terça-feira, 22 de setembro de 2009

Assim se esgota a vida

A vida esgota-se no tempo que passamos nas filas do supermercado, nas filas de trânsito, no caminho que fazemos entre a casa e o trabalho, entre a casa e o colégio dos filhos, entre o trabalho e casa, no tempo que passamos em frente ao computador, no trabalho que desenvolvemos durante 40 horas semanais, as 8 horas de sono, as refeições.
A vida esgota-se por entre os nossos dedos, deixámo-la esvair-se como se esvaiem os grãos de areia que tentamos agarrar com as mãos.
Um dia vamos olhar para trás e verificar a pouca importância que a nossa vida teve. O tempo que dedicámos em vão à carreira, em detrimento da família, o tempo que dedicámos em vão às coisas poucas que nos compõem o dia a dia em detrimento das que realmente importavam mas que deixámos que nos passasse ao lado.
Vivemos a vida inteira deixando que a vida se esgote, deixando que ela nos passe ao lado, chorando mais do que rimos; amando menos do que deviamos; sobrevivendo em vez de viver.
Temos tão pouco tempo para aproveitar o mar, o sol, as flores, o verde da relva, o calor de um braço nos ombros, o sorriso de uma criança.
Um dia vamos olhar para trás e verificar que nos entregámos sempre às causas perdidas e que perdemos o tempo precioso que tinhamos para viver na monotonia da rotina.
Ainda há tempo, basta abrir os braços ao mundo e em harmonia com o Universo aceitar a felicidade que a vida nos proporciona.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Tenho...

...uma dor de

cotovelo, filha da mãe.

Chama-se:




TENDINITE.


quarta-feira, 16 de setembro de 2009

1 já cá canta !

Foi assim que nasceu o 9 vidas.

Hoje passado 1 ano as coisas pouco mudaram, as razões que me levavam a escrevinhar em cadernos comprados para o efeito, em agendas que guardo religiosamente e nas quais escrevo diariamente o que faço, o que penso, o que planeio, ou até em “post-it” na falta de papel maior à mão, são as mesmas pelas quais escrevo hoje nos cadernos, nas agendas e no blog.

Escrevo sempre o que penso, sou o que escrevo, da mesma forma que sou o que digo e o que faço, sem rodeios, muitas vezes com o coração nas mãos e sempre, sempre de peito aberto, demasiado verdadeira dizem uns, violentamente sincera dizem outros, mas quem me conhece sabe bem com o que contar de mim.

Continuo a ter as mesmas nove vidas que tinha há 1 ano atrás, mas com maior serenidade e certamente com mais maturidade. Nos dias de hoje sinto-me bem, por vezes uma mini super heroína, à minha escala, e do alto dos meus já 35 anos – é verdade que poderia ter menos 10 kilos e seria BOA, mas nunca fui aspirante a top model; poderia ter menos rugas e seria LINDA, mas sendo que as minhas rugas são de expressão isso significaria que sorria pouco e gargalhava ainda menos, e eu adoro rir! – Sinto-me “para as curvas”.

Por vezes sinto-me tipo “mulher de elástico” ou “medusa” – os meus dois bracinhos chegam a todo o lado, aos banhos do meu filho, aos passeios da minha cadela, aos carinhos do meu amor, às compras da minha mãe, à atenção do meu avô, aos compromissos profissionais, à entrega ao serviço cívico, às saídas com os amigos, aos momentos que são apenas meus.

Continuo a ser a mãe do Xani, a prepará-lo para a vida, a dar-lhe os valores que acho correctos, a dar-lhe o amor que ele precisa para ser feliz, e a firmeza que entendo necessária para ele se tornar num adulto responsável; continuo a ser filha da mãe que me leva a passear fim-de-semana fora com programas culturais interessantes e a quem nunca me canso de agradecer pela mulher que hoje sou; a ser esposa sempre em busca de um melhor entendimento e de uma maior harmonia, limando as arestas que vão surgindo na aprendizagem de uma vida em comum; dona da Puska e da sua enorme vontade de agradar na busca incessante de um carinho impossível de lhe negar; amiga de quantos comigo se cruzaram nesta vida virtual e na outra – amizades que estão prestes a completar 20 anos, outras mais recentes, mas sempre sinceras e abnegadas; profissional apesar das muitas contrariedades que já tive de ultrapassar nos últimos 3 anos, e que consegui finalmente ver atenuadas com uma carga de trabalho razoável para quem esteve dias e meses “encostada” sem fazer absolutamente nada; e fundamentalmente mulher, porque nunca considerei a hipótese da mudança de sexo, por mais trabalhoso que seja ter as unhas impecáveis, os pêlos tirados, o rosto maquilhado, ou o incómodo das dores menstruais. Ser mulher é para mim fabuloso, porque consigo ao mesmo tempo simples e complexa; prática e contraditória; sensível e forte, um turbilhão de emoções à flor da pele que tento compartilhar neste espaço.

A virtude do 9 vidas foi o abraçar de novas amizades, o passar da obscuridade dos papéis à visibilidade das vias rápidas da informação, assim sendo cheguei a Amesterdão, a Sines, ao Porto, a Coimbra, a Loures, a Cascais, a Lisboa, onde encontrei pessoas desconhecidas que para mim abriram os braços e a alma, outras conhecidas que me ficaram a conhecer o dia a dia, os pensamentos, os sentimentos.

Hoje termina um ciclo, um novo mundo de possibilidades se estende á minha frente, basta estender a mão e agarrá-las!