbigo?
Eu- Claro que não, punha na boca, mas tinha de se certificar que além de pequena era desdentada.
Ela - Fogo tu hoje estás do pior!
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é o que dá ir ao festival do panda!!!

O carro e os cornos

Manuel Pinho foi o motor da revolução eléctrica – decisiva para a diminuição do aquecimento global.

Conheci o ministro Manuel Pinho no início da semana passada. Fiz parte do grupo das primeiras vinte câmaras que assinaram com o Governo o protocolo de arranque da rede eléctrica de apoio aos novos automóveis, amigos do ambiente, que estão a chegar.

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A comunicação social deu ao assunto menos importância do que à transferência de um jogador banal e muito menos do que à morte do Michael Jackson. Pouco importa. Naquela segunda-feira, no Pavilhão de Portugal, o Governo de Sócrates assinou a sua entrada para a História. E o motor dessa revolução eléctrica foi Manuel Pinho. Foi com emoção que o cumprimentei e agradeci.

Mal o conhecia e conheço. Apenas por leituras apressadas de historietas sobre o seu comportamento atípico. Cinco dias depois, respondendo a uma falsidade que lhe era imputada por um deputado comunista, lá tornou a ser atípico, e no calor da discussão enviou-lhe um par de cornos. Fez mal. Os cornos não se enviam daquela maneira. Não sei se a Assembleia da República celebrou o contributo de Portugal para este esforço mundial, que vai dos Estados Unidos à China, para a diminuição das emissões do dióxido de carbono. Mas celebrou com forte chiadeira o par de cornos. Está certo. Conclui-se que os nossos deputados sabem muito, e ofendem-se com razão, de cornos e encornanços e pouco lhes interessa a revolução ambiental que vai modificar o País. Um dia, quando a sensatez chegar, quando a nossa frota automóvel estiver pejada de carros eléctricos sem ruído e sem emitir gases tóxicos, saber-se-á que foi um senhor chamado Manuel Pinho, o grande propulsor da nova era. Despedido com justa causa porque enviou um par de cornos a uma criatura qualquer.

Artigo no Correio da Manhã de Moita Flores, presidente da Câmara Municipal de Santarém, eleito como independente nas listas do PSD

sexta-feira, 3 de Julho de 2009

A minha prenda

Oferta do amorzão em jeito de comemoração de aniversário de casamento e dos 35 anos de idade, um 2 em 1 que a vida está cara.






Lindo, Lindo, porque eu mereço!!!!

quinta-feira, 2 de Julho de 2009

Os valores de hoje


Lyrics

I want to be rich and I want lots of money
I don't care about clever I don't care about funny
I want loads of clothes and fuckloads of diamonds
I heard people die while they are trying to find them

And I'll take my clothes off and it will be shameless
Cause everyone knows that's how you get famous
I'll look at The Sun and I'll look in The Mirror
I'm on the right track yeah I'm onto a winner

Chorus
I don't know what's right and what's real anymore
And I don't know how I'm meant to feel anymore
When do you think it will all become clear
Cause I'm being taken over by the fear

Life's about film stars and less about mothers
It's all about fast cars and cussing each other
But it doesn't matter cause I'm packing plastic
And that's what makes my life so fucking fantastic

And I am a weapon of massive consumption
And it's not my fault it's how I'm programmed to function
I'll look at The Sun and I'll look in The Mirror
I'm on the right track yeah we're onto a winner

Chorus
I don't know what's right and what's real anymore
And I don't know how I'm meant to feel anymore
When do you think it will all become clear
Cause I'm being taken over by the fear

Forget about guns and forget ammunition
Cause I'm killing them all on my own little mission
Now I'm not a saint but I'm not a sinner
Now everything's cool as long as I'm getting thinner

Chorus
I don't know what's right and what's real anymore
And I don't know how I'm meant to feel anymore
When do you think it will all become clear
Cause I'm being taken over by the fear

Assustador, não?

quarta-feira, 1 de Julho de 2009

As mensagens dos meus padrinhos de casamento

A madrinha:

"Minha querida, um grande beijo de parabéns pela coragem de há 3 anos, e pela capacidade em manter um casamento durante este tempo todo...Aturar um gajo é dose, tu foste premiada com dois! Tudo isto para te dizer que gosto de ti. E passe o tempo que passar, serás sempre a minha Miau. Brinde aos noivos!!"

O padrinho:

"Agradeço-te Miau pelo facto de me fazeres acreditar que a felicidade a dois não é uma soma nem uma divisão. É isso sim uma multiplicação. 1x1=3"



O molho de broculos em que voçês se meteram:







A minha resposta:

Tão fofinhos que voçês conseguem ser, depois de há 3 anos atrás eu vos obrigar a arcar com a responsabilidade de fazerem parte das nossas vidas para sempre, de vos aborrecer com queixas da pouca ajuda que o maridão me dá, ou quando ele vos confessa da falta de paciência que tem para aturar as minhas longas horas nas compras.
E a sorte que nem imaginam ter por ainda nunca ter sido necessário passarem umas horas a fazerem de baby sitter ao pirralhito.
Por falar nisso....

Brinde aos noivos!!!

3 anos



Foram 3 anos de adaptação, em que nem tudo tem corrido bem, mas as divergências não são mais do que o cimento que vai tornando a nossa relação mais sólida.
Nestes 3 anos conseguimos sobreviver ao nascimento de um filho, o furacão que nos quebrou rotinas e alterou planos, mas que nos juntou ainda mais, não por via da responsabilidade, mas pela concretização do amor que nos une.
Ultrapassamos dificuldades financeiras, que embora nos continuem a acompanhar, já não destroiem a nossa serenidade, e soubeste ser aquilo que eu duvido fosse capaz: o porto seguro onde me pude amarar nos dias de tempestade que a depressão abateu sobre mim.
Pensei fazê-lo em forma de poema, mas não tenho jeito com palavras quando os sentimentos são em turbilhão, não páro de pensar no que o coração me diz, mas a forma de as transpor por escrito é tão difícil que nem me atrevo a iniciar.
Pensei dizê-lo em forma de musica, mas teria de encher o dia de "dó ré mis", pois não há melodia que não te me traga à memória.
Ainda peguei nas tintas e pincéis para te traduzir na tela o que me vai por dentro, mas sabes bem que me falta o talento.
A única coisa que posso fazer, é dizer-te ao ouvido o quanto te amo, o quanto me fazes falta, que te desejo por perto em todas as horas do meu dia, e que há 3 anos atrás fizeste de mim uma mulher feliz, pois mesmo depois de tanta luta, depois de tantos contratempos, ainda que eu te pedisse que não o fizesses, tiveste a coragem de esperar por mim no altar embora o carro de fuga estivesse com a 1ª engatada.
Só tu sabes, o quanto é difícil para mim dizer "amo-te", só tu sabes que quando o digo nunca é em vão, porque é um sentimento, muito mais que uma mera palavra.

terça-feira, 30 de Junho de 2009

Preciso sugestões

Para as férias que se avizinham.

Uma Lady




Para os senhores que me visitam.

segunda-feira, 29 de Junho de 2009

O que é nacional é ....






(Tiago Monteiro, Piloto de Automóveis)

... é BOM !!

Novo visual

Pois que terminei 1 semana de férias, passadas entre a casinha do meu avó em santa Cruz e a casinha de uns amigos no Algarve.

Estiveram uns dias fenomenais de sol e praia em Santa Cruz, o que é um facto relevante, porque nunca me lembro de ter apanhado dias tão bonzinhos, em que não só se podia estar na praia, como ir à água!!

No Algarve este manhoso, vento, vento, vento. Valeu a companhia e a alegria de ter o meu filho na companhia dos seus dois adorados amigos.

Eu estou com um novo visual para acrescer ao blogue, é que bronzeei-me!!! Adoro o dourado!!

sexta-feira, 19 de Junho de 2009

Em dia de aniversário

A Festa hoje é por minha conta, o que querem fazer?

Dêem-me sugestões sobre como passar este dia, que eu por mim calçava as havaianas, enfiava-me num biquini e ia para as caraibas, como não posso agradeço inovações!

Entretanto eu dei umas prendas a mim mesma:


(este é o vestido que estou a usar hoje, amei de paixão e pedi como prenda a minha mãe, que é uma santa!)




(esta é a sais que vou usar amanhã no aniversário da cara metade, que foi prenda do santinho do avô)

E se pudesse:




(José Mourinho, Treinador)

Um homem bonito, inteligente e controverso para me animar a noite.

quinta-feira, 18 de Junho de 2009

Coisas que me complicam com o sistema nervoso

- Pessoas que cheiram mal. Porra tomar banho e comprar uma água de colónia mesmo rasca que seja o supermercado não gasta a pele e nem é um grande rombo no orçamento;
- Pessoas que todos os dias, várias vezes perguntam: "Que dia é hoje?"
- Pessoas que deixam as roupas espalhadas pela casa, e os sapatos, e as chaves e os papeis e tudo o que se possa imaginar e que ficam à espera que alguém arrume (tenho um lá em casa);
- Pessoas que não se interessam, não se incomodam, mas que ainda assim são capazes de reclamar por tudo e por nada, só pelo prazer de se ouvirem falar;
- Pessoas que nunca fizeram nada na vida que se mostre, mas que são os primeiros a porem-se em bicos de pés para conseguirem um "cargo" - sim que esta malta não tem emprego, nem trabalho, mas "cargos";
- Pessoas cujo único prazer que tiram da vida é trabalhar (também tenho uma, que de braço partido sem se poder mexer, acha que se estiver a trabalhar está melhor, porque está "entretida")
- Pessoas cuja arrogância me leva a ter pena, e a pena é um sentimento tão pouco nobre;
- Pessoas que casam pelo estatuto e se vêem a braços com um casamento por conveniência que afinal é tão pouco conveniente;
- Pessoas que não cuidam da aparência por desleixo, que não mudam de roupa, que não tratam dos dentes, que andam descalças na rua;
- Pessoas ignorantes, não porque não tiveram a oportunidade de se educarem, mas porque nunca se deram ao trabalho de pensar, e que ainda assim têm sempre razão;
-Pessoas que nem por nada admitem que os outros possam ter opinião diferente, valores diferentes, prioridades diferentes;
- Pessoas que se deixam cair na auto comiseração para que outros lhes elevem o ego.
- Este calor que me sufoca o neurónio nº 1 e me frita o nº 2;
- O tempo que nunca passa enquanto estamos a trabalhar (que eu tenho outras distrações, trabalho porque preciso de dinheiro), e como o tempo voa quando estamos em descanso;
- A semana que nunca mais acaba para eu poder festejar os aniversários da malta lá de casa em jeito de festa cigana e partir para férias.


Aceitam-se contributos, coisas que vos compliquem com o sistema nervoso.

quarta-feira, 17 de Junho de 2009

Se alguém lhe oferecer flores...

...isso não é impulse, pode ser alguém que lhe queira roubar um rim, ou que a queira violar, ou levar o carro, ou levar o que quer que seja.
Desconfiem de tudo e de todos!

terça-feira, 16 de Junho de 2009

Balanço

Faço 35 anos na Sexta Feira.



Aos 18 pensava que o mundo ia ser meu, afinal não o conquistei, e o pouco que lhe ganhei foi a custo, com sangue, suor e lágrimas.



Em 35 anos não consegui nada quase nada do que queria, bem...talvez o filho embora esse nunca tivesse nos meus planos, que sempre achei que ter um filho era um sinal de extremo egoísmo, mas é um pecado que me congratulo muito de ter cometido.

A carreira internacional ficou pelo caminho, os 6 meses a 2 anos que gostaria de ter passado num país estrangeiro nunca os desbundei.

Por esta altura devia ser directora financeira de uma empresa qualquer, mas não, estou remetida à recepção, numa luta diária por ganhar o meu espaço de novo, batalha que, felizmente, embora dura, estou a ganhar.

Há uns 10 anos atrás eu e umas amigas tentámos fazer a previsão de como seriamos dali a 10 anos, a mim previram que estaria a viver numa casa com jardim, com um cão a brincar na rua e com 2 filhos - a casa com jardim ainda não a consegui, mas tenho uma casa de sonho da qual nunca que vou queixar, se a trocar será pela moradia com jardim, o cão já cá canta e pelo menos em 50% dos filhos acertaram.

Que haveria de ser uma executiva - pois era a única que tinha tirado o curso e elas apostavam que eu era um investimento de futuro, que ingenuidade - sempre de fatinho e malinha (não se enganaram eu ando quase sempre de fato, e a malinha vem atrás, mas com o almoço que a vida é difícil para se andar sempre a comer fora), e que teria certamente um amante porque sempre me acharam uma tresloucada com os homens - mas enganaram-se sou fiel, raios partam, só tenho o maridinho, amantes nem um.

Com esta idade deveria ter visitado mais de metade do mundo, visitei alguns países da Europa, nunca fiz o "Coast to Coast" nos EUA com que sonhava ao terminar o liceu, nem nunca fui a Nova Iorque, a viagem da minha vida. Só mudei uma vez de continente, e o mais longe que fui ficou-se pela Tunísia. A volta ao mundo está certamente reservada para os dias da reforma! E este ano, férias só em Santa Cruz que ali não se gasta guito.

