"Quando entrei no meu quarto, vi Anika sentada na minha cama. Tranquilizei-a, prometendo que ficaria atento a ruídos estranhos. Ela levou o dedo à testa:
- Os meus medos estão aqui dentro. Não consigo dormir...
Fiz um ar compreensivo. Ela perguntou:
- Incomoda-o que eu durma aqui ao pé de si?
O meu coração acelerou.Na luz ténue que existia no quarto, escapou-me um sorriso, imperceptível para Anika.
- Bem - disse -, acho que a cama é suficientemente larga para os dois. Se só te tranquilizas assim...
Anika meteu-se de imediato na cama e perguntou:
- Qual é o seu lado?
- O esquerdo.
Chegou-se para o lado direito, puxando para cima o lençol. Depois de despir o casaco e as calças, deitei-me. Os nossos corpos não se tocavam, mas senti imediatamente o calor que emanava do seu. Respirei fundo. Não iriam ser noites fáceis. Dormir ao lado daquela beldade só para lhe acalmar os medos iria ser uma tortura.
Uns minutos depois, Anika virou-se para mim.
- Jack?
- Sim.
-Posso encostar a cabeça no seu ombro?
Fechei os olhos.
- Claro.
Aproximou o seu corpo. Levantei o meu braço direito, para que ela pudesse colocar a cabeça no meu ombro. Ao fazê-lo, o seu peito tocou-me nas costelas, e engoli em seco. Era redondo, cheio, rijo. Lá em baixo, senti os primeiros movimentos de excitação. Comecei a fazer-lhe festas no cabelo e depois na nuca. Senti a sua pele quente nos dedos. Ela suspirou e aninhou-se mais em mim, a sua barriga contra a minha anca, a sua perna direita pousando um pouco sobre a minha. Os meus dedos desceram para o seu pescoço, as unhas passando sobre a pele, procurando o nascer das costas. Anika voltou a suspirar. Engoli em seco. Não queria fazer nenhum movimento que fosse mal interpretado. Não queria ter a iniciativa. ela deve ter percebido, pois de repente mexeu-se e a sua mão direita tocou-me entre as pernas. Sentiu o meu desejo, mas não ficou. Subiu a mão até à testa , e puxou para trás o cabelo como se se penteasse. Depois, voltou a descer a mão, mais lentamente, arrastando-a ao longo do meu peito, da minha barriga, e pousou-a em cima do meu desejo, por uns instantes, como se aguardasse um incentivo. Como eu não disse nada, retirou a mão. Fiquei a respirar, sem dizer nada.
Uns minutos depois voltou a pousar a mão sobre mim. Sentindo o meu desejo vivo e forte, desapertou os botões das calças do pijama, um a um, e as suas mãos quentes tocaram-me. Fechei os olhos, ondas de prazer a subirem por mim a cima.
Ouvi a sua voz:
- Toca-me.
Os dedos da minha mão esquerda tocaram-lhe. Primeiro nos contornos da cara, depois no pescoço, no nascer dos ombros e por fim nos peitos. desapertei os botões da camisa de noite e depois ela tirou-a. Beijámo-nos. Puxei-a para cima de mim, e encaixámo-nos um no outro com suavidade. amei-a horas a fio, até ao dia nascer."
Enquanto Salazar Dormia...
Domingos Amaral
segunda-feira, 27 de julho de 2009
sexta-feira, 24 de julho de 2009
Férias de Verão at last

Vou de férias, começo amanhã e estou muito contente. Assim acho que tenho direito a dizer ao Universo exactamente o que quero. Andei a ler o "The Secret" há uns meses atrás e o livro dizia que se pedíssemos com muita fé, muitas vezes, bem explicadinho, o senhor Universo providenciava. Eu acredito que sim, e nesse caso, para que ele - Universo - perceba exactamente o que quero para os próximos anos que se estendem daqui até ao dia em que me hei-de findar, vou escrever, direitinho, com as letras todas, pedir com humildade, sem grandes voos para ser mais fácil de me devolver as "preces".
Ora senhor Universo, quero férias de Verão com sol, muito sol, sem vento nem frio, bem as noites podem ser mais amenas, mas sem a necessidade de vestir camisolas que eu tenho muita roupinha nova de verão para andar a mostrar.
Dias fantásticos de praia, com água morninha, refastelados na areia, sem que esta esteja a voar, com amigos a visitarem-nos em permanência para nos sentirmos, como sempre queridos e acompanhados.
A partir de hoje, dia em que vou jogar 3 euros no euro milhões, e nas semanas que se seguem e que jogue, naturalmente, até que bata a bota, quero ganhar 500 euros de cada vez que jogar. Não é preciso sair-me a taluda, apenas 500 euros por semana no euro milhões, não sou gananciosa!