A esperança é que faltem pelo menos mais 35 para realizar pelo menos alguns dos sonhos que ficaram em "stand by" com o correr desta coisa a que chamam vida.

segunda-feira, 15 de Junho de 2009

O que é nacional é ....


























(Cristiano Ronaldo, Futebolista)


... BOM!




Like it or not: 93 milhões de euros é muita fruta, merece o destaque e aproveito para dizer, -"Cristiano, puto, a Paris parece-me ser ideal para ti, é que mal ou bem só se estraga uma casa."



E já agora, como nunca fui capaz de dizê-lo antes, continua a manter Portugal na boca do mundo pelos teus pézinhos, mas por favor, Keep your mouth shut!

terça-feira, 9 de Junho de 2009

Amantes precisam-se

As mulheres precisam de estímulos, de vez em quando precisam que um homem lhes acenda o rastilho da paixão, que as conquiste sem nunca as tomar por garantidas, que as faça cometer loucuras e sentir vivas.
Homens que as obriguem a aperaltar-se porque as vão levar a jantar fora à luz das velas, tudo regado com um bom vinho tinto que as deixe levemente soltas, sem pudores falsos, sem medo de dizer as coisas erradas, soltando assim toda a sua sensualidade.
Alguém que marque um encontro num hotel apenas pelo prazer de variar, que as torne por umas horas em prostitutas, sem razão para pensar em nada mais do que simplesmente prazer carnal.
As flores, os bombons ou as jóias que são compradas por altura dos aniversários, ou das datas festivas valem tão pouco quando comparadas com as que são dadas num momento de espontaneidade, sem comemorações apenas pelo simples facto de que são meras lembranças, um postal, um poema, uma flor apanhada na beira da estrada, um beijo apaixonado, também são bem vindos e custam afinal tão pouco.
Dentes brilhantes, barbas aparadas, aparências cuidadas porque afinal as mulheres que têm do seu lado merecem que se esmerem para que elas comam com o olhar o que mais tarde lhe apetecerá comer com os restantes sentidos.
Mentes perversas, provocações constantes nesta era de novas tecnologias é tão fácil manter acesa a chama da luxúria, basta ter imaginação e vontade, uma imagem erótica mandada para o email, ou uma frase sugestiva por sms, podem fazer voar o imaginário feminino.
Orgia de chantilly, ou pinturas corporais a mel, conforme o gosto de cada um. Escapadelas sexuais no banco de trás do carro naquele parque de estacionamento de onde se pode ver a serra, ou a manta convenientemente posta na bagageira para ser estendida na areia molhada da praia numa noite de luar.
Os mais afoitos poderão prender as mãos, vendar os olhos, dominar, levar uma terceira pessoa para dentro da cama, fazer jogos perigosos, mas a questão será sempre inovar, ultrapassar convenções, desafiar as sensações, quebrar a rotina.
Na verdade o que todas as mulheres precisam é de amantes!

segunda-feira, 8 de Junho de 2009

O que é nacional é ....







(Nelson Évora, Atleta)

...BOM!

(e hoje estou em dia de ressaca eleitoral, mas como diz o Justino What goes around comes around)

sexta-feira, 5 de Junho de 2009

Premonições

Estou com um feeling de que o fim de semana vai ser atarefado!


Tenho um avô convalescente de uma operação à cornea, uma mãe que vai expôr quadros no casino de espinho (ela pinta no grupo desportivo, também é artista, e também não sabe como avaliar os dela), uma sogra convalescente de um braço partido resultante de uma queda de um lance de escadas.

Este domingo vou fazer o serviço civico que me compete e vou ser presidente de mesa nas eleições europeias - seca das 7 da manhã às 20 da noite, quase aposto!
Ora entre o dia de domingo completamente ocupado e o sábado entre o avô e a sogra, que venham os feriados que eu estou a esgotar-me!!

quinta-feira, 4 de Junho de 2009

Alguém me arranja um sitio para vender isto?


(Mãe de Água, guache em tela. Março de 2004)


(A solidão é pior quando vivida a dois, guache em tela. Junho 2006)


(Túlipas, guache em tela. 2007)


(In...temporal, guache em tela. sem data)

As fotos não são grande coisa, mas eu não sou fotografa, sou economista com falta de guito e com um pai talentoso, que as únicas coisas que me deixou além das dívidas que ainda ando a pagar dele, foi a educação e uns quadros.
Os quadros gostava de poder transformá-los em dinheiro, já que a educação, embora eu tente, o que me dá é pouco e vai-se nas contas da casa e nas dívidas do sacana que se diz meu pai. Se alguém souber de um bar, restaurante, galeria, whatever, onde eu possa expôr os desenhos do papy, à consignação naturalamente e sem ter de pagar pelo aluguer do espaço - a ultima e única exposição que fiz dele custou-me 100,00 euros, sem retorno - fico muito agradecida!
Há mais de onde estes vieram - das paredes, das gavetas e das arcas da minha casa!
Obrigadinhos!!

quarta-feira, 3 de Junho de 2009

Conversas de Café

Eu - Lembras-te de no Sábado ter pedido à AF para tirar o casaco porque estava muito calor?
Ela - Sim, e lembro-me que ela te deu autorização.
Eu - Lembras-te que o AC lhe pediu para tirar a gravata e ela não deixou?
Ela - Claro, ele é Chefe de Sala, lógico que não pode tirar a gravata.
Eu - Ele a seguir veio-me com a conversa de que somos uma equipa e que por solidariedade eu deveria vestir o casaco, embora a relações públicas do teatro me tenha deixado tirar. Ao que eu lhe disse que nós há muito tempo que não somos uma equipa, porque caso ele ainda não tenha percebido hoje em dia é cada um por si.
Ela - E ele?
Eu - Virou-se com um ar danado, nem nunca o tinha visto assim, confesso e gritou qualquer coisa do género, se não tratares já do assunto vais ter problemas.
Ela - Não acredito, vindo dele nunca esperei,
Eu - Foi nessa altura que lhe perguntei se era uma ameaça do género ou vestes o casaco ou és despedida, e disse que se fosse esse o caso era melhor dizê-lo já porque eu pegava nas minhas coisinhas, bazava e ele podia ir fazer queixinhas ao Pin e Pon ver se me incomodava. ele ficou fodido, disse que não era uma questão de ir fazer queixa a ninguém patati, patata. No dia seguinte recebi uma mensagem do Pin e Pon a dizer que não contavam mais comigo para a prestação de serviços.
Eu mandei uma mensagem de volta a dizer-lhe que com colegas invejosos quem não queria fazer parte da equipa era eu, e que embora gostasse de dizer que tinha sido um prazer trabalhar com ele, a verdade é que em 7 anos de prestação de serviços no São Carlos os últimos meses, sob a empregabilidade da empresa dele tinham sido um sofrimento.
Ela - Mas isso é uma grande injustiça, porque a AF deu-te autorização para tirares o casaco, foste despedida por uma infantilidade, uma estupidez.
Eu - Não, pior, fui despedida porque um gajo que eu considerava meu amigo, teve inveja do facto de a hierarquia me ter dado vantagem sobre tirar o casaco e ele não ter autorização para tirar a gravata. Sabes o que te digo, vivendo e aprendendo, no trabalho não há amigos, aliás começo a pensar que a amizade não é mais do que um empirismo.
Ela - Não digas isso.
Eu - Acho que percebo perfeitamente como se deve ter sentido o César quando vi o punhal nas mãos do Brutus.

Esclarecimentos: Este texto foi baseado em factos reais, aconteceu-me.
1)A AF é a relações publicas do Teatro São Carlos, o que significa que em ultima análise é quem coordena os assistentes de sala.
2)O AC é o Chefe de Sala dos assistentes, era meu amigo há cerca de 7 anos.
3)O Pin e Pon é o patrão da empresa que contrata os serviços dos assistentes de sala.


PS. Assim, e tendo em conta que fiquei sem os meus 2 trabalhos em part time -Teatro São Carlos e Teatro Camões, se alguém souber de um trabalhinho onde se possam ganhar uns $$ extras, por favor lembrem-se de mim!!!

segunda-feira, 1 de Junho de 2009

O que é nacional é ....








( Luís Figo, Futebolista)

... é BOM !

sexta-feira, 29 de Maio de 2009

Fragmentos de prazer

Durante as palestras houve um italiano moreno de olhos verdes que a cativou, não sabia se era o seu tom de voz melodioso ou se era talvez o seu ar sensualmente feroz que a tinham atraído, mas a verdade é que depois do jantar tentou encontrar-lhe o rasto.
Procurou-o no bar onde o encontrou na mesa de uma das suas colegas, aproximou-se e sentou-se bem do lado dele, perna com perna, sentindo-lhe o aroma suave a âmbar e cedro, que sabia constavam do perfume que ele usava, igual ao do namorado que deixara esperando por si em Lisboa.
A mesa estava bastante animada e o convívio entre portugueses e italianos era sempre bastante aceso, bebia-se bastante vinho, cantava-se, batiam-se palmas e havia uma alegria latente, misturada com uma grande dose de pura sedução.
A nuvem de fumo que sobrevoava as suas cabeças estava a entontecê-la, bem como os já bebidos 4 copos de vinho Chianti que tanto gostava, mas que não estava habituada. Esse leve torpor que lhe percorria o corpo acentuava-se de cada vez que o seu corpo tocava levemente no dele.
Decidiu levantar-se um pouco, sair e apanhar ar para recuperar o fôlego que lhe começava a faltar, aquele homem de cada vez que a olhava fazia com que estremecesse, e embora estivessem quase colados na mesa, ainda não tinham trocado palavra.
Ao sair deparou-se com uma bica mesmo em frente das escadas, era um tipo de chafariz, imaginou que pelo tamanho da torneira de pressão servisse para encher garrafões, o calor colava-se-lhe ao corpo e aos cabelos desgrenhados, pensou que se metesse a cabeça debaixo de água pudesse retomar o controlo que lhe ia falhando e ao mesmo tempo enganar o calor que lhe escorria já pelo corpo.
Levantou a cabeça com a água a escorrer-lhe pela roupa, ficando assim ligeiramente transparente e com as curvas do corpo ainda jovem visíveis, apetecíveis, pelo menos foi assim que ele a viu, aquela que tinha colado o seu corpo ao dele durante toda a noite. Embora não tivessem trocado uma palavra ele sentia-lhe o aroma suave a jasmim e tangerina, os seus cabelos castanhos e longos quase se prendiam na sua barba de 3 dias que ele se esforçava por manter casual. Quando a viu levantar, um frio percorreu-lhe o corpo, como se parte de si mesmo lhe tivesse sido arrancada e sentiu um desejo enorme de a seguir, de lhe tocar as coxas que tinham sido só suas a noite inteira, de lhe sentir o sabor dos lábios. Agora que estavam frente a frente no inicio das escadas que levavam ao interior do bar, ambos se tinham agitado, loucos de tesão, um frenesim acudia-lhes os corpos.
Ele puxou-a a si agarrou-lhe a cabeça pela nuca, puxando suavemente os seus cabelos, o que a fez gemer de prazer, beijou-a com loucura enquanto lhe perscrutava o corpo com umas mãos ávidas, ela deixou-se em abandono nos braços dele, sem conseguir proferir palavra e com um desejo que lhe toldava o pensamento. Caminhou empurrada para a lateral do edifício onde os seus colegas se divertiam no interior, ele sentou-se no chão e puxou-a a si, lambendo-lhe o pescoço, enfiando-lhe a língua no ora ouvido ora na boca, meteu-lhe ambas as mãos dentro da roupa molhada e apertou-lhe os seios o que a ia deixando cada vez mais louca, mais ansiosa, e sem pensar soltou-lhe o cinto das calças, abriu-lhe a braguilha e tirou para fora o sexo duro que suplicava pelo conforto da boca dela, chupou-o com uma sensualidade lânguida, sem pressa, sem medos, sem razão. De repente agarra nela e vira-a de costas para si, ainda sentado do chão, com uma vontade louca de a penetrar, puxou-lhe as calças até meio das pernas desviou-lhe as cuecas para o lado e obrigou-a a sentar-se em cima dele, obrigou-a a cavalgar, primeiro apenas a cabeça do sexo, depois profundamente sentindo todo o seu interior apertando-lhe o membro de forma suave ao inicio e depois com uma rapidez que o enlouqueceu.
Ele não se conteve e teve um orgasmo, contorcendo-se e pulsando, empurrou o seu corpo para cima e encostou-a à parede com arrebatamento.
A ela parecia-lhe que a vida tinha parado naquele momento, esqueceu-se do namorado que esperava por ela em Lisboa, esqueceu-se dos colegas que se divertiam no interior da parede fria e a sua cabeça era uma espiral de vazio, um abismo onde se tinha deixado ir, uma vertigem de prazer a que se tinha entregue. Para ela não havia mais nada o mundo senão a mão dele dentro das suas cuecas, explorando-lhe o sexo, a língua dele enfiada no ouvido, os beijos lascivos no pescoço, o frio da parede, a mão, a língua, o sexo, o sexo, o sexo.
Encostada na parede perdeu o norte, sentiu o corpo estremecer, sentiu o sangue percorrer-lhe o corpo, sentiu as pernas desfalecerem, e sentia ainda a mão, a língua, o sexo e a parede fria, e quando a vertigem passou e ela abriu os olhos restava apenas o frio da parede, e a parede fria, e o frio.

quinta-feira, 28 de Maio de 2009

Tenho saudades de quando a minha vida era louca

quarta-feira, 27 de Maio de 2009

Amigas preciso de ajuda.

Mail enviado por uma amiga minha.
"Chamo-me Patrícia e sou alcoólica...
É a primeira coisa que se diz quando se vai a uma terapia: Sinto muito, mas caí no vicio...
Há momentos em que tudo se afunda e já nao podemos mais... Por favor...
Não me chames de covarde, porque cheguei ao meu limite.
De alguma maneira eu tinha que refugiar-me, pois sentia-me tão sozinha...
Não me olhes assim, porque...
Depois de ver isto...
Você também cairá no maldito vício!!







O que eu respondi à minha amiga:

Esqueçe lá a terapia, assume-te mulher, foi o que fizeram todas as mulheres felizes que conheço!Somos viciadas e gostamos! Como diriam os espanhois: OLÉEEEE

terça-feira, 26 de Maio de 2009

Hoje aqui fala-se de ...

...OBRAS PÚBLICAS
A minha formação académica é na área de Economia, e o "post" sobre o aeroporto da Portela fez-me pensar no sempre presente cepticismo em tempos de crise em relação a obras publicas.
Já aconteceu no tempo de Cavaco Silva com Ferreira do Amaral, depois no tempo de António Guterres com Jorge Coelho, e avizinham-se agora grandes discussões sobre a matéria.
Não consigo compreender a intolerância às obras publicas e a demagogia fácil de que em tempos de crise não se deve gastar dinheiro em obras não essenciais. A verdade é que a obras publicas são um catalisador da economia no seu todo, diminuem o desemprego sazonal, estimulam a indústria e todas as empresas de retalho ou serviços satélites das indústrias que servem as obras.
Se não tivesse havido essa visão por parte de alguns dos nossos governantes, neste momento ainda andávamos de carroça, não tínhamos rede de transportes, não havia a possibilidade de circulação de mercadorias, ainda levávamos 7 horas para chegar de Lisboa ao Porto, faltavam os hospitais as creches as escolas ainda assim poucos para servir a população, não havia complexos desportivos para a prática de desporto tão fundamental para uma vida saudável e bem como para o crescimento dos nossos filhos, não poderíamos ser eficazes na exportação dos nossos produtos e estaríamos orgulhosamente sós no nosso canto periférico que a não ser inteligentemente explorado no continuará a remeter para um segundo plano na Europa.

segunda-feira, 25 de Maio de 2009

O que é nacional é ....









(Ricardo Pereira, actor)

...é BOM !

sexta-feira, 22 de Maio de 2009

Quem é que se queixa de ter um aeroporto na Portela?






Ora toma lá uma lição!

Este é o aeroporto de Gibraltar, para que os aviões possam passar e aterrar é necessário cortar o trâsnsito de uma das avenidas do burgo com uma cancela.

quinta-feira, 21 de Maio de 2009

Porque as mulheres dominam o mundo?


video



Porque sabem exactamente o que querem e como consegui-lo. Uma questão de inteligência?

quarta-feira, 20 de Maio de 2009

Fado

O fado traz-me à lembrança muitas das viagens que fiz por terras estrangeiras em representação da nação.
Digamos que não foi uma grande representação, embora conseguíssemos ter sempre o gajo mais bêbado do acampamento e muito provavelmente a maior quantidade de quecas garantidas pela maioria masculina da delegação.
Nestas viagens conheci Budapeste, Viena de Áustria, Barcelona, Salzburgo, Atenas, Amesterdão, Bucareste e Alicante, além de outras terrinhas perto do mar em alguns dos países acima indicados mas das quais não me lembro do nome.
Mas recordo cada momento que passei na companhia de pessoas que conheci nessas minhas viagens e com quem estabeleci laços de amizade estreita que nunca serão quebrados, tanta foi a cumplicidade e a intimidade a que nos entregámos.
O lago idílico onde nos banhámos, as floreiras pejadas de coloridas flores nas janelas, as caipirinhas gigantes ao preço da chuva, a música que levávamos atrás para onde quer que assentássemos arraiais, as águas surripiadas porque não se nega a ninguém especialmente se estiverem 40 graus à sombra e o preço for exorbitante, os teatros magnificos, o jantar no Danúbio e a ópera de Mozart em minha honra "Miau, Miau, Miau" num palácio maravilhoso, os jardins refrescantes, a nossa sangria e a pasta italiana.
Era inevitável que a representação portuguesa subisse ao palco na noite internacional, e era sempre com grande afinco que estudávamos nos dias anteriores as letras das músicas com que iamos presentear os restantes convivas, à excepção do "Grandola Vila Morena", todas as outras subidas ao palco foram com um fado na alma e a saudade no coração, ao descermos o que ouviamos era sempre a mesma frase: "como é possível serem tão poucos e fazerem tanto alarido", não que os nossos dotes musicais fossem maus, claro que sim, mas a razão de tal comentário devia-se sempre ao facto de sermos falados pelo acampamento, porque os seguranças procuravam o David para uma miuda lhe tirar uma fotografia, porque o Junior consquistava a pista de dança quando punha a sua música de DJ mundialmente famoso, porque o Pedro estava a dormir em cima da mesa do pequeno almoço, porque eu me batia com os alemães quando estes insinuavam que o nosso país estava ao nível da Itália em corrupção, porque cantávamos à desgarrada com os italianos, os franceses e mais os qe viessem e faziamos sempre mais barulho que eles, embora estivessemos claramente em desvantagem numérica.

segunda-feira, 18 de Maio de 2009

O que é nacional é ....







(Filipe Duarte, actor)
... é BOM!

sexta-feira, 15 de Maio de 2009

quinta-feira, 14 de Maio de 2009

Orgulho, pecado bom

Nos dias em que me sinto mais em baixo faço um exercício simples, penso em tudo o que já fiz e de que me orgulho, assim sei que valho mais do que aparento e que esta minha fragilidade se transforma em força sempre que preciso dela.
Gosto de me recordar da minha explicadora de matemática do 9º ano, de como ela me fez ganhar forças para enveredar pela área ciências ao dizer-me que de facto eu não tinha “queda” para os números e que devia escolher as línguas onde tinha realmente muita facilidade. Nunca o fiz, mas creio que me daria particular gozo dizer-lhe que conclui uma licenciatura em Economia sem ter nunca necessitado de uma explicadora, nem sequer a cálculo.
Consigo visualizar a cara da colega que no 12º ano me disse que sentia por mim uma profunda admiração porque me sabia determinada em cumprir os objectivos a que me propunha, mas não consigo pronunciar o seu nome, há tanto tempo já esquecido entre os resíduos que ficaram na memória.
É com carinho que recordo o fisioterapeuta que adiou por tempo indeterminado a sua reforma depois de ter iniciado comigo um tratamento que durou cerca de 1 ano. No dia em que deu por terminado o seu trabalho de recuperação disse-me que quando me olhou pela primeira vez pensou que eu não fosse voltar a andar a 100%, hoje embora tenha diagnosticada uma incapacidade de 20% entre pernas e braços, quem me vê passar na rua não imagina o que me esforcei para voltar a ser “normal”.
Tive sempre que lutar para ter o que queria, nunca virei costas a um bom desafio, acho até que são estes que me impelem a continuar, orgulho-me de ter começado de raiz sem ajuda de ninguém e sem nunca ter tido sequer contacto anterior com a função um departamento financeiro, incipiente é um facto, mas ainda assim a base o que hoje é feito na empresa.
No dia em que conheci o meu marido, olhei-o sentado na mesa do café e pensei que se tivesse alguém como ele do meu lado seria fácil de assentar.
Chorei no último filme que vi do Brad Pitt – “O Estranho Caso de Benjamin Button” – por causa de uma frase que dizia algo como - vive uma vida da qual te orgulhes, e chorei porque achava na altura que nada havia de que me orgulhar.
Mas estava enganada, há muito para me orgulhar do que sou, do que faço, de quem realmente vive dentro deste meu corpo.

quarta-feira, 13 de Maio de 2009

Viver

Poucas são as vezes que paramos para pensar nas coisas que realmente são importantes. Aquelas que só por existirem nos fazem felizes, o nosso chão.
Quando me dou ao trabalho de parar de viver e pensar, compreendo que o que eu realmente preciso para ser feliz é muito pouco:

- Que o homem que amo continue do meu lado a tratar-me como uma princesa como o tem feito até hoje;
- Do amor incondicional da minha mãe, que embora por vezes sufoque sabe sempre a pouco;
- Sorrisos nos lábios do meu filho para me mostrar que contraria as estatísticas e é verdadeiramente uma criança feliz;
- As birras e implicações do meu avô, que eu sei me ama do coração e que faz por mim tudo o que a vida lhe permite;
- O mimo doce e carente da minha cadela linda que se sente sempre melhor quando se enrosca em cima de mim e me prende os movimentos;
- Os amigos que estão do meu lado nos dias mais difíceis e que me ajudam a suportar as agruras com que a vida por vezes nos presenteia;
- Tantas vezes esquecida, a saúde que por me acompanhar de perto me permite desdobrar e ser mãe, mulher, filha, dona de casa, profissional e ter tantas outras “eu” dentro de mim;
- Trabalho, nos dias de hoje quem tem trabalho tem sorte, mesmo que este não seja aquele que idealizou em tempos idos de juventude, mas creio que poucos são os que escolhem uma profissão que os satisfaça como eu que vivo insatisfeita com a que escolhi, ainda que os orgulhe tal como eu me orgulho da minha.

Hoje parei de viver apenas para pensar nas coisas a que realmente dou importância e percebi que a felicidade se esconde nos mais pequenos gestos de amor e amizade, no céu azul e no mar imenso, no abraço de uma árvore e no doce cheiro de uma flor. Afinal a vida pode ser tão simples, basta que queiramos.

terça-feira, 12 de Maio de 2009

A minha primeira desilusão

E postado hoje no mesmo sitio

"Afinal as dores do crescimento são bem mais lancinantes do que eu poderia imaginar, ontem o Alexandre deu-me a minha primeira desilusão.
O nosso ritual costuma ser chegar a casa depois da escola pegar na Puska e ir passeá-la, ficamos na praceta e esperamos que a Madalena apareça. A Madalena vive a nossa praceta e até há 1 mês atrás estava na mesma creche e na mesma sala que o Alexandre. As saudades resultantes deste afastamento têm sido colmatadas com encontros fortuitos ao final da tarde, iniciados quase sempre por abraços sentidos e terminadas com beijinhos de até amanhã.
Ontem como estava fresco e a Madalena já estava em casa quando nos cruzámos com a mãe dela esta sugeriu que o Alexandre fosse brincar um pouco com a menina em casa dela, enquanto eu passeava tranquilamente a Puska. Depois de ter levado a cadela novamente para casa fui buscar o Alexandre que me saudou à porta dizendo: “Eu vou fazer-te um cafezinho, anda dá-me a mão.” E lá me levou ele pela mão até ao quarto da Madalena.
Quando chegou a hora de irmos embora, que ainda havia muito para fazer pois tínhamos de tomar banho, fazer jantar e preparar para dormir, o Alexandre começou a chorar, o que não é propriamente uma novidade para mim, pois bem sei que quando contrariado costuma revelar o seu descontentamento com uma sonora birra. Mas a birra de ontem foi diferente, apossou-se dele uma violência que lhe desconhecia, bateu-me. Com as mãos, com os pés, conforme podia e onde chegava tendo inclusivamente deixado uma grande marca da dentada que me deu no braço.
Partiu-me o coração, deixou-mo em cacos tão pequeninos que ainda hoje estou a tentar colá-los.
Não reconheci o meu menino meigo, de sorriso fácil e trato dócil. Não reconheci aquele que se prostrou a meus pés, vermelho de raiva enquanto grossas lágrimas lhe escorriam pela face. Não reconheci naquelas palmadas de mão aberta, nem nos pontapés que desferia, o meu bebé.
Não consigo sequer compreender o que se passou, não vive num ambiente onde possa sequer imaginar tal violência, não houve alteração nos nossos comportamentos, e não quero acreditar que o crescimento passe também por aqui.
Hoje dói-me a alma, porque além de tudo o que ele fez me obrigou a dar-lhe duas palmadas e a pô-lo de castigo, ficou no quarto, em pé na cama de grades a chorar pedindo desculpa, dizendo que não voltaria a fazer, chamando por mim, enquanto eu tentava pegar nos cacos espezinhados no chão do que restava do meu coração."

Pára tudo

Postado ontem, pour moi même aqui

"Pára tudo!!

Não percebo como é possível que tenham passado 2 anos e meio desde que o meu bebé se intrometeu na minha vidinha.
Não é possível a velocidade vertiginosa a que ele cresce.
Acho que estou nostálgica de quando o agarrava durante horas e horas e não era empurrada, lhe dava os beijinhos que bem entendia sem que ele me fugisse, lhe fazia festinhas sem ouvir “já chega, não quero mais”.
Nos últimos 2 anos e meio o furação Alexandre alterou em tudo aquilo que eu conhecia como sendo, “a minha vida”, hoje já pouco me lembro de como era antes de ele ter nascido. Não trocava por nada deste mundo toda a felicidade e ansiedade que ele trouxe para o meio de nós, nem tão pouco trocava as noites mal passadas entre fraldas, cólicas ou pesadelos por noites em branco numa discoteca qualquer.
De cada vez que fico sem ele, é como se um pouco de mim ficasse preso num qualquer beco escuro, apenas aguardando a hora de o ver para sair do beco e abraçar o sol.
Todos os dias me questiono, como é possível que um niquinho de gente me tenha transformado numa verdadeira crente, pois acredito que ele é o meu milagre.
Tenho saudades dele pequenino, indefeso, completamente dependente de mim, soa a egoísmo eu sei, mas talvez seja esta a forma que a natureza encontrou de me dizer que está a chegar a hora de “encomendar” o próximo. Até lá vou aproveitar cada momento do meu pirralhito de 90cm, é que nestes 2 anos e meio ele já se desprendeu do cordão umbilical e eu tenho todos os dias de aprender a soltá-lo um pouco mais, porque já não quer os meus milhões de beijos dizendo “mas já recebi 2 beijinhos”, porque já não precisa do meu colo “eu consigo andar sozinho”; porque já me sabe rabear depois de me dar um tapa no ombro zangado por eu não o deixar ir brincar e dizer “era só uma festinha”; porque já não o consigo ter só para mim pois “eu vou só ali buscar uma coisa, não fica triste”.

Pára tudo!! Pára o relógio, pára o tempo, pára a vida, só para que eu possa ter o meu bebé, bebé por mais tempo. Não posso? O tempo não dá para parar, o relógio por mais que se atrase não espelha o ritmo da vida e o bebé já não é bebé, é como ele próprio diz, um rapazinho, um rapazinho que não pára de crescer e de fazer a minha vida um mar de alegrias, tristezas, incertezas, seguranças, e muita, muita magia, sem a qual não sei mais viver."

segunda-feira, 11 de Maio de 2009

Tou com a neura de Segunda de manhã





























Quem me leva a ver este borracho ao cinema? Anyone??

sexta-feira, 8 de Maio de 2009

Hoje ....


... sinto que fiz as pazes comigo e com o mundo.

(O pentagrama representa os quatro elementos místicos: fogo, terra, ar e água, superados pelo espírito.)

quinta-feira, 7 de Maio de 2009

Tem sogra que é fogo

Embora goste muito da minha sogra e lhe esteja até bastante grata por me tornar a vida mais fácil em diversas situações há coisas que me fazem comichões mesmo que eu tente fazer-lhes vista grossa.
Tenho para mim que por vezes é melhor não emitir opinião para não azedar as relações, até porque sei bem a influência que uma mãe pode ter num filho e sei que no dia em que a minha relação com a sogra se alterar por alguma razão, sofrerei as consequências em casa, por isso e porque até agora as divergências que possamos ter não se me assemelharam a algo de grave.
Ainda assim irrita-me o facto de eu não dar doces ao meu filho em casa por achar que ele tem muito tempo para enfardar açúcar e a sogra ter sempre um doce para lhe acenar, o que sinceramente não me incomoda por aí além, mas fico furiosa quando digo que é para ficar por ali, e ela responde às solicitações do puto com um:

- “Não posso dar mais porque a mamã não deixa.”

Esta situação aconteceu mais do que uma vez, pelo que depois de ouvir a mesma frase mais de 2 vezes a chamei a atenção, não é que a mãe não deixa, é que ele não pode comer mais e pronto!
Implico com a maneira como ela tenta imiscuir-se na educação que lhe dou, porque não se pode “puxar” pelo menino que no dia em que for para a escola vai sentir-se desmotivado. Ela passa com ele um dia por semana, e com sorte que eu não me importo de prescindir do meu tempo para o levar lá a casa, eu passo todos os dias da semana com ele, quem melhor sabe o que ele aprende ou não? Que culpa tenho eu se ele aprende os números por os ver todos os dias no elevador, ou se sabe contar até 10 porque lhe canto a canção do “Come a papa Joana” desde que ele começou a comer de colher, se conhece as cores porque brinca com as molas da roupa coloridas. Eu não “puxo” por ele, ele é que dá o que tem, não o vou limitar porque um dia pode fiar “desmotivado”.
A próxima vez que contrariar uma ordem minha dada ao meu filho, o pai já foi avisado de que vai ser chamada à atenção. Quando eu digo que o menino não vai buscar uma folha branca ao escritório para a rasgar e lhe fecho a porta, porque razão há-de ela ir abrir a porta e dar a folha ao rapazinho. Quem manda nele sou eu, sou eu que o educo, mesmo estando em casa dela, a minha palavra é ordem, não é para ser contornada.
São visíveis os ciúmes que tem da minha proximidade com o miúdo quase desde que ele nasceu, não me incomodam, nunca incomodaram, já o facto de ela o ter sentado ao lado dela no dia da Mãe, exactamente na ponta oposta ao meu lugar me pareceu a cereja no topo do bolo. Claro que depois do almoço ter acabado ele foi todo meu, e portanto minimizei aquele assumo de pertença que lhe deu, mas prometo que não volta a acontecer.

E que tenha um ataque de mau feitio, que ainda não conhece o meu….

Pensamento do Dia

"Aquilo que você der a uma mulher, ela vai tornar maior. Se você der o seu esperma, ela te dará um bebé. Se você lhe der uma casa, ela vai dar-lhe um lar. Se você lhe der compras de mercearia, ela vai dar-lhe uma refeição. Se você lhe der um sorriso, ela vai dar-lhe o seu coração. Ela multiplica e amplia o que lhe é dado. Portanto, se você lhe der qualquer porcaria, esteja preparado para receber uma tonelada de merda. "

quarta-feira, 6 de Maio de 2009

Conversas de Café

Ela - Tu no teu blog tens com cada gajo, ou gostam de velhas ou são maricas.
Ela - E então? Isso quer dizer que se te cruzasses com eles na rua e eles te dessem bola não tiravas uma lasquinha?
Ela - Não. Para mim o prazer tem de ser a dois.
Eu - Pois para mim qualquer queca ocasional terá de ser prazer para mim, ele...que se lixe!

Estou com Atchim....


...tendo em conta as ultimas notícias, vou matar o bicho antes que o bicho me mate a mim!

terça-feira, 5 de Maio de 2009

Solidariedade




Entre os animais é assim, os inimigos mortais podem muito bem aliar-se em alturas de maior desanimo e necessidade, nos humanos verifica-se exactamente o oposto, quando estamos em baixo é quando nos tentam pisar.

Adoro animais, nunca me desiludiram.

segunda-feira, 4 de Maio de 2009

O que é nacional é ....







... é bom.

Let's Go Down To Memory Lane

quinta-feira, 30 de Abril de 2009

Ele há coisas fantásticas, não há?

Notícias do mundo

Se me estivesse a nascer uma árvore no pulmão, eu seria mais "verde"?

Domingo é Dia da Mãe


Por essa razão deixo aqui a minha vontade expressa: Os óculos da menina que está do lado direito da foto, se faz favor! São da Prada e como podes não perceber bem porque não consegui "roubar" uma fotografia maiorzinha em lado nenhum têm um coração na haste.
Obrigadinhos!!!

quarta-feira, 29 de Abril de 2009

Já não há paciência!


Sou uma filha da revolução, nasci em Junho de 74, sempre me conheci a viver em liberdade e a gostar desta nossa condição. No entanto este 25 de Abril passou sem que eu tenha dado por ele.

Este ano pela primeira vez, creio que nos últimos 10 anos, não fui descer a avenida. Sempre gostei de o fazer, o meu filho tinha 5 meses quando o levei a ver os cravos e os chaimites, acho importante que se mantenha viva na memória a censura, a falta de liberdade de expressão, a repressão. Mas este ano estou desiludida com a politica, magoada com os políticos, cansada de ouvir sempre as mesmas desculpas.

Desde que me lembro que ouço os governantes dizerem que Portugal está em crise, que os portugueses têm de apertar o cinto, de tal forma, que desta vez a crise é à escala mundial e nós de tão habituados que estamos nem damos por ela.

Sinceramente nem percebo porque é que foi só agora que isto me aconteceu, porque é um facto que eles são todos iguais e que ao fim de 34 anos entre os quais alguns ligados a politica de vão de escada, eu já não me devia surpreender com absolutamente nada, mas depois olhei para os cartazes que estão pela rua e percebi, se por um lado temos o Geppeto com ar de coitadinho, por outro temos a bruxa malvada depois de um lifting de photoshop a piscar o olho à playboy, e isso realmente é já uma realidade muito matrix para a minha cabecinha.

(Quem não conseguir ver o símbolo da playboy na imagem acima, experimente olhar para ele enquanto faz a rotunda, é que eu tentei, mas não encontrei os cartazes do Geppeto nem da Senhora Dona bruxa malvada na net)

terça-feira, 28 de Abril de 2009

Julgamentos

Nunca fui adepta de julgamentos, não gosto que olhem para mim e me julguem pela minha aparência - porque o que conta está cá dentro e pode não parecer mas tenho o fígado num brinquinho.

Não costumo olhar para a senhora que está atrás do balcão e julgá-la pelo trabalho que desempenha, até porque um dia fui ao Lidl e na caixa estava uma rapariga que tinha sido minha colega de faculdade - aquele lugar podia ser o meu.

Ontem comentava com uma pessoa do teatro que a ópera da noite era das piores que já tinha visto e ela concordou, mas foi dizendo que depois de se ler as críticas é fácil estar atenta - eu informei-a de que tinha visto a peça antes da crítica, sei fazer a minha própria crítica, não preciso de ler o que os outros pensam primeiro. Disse-lhe também que por acaso até nem concordava com os críticos que dizem que a "Agrippina" é pior que a "Salomé" - as duas óperas que estão em cena no Teatro São Carlos - disse-lhe que por acaso achava que os cantores da primeira são mauzinhos, mas que não concordo com as más criticas musicais, e que relativamente à encenação então, não há comparação possível a "Salomé", nos cerca de 6 anos que trabalho no teatro é a pior que já vi.
Ela respondeu-me: "A menina não pode criticar o que não conhece."
Ora a sua formação musical, de acordo com as suas próprias palavras são nulas, mas já agora as minhas não.
A menina, embora esteja a fazer um part time em que entrega convites, teve 8 anos de formação musical, ao olhar para uma partitura consegue distinguir a clave de sol, das colcheias e semi colcheias, aprendeu a tocar flauta e (quase) aprendeu a tocar viola, tenho 3 amigos que são disco jockeis, cresci a ouvir Amália, Alfredo Marceneiro, Zeca Afonso, Rolling Stones, Pink Floyd e Dire Straits, antes de ter opinião formada sobre música.
O meu filho ouve Mozart desde que estava na minha barriga e todos os dias adormece ao som de música clássica, já foi ver uma ópera para crianças, "A Flauta Mágica" e no carro conduz a orquestra como um verdadeiro mestre e quando alguém lhe pergunta o que quer ser quando for grande diz que é maestro.
A minha primeira ópera foi a Aida, creio que tinha uns 14 anos.
Só porque desempenho um trabalho que considera menor no teatro, isso não significa que EU seja menor...antes de fazermos juízos de valor sobre alguém conviria sabermos quem a pessoa é.

Já a senhora que procede aos pagamentos pelos serviços prestados nos Teatro, está habituada a lidar com crianças, pelo que é natural que ao falar comigo me diga que fez a transferência há já 2 dias, mas que como são bancos diferentes...pode demorar. O que a senhora não sabe porque não se deu ao trabalho de ler o meu CV é que eu sou Financeira, pelo que tudo o que ela me possa eventualmente dizer para atirar areia aos olhinhos eu digo aos meus clientes e principalmente aos meus fornecedores nos últimos 5 anos, e antes disso trabalhei num banco, além do mais parecendo que não até sou uma pessoa informada, sei que as transferências bancárias processadas até às 15 horas são feitas no mesmo dia, independentemente do banco, no dia seguinte se for depois das 15. Em dia de azar, se o batch estiver em baixo...passados 2 dias, nunca ter o dinheiro disponível na terça feira da semana seguinte quando disse que tinha procedido à transferência na quinta feira anterior.

As coisas que se podiam evitar se não nos precipitássemos a julgar as pessoas pelas aparências...é que o QUE SOMOS, não é o QUE FAZEMOS.

segunda-feira, 27 de Abril de 2009

O que é nacional é ....


















.... é bom!

sexta-feira, 24 de Abril de 2009

O que é nacional é ....






Diogo Infante




BOM !!!

quinta-feira, 23 de Abril de 2009

Conversas de Café

Ele - Estás boa?
Ela (enquanto lhe beija a face e se senta) - Tu ofendes-me homem. Eu sou uma bomba!
Ele - E que pena que tenho de não saber de que material é feita a bomba...
Ela - Fácil, de material explosivo.
Ele - Então vou ver se a trato com carinho.
Ela - Carinho? Cuidadinho! Que a nitro é instável.
Ele - Tu sabes bem que tenho conhecimentos nos bombeiros, na protecção civil e que o número das minas e armadilhas anda sempre comigo.
Ela - Sim, eu sei que tu és muito bom!!
Ele - Se tu quisesses eu podia ser melhor...

Ela - Tu tens mesmo a certeza....
Ele - De quê?
Ela -De que queres brincar com o fogo?
Ele - Gosto quando me provocas.
Ela - E acredita que estou a ser meiga, porque imagina que te dizia que me estás a dar um tesão enorme e que me apetece mesmo é pegar em ti e levar-te para um quarto de hotel e ... tratar de acabar o que começámos há anos atrás!
Ele (enquanto abria o casaco) - Agora deixaste-me...sem palavras.
Ela -Lembras-te?
Ele - Lembro-me que ficamos a meio, por tua causa...
Ela - Eu estava bêbeda, mas ainda me lembrava que eras casado...

quarta-feira, 22 de Abril de 2009

A vida e a internet



Sou dada a ler os blogues que até mim chegaram e outros, aqueles que ficam nas listas dos que me ronronam e os das listas das listas, ou seja, pode dizer-se que sou muito viajada pelo mundo da blogosfera.

Nas minhas viagens encontrei personagens criadas para o efeito de se ter um blog, encontrei também homens dados a grandes feitos sexuais que gostam de os expor, mulheres a quem a vida já deu de tudo um pouco, e que de tudo fazem para mostrar que são felizes, outros a quem a vida maltratou mas que se erguem fortes, seguros de si.

Houve ainda viagens que me levaram a pessoas com quem gostaria de me relacionar de tão puras que se mostram, de tão perfeitamente sinceras nas palavras que compõem.

Há blogues que me fazem sonhar, há avatares que me causam uma inveja boa de tantas aventuras criadas ou vividas, pouco importa se sejam realidade ou ficção. Há personagens que me levam de volta à infância, que me causam arrepios na espinha de tanta a semelhança com situações que vivi, há pessoas que me causam borboletas no estômago por me lembrarem de amigos que perdi pelos caminhos da vida, ou até de cheiros, sensações e vivência que fizeram de mim a mulher que sou hoje.

Confesso que já me encontrei com algumas das pessoas com quem me cruzei no mundo dos blogues, e foi uma surpresa agradável verificar que afinal somos reais, pessoas de carne e osso por detrás de uma resma de letras e pensamentos que gostamos de partilhar. Que aqueles desejos e vontades têm de facto um corpo e um rosto a que podemos associar.

Confesso que troco mails com outros a quem ainda não conheci, mas com quem já estabeleci empatias, e dei por mim a encontrar mulheres decididas, fortes, sensíveis, com o coração nas mãos de preocupação pelos outros; homens confiantes, francos, a quem faz diferença ler nos outros tristeza, melancolia e que são suficientemente humanos para estender as mãos a quem sentem fragilidade.

Ontem ouvi nas notícias que um escritor (a quem não me lembro de ter ouvido o nome) disse em entrevista que as pessoas normais e equilibradas não sentem necessidade de escrever. Hoje homenageio todos aqueles que comigo compartilham esta anormalidade e este desequilíbrio que é a vontade e a paixão pela escrita. Hoje agradeço a todos aqueles com quem me cruzei pela via da blogosfera o carinho e a atenção que me dispensaram.

O meu caminho tem sido muito mais fácil com todos vós ao meu lado.

terça-feira, 21 de Abril de 2009

Ser, humana


Ontem vi o teu irmão enquanto escolhia onde ir almoçar nos muitos restaurantes do Centro Comercial. Estaria na mesma não fosse os muitos cabelos brancos que lhe povoam a cabeleira.

Cruzei-me com eu creio que 3 ou 4 vezes, ele nem deu por mim.

Da primeira vez que o vi pensei que devia tê-lo cumprimentado, perguntado como lhe corria a vida, tentar saber de ti, o que estavas a fazer, como te sentias, se haveria alguma alteração no teu estado, mas ele passou tão rápido que nem tive tempo de ver para onde tinha ido.

Voltei a vê-lo estava ele a levantar dinheiro no multibanco, pensei que não era o momento mais oportuno. Mais uma vez lembrei-me de ti, que não tenho notícias tuas há mais de 4 anos, não sei como estás e tu não sabes que casei e que já tenho um filho. Tenho a certeza que ias gostar de conhecer o Alexandre.

Enquanto passeava olhando vagamente as montras, ouvi o teu irmão falar do sinal de televisão em Angola, pensei se te terias mudado para lá com os teus pais, pensei em voltar-me para lhe perguntar por ti, para lhe pedir que te dissesse que não passou um dia nestes últimos 11 anos que não me tivesse lembrado de ti, para lhe dizer que preciso do teu perdão, mas acobardei-me

Precisava de saber que tens consciência que o facto de te ter por perto me faz doer as cicatrizes que trago na perna, na testa, no pulso e no dedo; que o som do metal a dobrar se torna muito mais audível; que as feridas voltam a abrir; que volto a pensar porque te terá Deus escolhido a ti e não a mim, e volto a agradecer a Deus o facto de te ter escolhido.

És o único esqueleto no armário que não consigo trazer à luz do dia, é-me demasiado doloroso ter-te por perto por ter a perfeita consciência que te abandonei na altura em que mais precisavas de mim. Saber-te, faz de mim a pessoa que gostaria de não ser, porque não consigo lidar com a dor de te ter perdido como te conhecia, de não ter sido capaz de estar à altura do título de amiga que me davas, por não conseguir ultrapassar o facto de que cada momento passado na tua presença é reviver o momento em que tudo mudou.

Ontem vi o teu irmão, como tenho visto diversas vezes nos últimos 2 anos. Talvez na próxima vez que o vir ganhe coragem e lhe pergunte por ti, e lhe peça que me perdoes por ser apenas humana.

segunda-feira, 20 de Abril de 2009

Sexo e amizades



Ele há coisas que desde muito cedo me fizeram confusão, por exemplo, o facto de não caber na cabeça de algumas pessoas mal… resolvidas (que a minha mãe lê os meus textos e eu quero que ela continue a achar que eu sou uma rapariga bem educada), que um homem e uma mulher possam ser amigos.

Eu tenho muitos amigos, da mesma forma que tenho muitas amigas, tenho amigos aos quais confio a minha vida, da mesma forma que a confio a amigas, sem pudores, sem vergonhas, sempre sem papas na língua que eu sou pão, pão, queijo, queijo, quem me conhece sabe que assim é.

Digamos que a minha vida é mais ou menos um livro aberto para os que me são próximos se eu tivesse da fazer aquele desafio que circula pelo mundo da blogosfera dizendo umas quantas coisas que ninguém sabe sobre mim, ia ter sérias dificuldades, sou frontal e desbocada, digo o que penso, faço o que digo, por vezes arrependo-me, mas na maioria das ocasiões quem priva comigo sabe exactamente com o que contar.

Acho estranho que haja pessoas a pensar que as relações entre homens e mulheres não passam de meras trocas de fluidos corporais, ou que sejam regidas pelo desejo de concretizar alguma fantasia sexual, eu como disse tenho muitos amigos, e não me lembro de ter ido para a cama com eles…nem com elas….

Por outro lado também não compreendo que a palavra “admiração” se tenha perdido algures pelo caminho do acordo ortográfico, e que não se compreenda que uma mulher possa admirar a obra de um homem, sem que isso signifique que pretenda mais alguma coisa além de lhe expressar a sua admiração.

Ora este texto acontece porque desde o dia em que me cheguei ao José Luís Peixoto e lhe disse que gostava de ler o que ele escreve (desculpa lá ó Zé estares a ter o nome outra vez na baila no meu blog, mas prometo que vou ser mais simpática que o Henrique Silveira – Zé?, Zé é giro!), ainda não parei de ser gozada!!

Para que conste, sou casada, bem casada, não pretendo alterar essa condição, tanto quanto calculo, o Zé também deve ser, o facto de gostar do que ele escreve não significa que goste dele – nem o conheço, sei lá se gosto dele ou não! (Não leves a mal ó Zé, que juro-te mesmo não é nada pessoal!)

Por isso malta, vamos lá a parar com os olhares cúmplices, e os sorrisos matreiros e os comentários jocosos, tá!?

PS: Um “pastel de bacalhau”, mas onde é que tu foste buscar essa ideia, meu?? Gosto que seja em Português, os cantores…enfim… coitados, a música é muito interessante, agora…o “pastel de bacalhau”, podes explicar que eu não entendi??

sexta-feira, 17 de Abril de 2009

Feliz Fim de Semana

quinta-feira, 16 de Abril de 2009

Idolatra


Confesso que nunca tive nenhuma paixoneta por algum actor, ou cantor, nem futebolistas. Quando era miúda tive pendurados na parede uns posters, acho que do Tom Cruise e dos Duran Duran, não tanto porque fosse eterna fã, mais porque era moda.
Nunca sai do meu caminho para pedir autógrafos às diversas personalidades com quem já me cruzei pelas ruas da vida, nem fiquei histérica porque aquele cantor estava a jantar no mesmo restaurante que eu, nem tive desmaios por haver um modelo a passear no mesmo centro comercial que eu.
Sou assim, cresci sem modelos a imitar, não conheci heróis, nunca deles precisei.
Ontem estava eu no meu emprego nocturno de que tanto gosto por me dar tempo para mim, por me proporcionar um banho de cultura e a oportunidade de ver gente diferente, quando de repente passou à minha frente o escritor José Luís Peixoto.
Descobri a escrita do JLP por acaso, cruzei-me com o blog dele numa das minhas viagens pela blogosfera, bebi cada palavra, sendo que a minha única reclamação é o pouco uso que ele faz do blog – escreves pouco pá!
Para mim ele é o melhor escritor português desde o Eça de Queiroz, quanto mais não seja porque o EQ é o meu escritor português favorito, acho a escrita do JLP de uma simplicidade genial e de uma facilidade inspiradora, não sou capaz de lhe ser indiferente, mexe comigo.
Ontem quando o vi passar à minha frente senti-me uma adolescente aprisionada num corpo de mulher, com todas as regras de decoro que a sociedade trás associadas ao facto de seremos mulheres e não adolescentes. Virei-me para a minha colega e disse-lhe:
- “Tenho vontade de me chegar perto dele e de lhe dizer que amo a escrita dele de paixão”
Ao que ela naturalmente me respondeu, “não és capaz”, com um ar muito escandalizado!
Perdi o medo e apanhei-o à entrada da plateia, não sei bem o que lhe disse porque a vergonha me toldou o discernimento, mas sei que ele pareceu contente com o que quer que seja que eu lhe tenha dito, porque sorriu e deu-me uma palmadinha condescendente no braço ao mesmo tempo que me disse:
- “E também escrevi o intermezzo”
Ontem não consegui ver, mas desde já te prometo…vou ver o intermezzo com imensa atenção e certamente enorme deleite!

Senhoras e Senhores...

Angelina Jolie

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A Mulher Mais Bonita do Mundo

quarta-feira, 15 de Abril de 2009

Felicidade

(Fonte da Telha - Março 2009)

Muitas vezes as nossas vidas são pautadas por desejos de posse, queremos tudo o que não temos, mas que achamos nos faria mais felizes se tivéssemos;
Traçamos objectivos de vida baseados em histórias que lemos em livros, ou em argumentos de filmes de Hollywood, sem a mínima noção de que a realidade é bem diferente da ficção, mas se aquelas personagens foram felizes, nós também o seremos;
Limitamos a nossa personalidade ao que os outros esperam de nós, optamos por viver de aparências, pensando que sermos mais felizes se formos a cópia exacta do que está do outro lado do espelho daqueles que connosco se cruzam na vida embora sem terem uma real importância.
Não há nada como um “acorda para a vida” para nos lembrarmos de que temos tudo o que precisamos para sermos felizes e, no entanto, damos tão pouca importância à felicidade que conquistamos todos os dias, preferindo partir em busca do que entendemos ser necessário para atingir um ideal imposto pela sociedade que nos rodeia, e que bem vistas as coisas, pode até nem ser o nosso.
Será realmente preciso termos 86-60-86, as medidas perfeitas para poder ser modelo na passerelle, para nos sentirmos bem connosco e com o nosso corpo, será realmente necessário embarcar em dietas castradoras e por vezes mutiladoras do nosso bem estar físico para que ao olhar no espelho possamos gostar de nós próprios como somos?
É claro que sou a favor que possamos naturalmente combater a celulite, ou as gorduras que nos incomodam de uma forma saudável, com alimentação correcta e exercício físico, mas sem que isso seja por imposição de uma sociedade que elege a mulher como um símbolo de perfeição apenas conseguida através do Photoshop, apenas porque nos queremos sentir melhor, mais bonitas.
Trabalhar é preciso, se for feito com prazer melhor, mas detesto a imposição permanente de que a nossa vida pessoal sai beneficiada se tivermos uma carreira perfeita, há quem nunca se contente com o reconhecimento que lhe é atribuído, e haverá certamente sempre alguém a minar a ascensão desejada, será possível haver quem não queira uma carreira?
O amor-perfeito existe além da flor? Duas pessoas que partilham o mesmo espaço durante um período relativamente longo de tempo nunca terão divergências, desencontros. Ou será que é na luta constante pelo equilíbrio que se encontra a camaradagem, se dá lume à paixão, se mantém o respeito.
Tenho andado a matutar nestas questões, porque são demasiadas as vezes que dou por mim a pensar que embora continue numa incessante busca pela felicidade, e ainda assim me sinta muitas vezes infeliz, se pensar nas coisas e nas pessoas que são realmente importantes para mim, concluo que tenho tudo para ser feliz.
Trabalho, não me satisfaz mas ainda assim, quantos são os que se sacrificariam para como eu ter um emprego que embora não seja satisfatório cumpre o objectivo primordial que é o de pagar as contas no final do mês;
Amor, é um amor tranquilo o meu, que me apoia quando preciso, que me dá mimos quando me sinto em baixo, que me escuta e acarinha, de quem nunca ouvi uma palavra de recriminação, e de quem continuo a exigir sempre mais, além deste amor maior, tenho outros amores que me completam. Embora condicione e sufoque, não há como o amor de mãe para sentir a realização pessoal de ter contribuído para o milagre da vida; embora seja quase dependente, não há como o amor de uma mãe para nos sentirmos incondicionalmente amados, e embora com altos e baixos e algumas decepções pelo meio não há nada que se compare ao amor que nutrimos pelos nossos amigos, aqueles que estão para nós nas melhores e nas piores alturas. E o amor-próprio, a auto confiança, sentimentos fundamentais para que possamos levar a vida para a frente, a coragem de nos levantarmos depois de cairmos e assim encontrar em nós a verdadeira felicidade.


Toma lá uma moça como Deus a trouxe ao mundo

Quem é amiga?

terça-feira, 14 de Abril de 2009

Estou a trabalhar!!!

Como hoje não tenho tempo para escrever, porque me deram trabalho - coisa a que já estou pouco habituada - vou pegar nas palavras de alguém que me faz certa comichão atrás das orelhas porque me parece ser intragável como pessoa, mas com o qual me identifico em algumas análises que faz, esta é uma delas.
Claro que é apenas uma opinião, eu também tenho opinião, aliás quem não tem? Não acredito, nem quero acreditar que Portugal possa ser liderado por um corrupto, somos melhores do que pensamos como povo, não nos deixaríamos iludir;
Acredito, embora não queira acreditar que a Maddie morreu por acidente ou incúria dos pais que acabaram por se assustar e tentar desviar as atenções para o que realmente sucedeu;
Acredito que há no Partido Socialista, e em Portugal, alguém melhor que o "cherne" para poder liderar uma candidatura à Comissão Europeia, se não houver eu voto em branco!
Já agora, não sei quem é o Messi, não gosto do Cristiano Ronaldo, mas fiquei contente por ele ser considerado o melhor jogador, é que ele para trabalhar não precisa pensar, apenas precisa de chutar a bola e marcar golos, não é coisa de génio.

"Como fritar um PM em lume brando
Miguel Sousa Tavares
Segunda-feira, 13 de Abr de 2009

1 Eis o meu ponto de partida: eu não acredito que o cidadão José Sócrates Pinto de Sousa tenha, enquanto ministro do Ambiente, aceite quatro milhões (de euros ou de contos, a suspeita nunca ficou clara) para autorizar, contra a lei, o Freeport de Alcochete. Não acredito: é um direito que me assiste e que decorre não apenas da experiência de trinta anos a observar políticos por dever profissional, como também pelo conhecimento pessoal que dele tenho.

Segundo ponto: além da crença pessoal, eu desejo veementemente e como português que quem quer que seja primeiro-ministro do meu país esteja acima, largamente acima, de tão rasteiras suspeitas. Isso, porém, não impede que existindo suspeitas, dúvidas, interrogações por esclarecer, com ou sem razão, elas sejam investigadas a sério e a fundo. Acho que nenhuma outra coisa podemos desejar e exigir.

Terceiro e decisivo ponto: acho absolutamente intolerável que a investigação e esclarecimento de um assunto desta gravidade, envolvendo suspeitas deste tipo sobre um PM, acabe - uma vez mais! - por flutuar, sem prazo nem dignidade alguma, nesse limbo de maledicência e de justicialismo popular onde invariavelmente vegetam ultimamente todas as investigações deste tipo, entre a incompetência do Ministério Público e a leviandade de uma imprensa que vive para o escândalo e que se está borrifando para o que seja o Estado de Direito. Por outras e mais cruas palavras: é intolerável que, uma vez mais, o palco principal da investigação seja ocupado, não pelos seus progressos e conclusões, mas pelas notícias sobre incidentes laterais, estados de alma dos investigadores e insinuações sobre pressões externas - tudo, como sempre, alimentado por sistemáticas fugas de informação que, para vergonha nossa, toda a gente sabe de onde vêm e mesmo assim se repetem constantemente.

Não consigo entender como é que, nas últimas semanas, o centro das atenções relativamente ao Freeport se deslocou dos resultados da própria investigação para as queixas de "pressões" dos magistrados dela encarregados. Primeiro, porque já vi este filme várias vezes e sei que, quando começam queixinhas destas, elas são invariavelmente o sinal de que a investigação marca passo e já se procuram desculpas. Depois, porque não entendo que um magistrado de investigação ande a queixar-se publicamente de pressões em lugar de lhes resistir silenciosamente e continuar o seu trabalho. Terceiro, porque há qualquer coisa de pouco transparente em queixarem-se de pressões atribuídas a um outro magistrado, amigo e colega de trabalho neste mesmo caso. Vai agora um outro magistrado encarregar-se da extraordinária investigação de saber se o facto de Lopes da Mata ter dito aos colegas que o primeiro-ministro queria celeridade no processo é ou não uma pressão política ilegítima. E assim se vai entretendo o tempo, como se (e a ser verdade que Sócrates terá enviado aquele recado por interposto procurador) não fosse apenas o PM, mas todos nós, a democracia portuguesa, a exigir celeridade e poucos floreados para distrair as atenções!

Escreveu Pacheco Pereira há dias que "colocar o caso Freeport debaixo do tapete, enchê-lo de medos, de sussurros, de silêncios, de incomodidades, deixará Portugal envenenado por muitos e bons anos". Ora, salvo melhor opinião, o que tem sucedido é exactamente o contrário: o caso Freeport ocupa a cena há três meses, em vez de silêncios e sussurros, é objecto de uma gritaria sem fim e, em vez de medos, tem propiciado abundantemente o que melhor caracteriza a nossa investigação criminal nos chamados casos mediáticos: permitir ou promover a execução pública dos suspeitos, antes que eles tenham tido uma hipótese de se defender e muito antes de a acusação concluir se tem ou não matéria para levar o caso a tribunal. É grave que isto possa suceder com qualquer cidadão; é gravíssimo que possa suceder com o próprio primeiro-ministro: não por José Sócrates, no caso, mas pela saúde pública do regime democrático. Desgraçadamente, chegámos a um ponto em que qualquer pessoa, por mais inocente que esteja, e em especial se for figura pública, pode ser executado em lume brando na praça pública, num fogo assassino alimentado pela negligência da investigação e pelas sistemáticas violações do segredo de justiça, que permitem a uma imprensa sedenta de sangue e de 'sucessos' atear as labaredas da execução popular. Mesmo quando, como foi o caso, tudo nasce de uma denúncia anónima - para mais, sugerida pela própria PJ e com contornos mais do que suspeitos de manobra política eleitoral, nunca devidamente esclarecida.

Eu não quero saber se os senhores magistrados se sentem ou não pressionados porque o PM supostamente lhes terá mandado dizer que andassem rapidamente com o processo, conforme é obrigação deles. Eu quero é que eles não finjam não perceber a gravidade do que têm em mãos, as implicações políticas imediatas e a prazo do arrastar do caso e a arrasadora suspeita que pende sobre a cabeça de um cidadão que, por acaso, também é primeiro-ministro.

Tanto quanto sei, seguindo as coisas de fora, todas as suspeitas contra José Sócrates assentam na existência de um vídeo onde um tal Charles Smith, para tentar justificar perante os patrões do Freeport uma quantidade de dinheiro que desapareceu em Portugal, o explica dizendo que teve de corromper o então ministro do Ambiente. Ora, o sr. Smith está para aí, à disposição dos investigadores, que aliás já o interrogaram algumas vezes. Permitam-me os senhores magistrados que diga que não vejo aqui nenhum bico de obra: ou conseguem que o sr. Smith prove como e quando pagou a Sócrates e qual o destino do dinheiro, ou não o conseguem e, então, só lhes resta uma coisa a fazer: arquivar o processo contra Sócrates e prossegui-lo contra o sr. Smith e demais envolvidos, por crime de falsas declarações e muito provável roubo, em benefício próprio, dos tais quatro milhões. Não alcanço porque são precisos cinco anos de adormecidas investigações e mais três meses de histeria investigatória para concluir uma destas duas coisas.

Ainda esta semana ouvi o ex-inspector da PJ Gonçalo Amaral referir-se ao casal McCann como assassinos da própria filha - a tese que ele defendeu durante as investigações que conduziu e que depois publicou em livro. Durante dois anos, o dr. Amaral teve todos os meios, tempo e condições para fazer provar a sua gravíssima tese ou então descobrir o que tinha sucedido a Maddie e se estava viva ou morta. Não o conseguiu e, prorrogados todos os prazos de investigação, esta foi encerrada sem conclusões, por falta de qualquer indício do que quer que fosse. Mas, imperturbável, o senhor aí continua, a acusar os próprios pais de terem morto a filha e a dizer que só não o conseguiu provar por culpa das "pressões políticas". Será este tipo de 'justiça' que os investigadores do Freeport se preparam para reservar também a José Sócrates?

2 O argumento de que Durão Barroso tem de ser também o candidato do Governo socialista à presidência da Comissão Europeia porque é português é igual ao argumento de que todos tínhamos de achar o Cristiano Ronaldo melhor que o Messi na eleição de jogador do ano só porque também é português. Se alguém acha que Barroso - essa alforreca política - representa a melhor Europa, hoje e no futuro, é porque não percebeu nada da diferença que faz Barack Obama no renascer da esperança, num mundo em grande parte reduzido à desesperança pela falta de qualidade dos líderes políticos."

segunda-feira, 13 de Abril de 2009

O que é nacional é ....











Alexandre da Silva

.... é bom!


quinta-feira, 9 de Abril de 2009

God bless mother nature


Boa Páscoa


E vou ficar offline nos proximos....3 dias.

Muitas amêndoas, e chocolates e ...tudo o que vos aprouver!

Miaus

quarta-feira, 8 de Abril de 2009

Se a vida é uma estrada...


...eu devo estar numa encruzilhada e não sei que rumo tomar!

terça-feira, 7 de Abril de 2009

Aumentos para 2009

Eu tenho um exercício de masoquismo que faço desde há 2 anos para cá, altura em que me "despromoveram" de financeira a recepcionista, e retiraram quase 500€ de subsídios ao voltar de licensa de maternidade - verifico todas as alterações nos vencimentos dos meus colegas. Para todos os efeitos ainda sou Chefe de Divisão de Finanças e Recursos Humanos, logo continuo a ter acesso a todas as áreas relativas a esta divisão.

Em Dezembro passado tive uma conversa com um dos administradores alertando-o para o facto de que desde 2004 - ano em que entrei - fui aumentada 47€ no vencimento, e que ainda por cima tinha visto serem-me retirados ilegalmente (pois foram retirados durante a licensa de aleitamento) subsídios no valor de 465€. Ele na altura disse que não era possível isso acontecer, e que iria ter isso em "especial atenção" no inicio do ano ao rever os aumentos de ordenado.

Qual não foi o meu espanto ao verificar, no decorrer do meu exercício de masoquismo anual que houve já este ano aumentos para 4 colaboradores, 235€ para este, mais 275€ para aquela e ainda 400€ para o outro. Eu nada!

Fui novamente falar com o administrador, que me informou que as pessoas não tinham sido aumentadas, antes PROMOVIDAS:

- o primeiro vai passar de andar na rua a fazer buracos no chão a chefe de laboratório - coisa da qual ele nada entende, e área onde há pelo menos 2 pessoas que fazem o trabalho há mais de 10 anos, mas o facto é que nem um nem outro são enteados do administrador, o PROMOVIDO é!

- A segunda deixou de ser administrativa e foi PROMOVIDA a ser secretaria de direcção, porque terminou o curso e inclusivamente dá apoio jurídico na empresa - onde já pagamos a um advogado.
Ora este senhora não consegue passar um mês a trabalhar, tem problemas a pobre, ou está doente, ou a mãe está doente, quando não é a irmã ou a avó, e um dia será a cadela. Nos outros dias são os exames que ela continua a fazer, não se sabe bem para que curso, uma vez que desistiu do mestrado que aparentemente estava a fazer, no entanto, utiliza o carro da empresa há quase 1 ano porque não "ganho o suficiente para pôr o meu a arranjar", neste caso só posso imaginar que nos dias em que está - que estranhamente coincidem com os dias em que o administrador se encontra, e que ao todo devem ser uns ... 4 no mês - se deve entregar de CORPO e alma aos seus afazeres de secretaria de direcção com ...empenho.

- o outro que é neste momento o Director-Geral, deve ter sido PROMOVIDO de palhaço a palhaço-mor!

segunda-feira, 6 de Abril de 2009

O que é nacional é ....













Albano Jerónimo


... Bom

sexta-feira, 3 de Abril de 2009

Que tal fazer ....


Rodin


Uns dedos que se entrelaçam nos cabelos do fundo da nuca e puxam a cabeça suavemente para trás...
Um beijo no pescoço...
Uns lábios lambuzados...
Um olhar de desejo...
Uns seios espremidos com fervor...
Um roçar de coxas...
Umas pernas que se abrem...
Uma língua que dança na vulva...
Um gemido solto...
Uma penetração profunda...
Um grito abafado...

... Um Filho?

quinta-feira, 2 de Abril de 2009

Sabes que te amo ...




...mais que tudo no mundo.

quarta-feira, 1 de Abril de 2009

Pieces of ME









terça-feira, 31 de Março de 2009

O que SOMOS, o que pensam de nós, e o que pensamos nós que SOMOS

Já explorei o que pensam sobre mim e já me mostrei fisicamente, embora com 14 anos. De então para cá muita coisa mudou, a menina tornou-se mulher!
Nunca me achei uma beleza de parar a trânsito, mas ao olhar para o espelho sei que não sou feia. As duas coisas que me iluminam o rosto são um sorriso "à lá Julia Roberts" - como diz a minha mãe - e um certo brilho nos olhos. Hoje o brilho desvaneceu e quase nunca sorrio. Tenho uma expressão muito dura no rosto, que afasta quem pensa em se aproximar, mas que se amacia depois de ultrapassados os primeiros passos.

Sei que sou boa mãe, tento dar à minha cria todo o carinho e o amor que tenho para dar, e que recebi quando era criança, transmito-lhe os princípios e valores que me transmitiram e fizeram de mim a mulher que sou hoje, na tentativa de que seja uma boa pessoa, sem lhe cingir a personalidade própria.

Tenho noção de que sou boa filha, protejo ao máximo a minha mãe dos problemas que nos assolam. Um dia uma amiga perguntou-me porque eu deixava que a minha mãe fosse tão dependente de mim, se eu "lhe devia alguma coisa", eu respondi-lhe que lhe devia tudo o que sou. Agora compete-me a mim proteger a mulher que me ensinou a ser forte, e a quem creio, nos últimos tempos desiludi - por não ter a força que necessitava, por afinal ser tão fraca como o próximo.

Sou meiga e terna, amiga do meu amigo, não sei se daria por eles a camisa, mas sabem que podem contar comigo, embora a amizade não me tolde o discernimento, se acho mal digo. Sou frontal , dura nas palavras, agressiva até, quem me conhece sabe que de mim terá sempre a verdade, ainda que esta doe a ouvir.

Sinto-me traída por alguém a quem sempre vi como o meu herói e a quem protegi com unhas e dentes durante 30 anos, para apenas perceber que afinal eu não era m ais do que uma responsabilidade a que tinha de fazer face e que mais tarde não se coibiu de cobrar.

Sou acossada pela falta de dinheiro que me impede de ter a vida que sonhei e que construi, mas que agora não consigo suportar.

Sou sensível às injustiças do mundo, não compactuo com irregularidades, sou intolerante com jogos e negociatas, detesto corrupção, irrita-me a incompetência, o racismo, a ignorância.

Sou atormentada por fantasmas do passado que aos 4 anos me fizeram eleger como esconderijo preferido o vão entre a cama e o chão no quarto da minha bisa, para não ouvir os gritos, as injúrias, os abusos que se passavam lá fora. Fantasmas que vieram também na forma da minha melhor amiga, a quem não consigo falar por me custar horrores reviver o acidente que tivemos juntas, há 11 anos atrás, nem era eu que ia a conduzir, mas não fui eu que perdi a visão nem a memória de curto prazo, eu fiquei apenas com as cicatrizes, algumas mais fundas do que aparentam.

Sou uma profissional humilhada, atirada há 2 anos para a prateleira, retirada de funções e de vencimento que era meu por direito, mas de "castigo" porque decidi que ser mãe era também uma realização pessoal como mulher. Um "correctivo" que me faz neste momento questionar as minhas próprias capacidades, com medo de não ser capaz de recomeçar a trabalhar a sério, duvidando das minhas competências.

Infelizmente como mulher sei que não valho nada! E não é só por não ser a fada do lar que exigem que sejamos, há 2 anos que tento fechar os olhos à limpeza da casa, e como não tenho ajuda, continuo a deixar esquecido o muito que tenho por fazer, o que me incomoda, porque nunca fui capaz de viver numa casa com pó, as minhas amigas diziam que eu preferia ficarem casa a limpá-la a ir sair, hoje só a muito custo o faço, e é porque tenho uma criança.

Sou amargurada porque embora tenha uma relação baseada no amor, no respeito e na confiança, não o consigo aceitar como ele é e ele não me compreende, não me lê os sinais. Acabamos assim por cair na recriminação. Já vi bem de perto, talvez mais do que desejaria, onde terminam estas relações, e por vezes tento contrariar, mas acaba por se tornar num ciclo vicioso.

Neste momento, e Deus queira que seja apenas uma fase má, o que eu sou é um animal ferido, que ataca que se aproximar, seja para matar, ou para curar.

Desafio (uma resposta à maneira)

Este SENHOR fez o favor de responder ao meu DESAFIO da melhor forma que soube, e de que formas meus amigos, gosto particularmente do espanador na mão, porque as lides da casa são uma grande angustia.

Tiraste-me a pinta, parabéns!

Mais alguém???






segunda-feira, 30 de Março de 2009

O que é Nacional é....




Jorge Corrula

sexta-feira, 27 de Março de 2009

Há dias…

(Ontem escrevi isto)

…em que me saem coisas destas das mãos!




Mas ultimamente, tenho andado preguiçosa e há muito tempo que não pego nos quadros de ponto cruz que tenho começados. Há muito mais tempo que não pinto, não me sai uma tela dos dedinhos há uns 8 anos.
Tenho andado a magicar o que posso fazer para canalizar energias, por um lado apetece-me ver até onde é que vai o meu corpinho, levá-lo ao extremo, sentir até onde é que ele aguenta, e pensei no boxe, mas o osteopata que me tratou da coluna em Janeiro deixou bem claro…menina, começa pela passadeira e pela bicicleta que o resto pode não te fazer lá muito bem.
Por outro lado, a arte estimula-me a inspiração, e reorganiza-me as ideias.
Ou pela via do corpo, ou pela via da imaginação a verdade é que preciso de fazer qualquer coisa que saia de mim, que me faça sentir no extremo e me traga de volta à realidade mais eu, sem a revolta que me atormenta, sem raiva.
Pensei também em ir a aulas de bateria, também me parece que solta energias – deve é ter o mesmo resultado do boxe nas costinhas; ou dar em vocalista de banda de garagem – sim que com a voz de cana rachada que Deus me deu, não posso sair da garagem., ou então ingressar num grupo de teatro amador, mas estou indecisa

Ora portanto, preciso de um hobbie, aceitam-se sugestões!!
PS: Não pensem em nada que envolva água que isso depois obrigava-me a fazer a depilação todas as semanas e não só é doloroso como muito dispendioso.

(Hoje escrevo)

Tomei coragem e fui a uma aula de Body Balance com a minha colega de gabinete. Pois estou em dizer que amanhã não mexo um músculo que seja, tenho até a sensação que o mais provável é que tenha de ser alimentada por via intravenosa, bem vá...com palhinha!!

PS: Continuo a aceitar sugestões!!!!

O prometido é devido



(Florença 88, artista com assinatura imperceptível)


Tinha eu 14 anos a fazer uma das viagens da minha vida, numa das alturas em que me senti mais feliz.

quinta-feira, 26 de Março de 2009

Please

Alguém pode fazer o favor de aumentar o som do rádio, para que eu não me ouça pensar!!!

Desafio

A quem me costuma ler, a quem se dá ao trabalho de comentar o que eu escrevo e a quem quiser arriscar, desafio-vos a “desenharem-me”, através de rabiscos, de descrições, como entenderem.
Tendo apenas como linhas mestras aquilo que eu escrevo por aqui desde Setembro de 2008, mas sabendo que tenho sido sempre muito sincera no que escrevo e que tudo tem sido biográfico.
Não é uma tarefa fácil, nem tão pouco uma tarefa gratificante, mas gostava de saber como me vêem os me por aqui passam, se a ideia que passo é ou não fiel à realidade.

Amanhã como prémio, para todos os que se atreverem, publico um desenho, mesmo a sério, feito por um artista de rua em Florença quando eu tinha 14 anos, e sobre o qual alguém disse naquela língua maravilhosa que é o italiano cantado “parece mesmo um anjo” – sorte a dele não me conhecer!!

quarta-feira, 25 de Março de 2009

Acho que vou pensar...



...em dedicar-me à fotografia, tou cá em dizer que tenho um futuro "brilhante" pela frente!!!

Barbecue

(RECEBIDO POR E-MAIL)
Há quem não saiba como se prepara e como se faz um bom barbecue.



Pois aqui vai:



Talvez porque há um certo risco envolvido na actividade, este é o único
tipo de cozinha a que um verdadeiro homem se deve dedicar: "A cozinha
fora de casa"...

Quando um homem aceita fazer o Barbecue a seguinte cadeia de acções
põe-se em marcha:

1) A mulher compra os alimentos

2) A mulher faz as saladas, prepara as batatas fritas, o arroz e a sobremesa.

3) A mulher prepara a carne para ser cozinhada, tempera-a, coloca-a numa
travessa e leva-a ao homem que já está á espera ao pé do grelhador de
cerveja fresca na mão.

Aqui vem a parte realmente importante da questão:

** 4) O homem coloca a carne na grelha **

5) A mulher vai para dentro e põe a mesa

6) A mulher apercebe-se que o homem está com os outros homem a contar
anedotas e vem cá fora a correr a avisar que a carne se está a queimar

7) O homem aproveita e pede-lhe mais uma cervejinha fresquinha

8) A mulher vem cá fora trazer a cerveja e uma travessa e é então que vem
a segunda parte importante do processo,

** 9) O homem tira a carne da grelha e entrega-a á mulher **

10) Depois de comerem, a mulher tira a mesa, lava a louça, arruma a
cozinha e lava a grelha

11) Toda gente dá os parabéns ao homem pela fantástica refeição que
ele preparou

12) O homem pergunta á mulher se lhe soube bem o tempo de folga de que
usufruiu, e perante o ar chateado dela conclui que há mulheres que nunca
estão satisfeitas com nada ...

E é para isto que os homens servem, PARA ATRAPALHAR!

terça-feira, 24 de Março de 2009

Raízes que seguram a vida


A nossa vida é composta por histórias, as nossas e as de quem nos rodeia, são todas estas histórias que fazem de nós o que somos, uma amálgama de recordações, experiências, de desejos e medos, alegrias e tristezas.

É claro que o facto de ter tido na infância um pai alcoólico influencia a idade adulta, como por exemplo não conseguir beijar na boca alguém que me cheire a cerveja. Quem não tem na família próxima ou afastada histórias de vícios, seja álcool ou drogas. Um primo meu viu a filha recém nascida ir passar 1 mês na incubadora porque estava de ressaca – pai e mãe tinham consumido durante a concepção e gestação, esse foi o gatilho para ele mudar de vida. Um amigo meu dizia que compreendia dependências físicas, mas que não as outras, o pai era viciado em jogo, nunca o vi a jogar às cartas, e naquela altura jogava-se muito às cartas.

Mesmo as relações inter-pessoais são geridas com base em experiências, quem já não teve um grande amor que lhe partisse o coração para depois se fechar a jogos amorosos mais ou menos inocentes. Quem já não ouviu a história da amiga que se apaixonou e esteve prestes a largar tudo para depois ser trocada por outra pessoa, ou o amigo que depois de 4 anos de vida em comum descobriu que afinal na semana do casamento a noiva desistiu de tudo porque “ele não era o homem que lhe fazia tremer as pernas para o casamento”. Quantos de nós não se deixaram levar pelos braços de um desconhecido porque conhecemos histórias de corações partidos, ou até porque o nosso levou tanto tempo a colar s cacos.

Por outro lado temos a mudança, esse grande desconhecido que nos assusta tanto quanto nos absorve. A minha amiga acabou no desemprego porque decidiu que não ia viajar 3 dias na semana quando a filha dela tinha meses, recusou-se e foi despedida, passado menos de 1 anos estava num emprego muito mais calmo, sem necessidade de se ausentar, e a ganhar quase o dobro. Os meus avôs mudaram de pais na procura de um novo rumo, de uma nova vida, voltaram ao fim de 20 anos, nunca se acostumaram.

Algumas são histórias fantásticas pelas quais gostaríamos de passar outras são histórias de coragem que muitas vezes esquecemos que afinal fomos nós os actores principais, algumas histórias fazem-nos rir da falta de jeito dos nossos amigos, outras vezes choramos porque nos lembramos de histórias em que as pessoas que nos importam estiveram lá.

Este ano faço 20 anos de amizade com 2 amigas de liceu, juntas passámos pela morte de um pai, pelos amores e desamores de todas as 3 umas vezes mais brandas outras mais duras nas palavras de animo, quer chamando à razão quer dando mimo, passámos por 3 casamentos, por 3 filhos, pelas agruras e bênçãos que nos trazem maridos e crianças, passámos também por um divórcio – o dos meus pais e toda a lama que lhe veio agarrada. Ultrapassamos juntas a prisão de um irmão por tráfico de droga. Vivemos alturas em que não podíamos viver sem nos respirarmos, outras em que não nos podemos juntar porque sabemos que vão voar recriminações, acusações e tantas outras coisas feias.

Estabelecemos entre nós laços mais fortes do que os estabelecidos pelo sangue, eu não tenho irmãos e vejo nelas os seus substitutos, uma tem uma irmã que inveja a relação que temos, porque se vê relegada para segundo plano, a terceira tem dois irmãos ausentes por vontade ou imposição, acabando por ter em nós um apoio maior do que aquele encontrado nos irmãos.

Passados 20 anos, as nossas histórias cruzam-se de forma tão natural que por vezes as histórias de uma são as histórias de outra, como as raízes de uma arvore lutamos cada uma pelo seu lugar ao sol, sabendo que ao percorrendo esse caminho sozinhas acabaremos por nos entre ajudar no todo, porque quando as raízes encontram o lençol de água é a árvore que vive.

A música das raízes!


Mistify [full] - INXS

Memories, memories!!!

segunda-feira, 23 de Março de 2009

O que é nacional é ....


Ricardo Limão

Nuno Fernandes

Miguel Ramalho

Gonçalo Andrade

Frederico Gameiro

Passei o fim de semana inteirinho a ver estes meninos dançar, e se eles dançam bem. Passei o fim de semana inteirinho a pensar que pena que é não apoiarmos as coisas boas que temos na cultura portuguesa.
Passei o fim de semana inteirinho escandalizada com a pouca adesão que a Companhia Nacional de Bailado tem, mesmo quando nas matinés familia, um adulto que leve um jovem com menos de 18 anos pague apenas 5 euros por cada bilhete.
Assim sendo aqui ficam alguns dos mais bonitos bailarinos da CNB.

sexta-feira, 20 de Março de 2009

God, Please Make Me Good...







But Not Just Yet

quinta-feira, 19 de Março de 2009

Dia do Pai

quarta-feira, 18 de Março de 2009

A vida perfeita dos objectos inanimados


Embora nunca se tivessem cruzado os seus olhares, embora nunca se tivessem tocados os seus corpos, ela sabia que ao deitar-se às 23 horas o seu telemóvel tocaria passados 10 minutos exactos.

Do outro lado ouviria a voz dele, ordenando-lhe que despisse a camisa de dormir, gesto que ela fazia sem pestanejar.
Dizia-lhe então que se acariciasse, que chupasse os dedos e os levasse húmidos aos bicos dos peitos, que o fizesse até que os sentisse duros, aí deveria morde-los, até que sentisse que estava excitada, que estivesse no ponto de percorrer a barriga, o baixo ventre e de se tocar. Por esta altura estaria bastante molhada e quente.
Agora ouvia-o dizer-lhe que não controlasse a respiração, que ofegante tentava esconder mordendo os lençóis, nada disso, ele queria ouvi-la arfar, gemer, aliás ele queria ouvir tudo, saber que ele estava molhada, ouvi a sua excitação, queria saber que ela estava pronta.

- “Implora”, dizia-lhe
- “Quero ouvir-te implorar. Quero que me peças para te tocar, para te lamber, quero que implores para que te faça vir.”
Ela gemia, já não era capaz de se calar, primeiro um dedo, depois o outro, e no fim vinha-se para ele, gemendo e gritando como sabia que ele gostava, alto para ele sentir o seu prazer do outro lado do telefone.

Um dia ela decidiu meter-se no comboio e visitá-lo, queria vê-lo, tocar-lhe, sem objectos de entremeio. Encontraram-se à beira mar, ele pegou-lhe na mão e sussurrou-lhe baixinho ao ouvido, como se estivessem ainda a falar ao telefone.
-“Vem comigo”

Levou-a a um motel onde a entrada se fazia de carro, estacionou o carro numa garagem que dava acesso a uma escada que desembocava directamente no quarto. Do caminho não se recorda, nem sequer se trocaram palavras, sabe apenas que se despiram com ganas de quem tinha o desejo na ponta dos dedos, para quem a paciência não era um atributo, mas apenas uma perda de tempo.

Desta vez não se falaram, sentiram-se, beijaram-se, tocaram-se, tiraram fotografias e filmaram-se enquanto entrelaçavam os corpos e saciavam uma sede que não conseguiam esquecer, noite após noite. Depois de terem dado largas a uma imaginação acicatada por horas de abstinência era já noite. Ele entrou no banho e pediu-lhe que o seguisse. Ela entrou e saiu, sabia que há relações que não se coadunam com esse grau de intimidade, e a deles ficava à borda da banheira.

Voltou para casa de comboio, trocaram um beijo de despedida e sabia que ao deitar-se às 23 horas o seu telemóvel tocaria exactamente dali a 10 minutos, não mais se voltaram a ver, mas todas as noites se amaram até à véspera do dia do casamento dele.

terça-feira, 17 de Março de 2009

Porquê?


Como é possível sentir-me tão cansada quando tenho uma existência absolutamente vazia?

segunda-feira, 16 de Março de 2009

Este post pode ferir susceptibilidades






"É uma questão de História lembrar que, quando o Supremo Comandante das Forças aliadas (Estados Unidos, Grã-Bretanha, França, etc.), General Dwight D. Eisenhower encontrou as vítimas dos campos de concentração, ordenou que fosse feito o maior número possível de fotos, e fez com que os alemães das cidades vizinhas fossem guiados até aqueles campos e até mesmo enterrassem os mortos.

E o motivo, ele assim explanou: 'Que se tenha o máximo de documentação - façam filmes - gravem testemunhos - porque, em algum momento ao longo da história, algum idiota se vai erguer e dirá que isto nunca aconteceu'.

'Tudo o que é necessário para o triunfo do mal, é que os homens de bem nada façam'. (Edmund Burke)

Esta semana, o Reino Unido removeu o Holocausto dos seus currículos escolares porque 'ofendia' a população muçulmana, que afirma que o Holocausto nunca aconteceu...

Este é um presságio assustador sobre o medo que está a atingir o mundo, e o quão facilmente cada país se está a deixar levar.

Estamos há mais de 60 anos do término da Segunda Guerra Mundial em que 6 milhões de judeus, 20 milhões de russos, 10 milhões de cristãos, e 1900 padres católicos que foram assassinados, massacrados, violentados, queimados, mortos à fome e humilhados, enquanto Alemanha e Rússia olhavam em outras direcções.

Agora, mais do que nunca, com o Irão, entre outros, sustentando que o 'Holocausto é um mito', torna-se imperativo fazer com que o mundo jamais esqueça."



Recebi esta mensagem por email,e publico:

Porque não está em mim esquecer, virar a cara e fazer de conta que nada aconteceu, ontem foram eles, amanhã podemos ser nós.

Porque já estive num campo de concentração e senti no ar a ansiedade, a humilhação, o medo, o desespero, e essa visita transformou-me, acordou em mim sentimentos que eu não sabia que tinha.

Porque embora não queira sequer pensar que no futuro outras formas de repressão podem aparecer, sei que neste momento há certamente pessoas que estão em qualquer parte do mundo a viver em ansiedade, humilhação, medo e desespero.

Porque nunca é demais recordar

Awards

Sexta feira 13 foi o meu dia de sorte, recebi em noite de prémios 3 a juntar a outro que já me tinha sido tão amávelmente entregue pela BlueVelvet .Vou passar a exibi-los!

O que é nacional é ....






Este menino é português, chama-se Bruno Rosendo é requisitado em Portugal e no estrangeiro, percebem porquê?

sexta-feira, 13 de Março de 2009

Porto Seguro


(Rio Tejo, Belém 2009)

Por estes dias voltei ao Porto.

Gosto da cidade, de percorrer os Aliados, almoçar na Foz, calcorrear a Boavista, fazer compras em Santa Catarina, começar a noite na Ribeira e terminá-la onde calhar, beber café no Magestic e misturar-me com aquela gente de que tanto gosto.

Sei que é roteiro de turista, mas é isso mesmo que sou no Porto. Uma turista que lembra as viagens de comboio na ânsia de um desejo, a recordação de uma chuva que encobre as lágrimas de um sonho perdido, a memória de dois corpos desconhecidos que se fundem numa traição.

Sou também uma lisboeta com alma de dragão, que conhece a tranquilidade de um amor maduro, que se realiza numa ambição de familia comcretizada e que sente na palma das mãos o prazer de uma paixão sem desânimos, sem conflitos, na certeza de que foi no Porto que me perdi, mas em Lisboa que me encontrei.

quinta-feira, 12 de Março de 2009

New Age


Sei que estamos na era dos computadores, dos telemóveis, dos mp3 e dos palm tops, mas será pedir muito encontrar uma escola para uma criança onde não haja televisão na sala?
Ps: Hei-lo, o homem mais bonito do mundo e arredores. Ladies and Gentlman Baby Gato!

quarta-feira, 11 de Março de 2009

Boas Notícias
































82 mil homens portugueses vão começar a ser mais afáveis, mais simpáticos a sorrir mais.

A Playboy portuguesa está aí, é só desembolsar 3,95€ para se poderem deliciar com as mais diversas beldades portuguesas em trajes reduzidos, com histórias escabrosas e eróticas de meninas que nunca fizeram nada na vida além de ter um palminho de cara, um rabo em forma de coração e uns implantes mamários doados pela clínica à qual farão certamente publicidade.

Eu acredito no bom senso dos jornalistas portugueses e claro no bom gosto de quem vai fazer a revista, porque se não acreditasse podia pensar que em vez da Isabel Figueiras ou da Diana Chaves, iríamos ter a Cinha Jardim ou a Maia, mas nesse caso em vez de sorrisos e simpatias os homens portugueses iam andar de sobrolho franzido e a violência doméstica lá ia disparar para números assombrosos.

Ainda assim fico satisfeita pelos nossos homens, aguardo uma playgirl em versão lusa, que não tenha na capa o Zézé Camarinha, mas antes o Ricardo Pereira ou o Afonso Vilela, que de desgraças estão as nossas ruas cheias.

Conversas de Café


Ele - Estou apaixonado por ti.
Ela - Estás nada!
Ele - Acredita em mim, estou apaixonado por ti
Ela - Acredita em mim, tu não está apaixonado por mim, queres é levar-me para a cama!

segunda-feira, 9 de Março de 2009

50 anos

Pode parecer piroso, mas eu gostava de ser a Barbie, ter 50 anos e ainda ser jovial, elegante e bonita. Ser vestida pelos melhores tambem ajuda. Eu estou indecisa, ficava com todos, what about you? Experimentem passar o rato por cima da foto para ver os pormenores, delicioso!


1kg de Moreno e 1,5kg de Louro, porque hoje é Segunda-Feira, dia de homens bons aqui no blog da Gata




Desafio

Fui desafiada num relance para:

1 - Agarrar o livro mais próximo
2 - Abrir na pág. 161
3 - Procurar a quinta frase completa
4 - Colocar a frase no blog
5 - Indicar 5 pessoas para continuar a tarefa

E como não sou de virar a cara a desafios, o livro que estou mesmo a terminar chama-se "Todas as Almas" de Javier Marías e conta a história da estadia do autor em Oxford como professor e as relações inter-pessoais que estabelece com os colegas, nomeadamente com a amante, e a descoberta de uma nova paixão, a busca por livros raros e também por escritores malditos ou quase desconhecidos.

A quinta frase completa da página 161 conta: "Dayanand, lembrei-me, era um homem de cuidados, segundo pude ver no seu olhar ígneo durante aquela high table.

Agora passando o desafio:

1) SenhorduMal
2)