Quero ter sempre trabalho, meu caro Universo, não quero voltar a ser posta na prateleira, mesmo depois de voltar a engravidar - sim com mais 500 euros por semana do euro milhões a acrescer ao que já levamos para casa todos os meses a coisa ficava composta para podermos dar uma mana ao Xani. Não quero ouvir falar em desemprego no meu agregado familiar nem nas pessoas que me são de alguma forma chegadas, pelo menos nos próximos 150 anos, vá!
Não me quero preocupar se as empresas onde trabalha o meu agregado familiar e os meus amigos vão fechar, quero ter sempre o ordenado ao final do mês.
Quero saúde, mais uma vez para mim e para todos os que me rodeiam, que a gripe A, ou outra coisa qualquer não tenha a péssima ideia de me vir cá atazanar a cabeça.
Quero paz e tranquilidade para poder criar e educar o meu filho.
Quero os meus amigos e familiares sempre por perto, a apoiarem, a consolar, a mimar.
Quero uma viagem por ano fora do país, quero poder proporcionar à minha mãe um cruzeiro pelas ilhas gregas, da mesma forma que já lhe proporcionei uma viagem à Madeira, e ao meu avô, uma viagem a Londres, para que possa ver passados 25 anos a cidade onde viveu durante 20.
Quero amor, maternal, filial, do meu marido, amante e companheiro de vida, para que não se canse de me ouvir reclamar de Deus e do Mundo, dos meus amigos que me suportam e amparam.
Quero contribuir para um mundo melhor, ainda que o começo seja a nível local, na minha freguesia do coração. Depois estou a pensar em alargar o espectro e dedicar-me a causas sociais, vou apostar na Santa Casa da Misericórdia e tentar com trabalho ajudar quem mais precisa.
Quero um mundo livre de fome, sofrimento e guerra!
Não é pedir muito pois não?
quinta-feira, 23 de julho de 2009
A estrada que me envolve
"Pedi ao motorista para, a caminho de Sintra , passar pelo Estoril. Desejava admirar o Hotel Palácio, esse local tão emocionante para mim. tinha tempo disponível antes das três da tarde, hora da missa do casamento. É sabido que as missas de casamento nunca começam a horas.
O motorista levou-me por uma estrada, a que chamou Marginal, e que no meu tempo era bastante diferente. É uma estrada lindíssima, que serpenteia entre Lisboa e Cascais, passando por Paço d'Arcos, Oeiras, Carcavelos, São Pedro...
Ele diz que foi uma estrada muito perigosa, mas que agora, como existe uma auto-estrada, tem menos movimento. Não devem existir muitas estradas no mundo tão bonitas como esta, acompanhando o rio e depois o mar, iluminada por uma luz límpida, esta luz tão rara que este país recebeu como uma dádiva de Deus."
Enquanto Salazar Dormia...
Domingos Amaral
Esta é a estrada que me envolve nas viagens em que percorro o caminho entre minha casa e a casa do meu avô, entre a minha casa e o trabalho e entre a minha casa e qualquer viagem que me leve a Lisboa.
Esta é a estrada mais bonita onde alguma vez passei, a única que me dá uma certa paz quando conduzo através das suas rectas e curvas olhando o mar, esse mar maravilhoso que se estende ao longo as suas bermas. Um mar que em noites de tempestade tenta roubá-la aos condutores e levá-la consigo, acabando por levar alguns deles a embater nos muros que os separam - estrada e mar.
Foi a estrada que me levou a casa depois de ter estado 1 mês no Hospital da Parede em recuperação de um acidente de viação, porque durante 1 mês ouvia as ondas baterem nas rochas, mas nunca pude ver o azul da água nem o branco da espuma, entrei a custo no carro, abri a janela fechei os olhos e senti-lhe os borrifos na cara, inspirei bem fundo e cheirei o sal, abri gentilmente os olhos e percebi porque devia estar agradecida por estar viva.
Foi paralela a ela que viajei de comboio durante anos quando trabalhei em Cascais, era por perto que almoçava a ver o Atlântico, e a imaginar-me a correr mundo, as viagens de barco à Grécia, à Sicília, a Creta, ao mundo do norte de África, às encantadoras possibilidades que o "mare nostro" nos desafia enquanto somos jovens, mas que acabamos por nunca concretizar.
Foi nesta estrada que reaprendi a conduzir depois de 7 anos sem pegar num volante, não por medo antes por puro terror, é esta a estrada que nos últimos 5 anos me tem ensinado a perder os receios que me estão colados ao chão, aos carros que circulam à minha volta, à velocidade, s mudanças aos travões e principalmente ao acelerador.
O motorista levou-me por uma estrada, a que chamou Marginal, e que no meu tempo era bastante diferente. É uma estrada lindíssima, que serpenteia entre Lisboa e Cascais, passando por Paço d'Arcos, Oeiras, Carcavelos, São Pedro...
Ele diz que foi uma estrada muito perigosa, mas que agora, como existe uma auto-estrada, tem menos movimento. Não devem existir muitas estradas no mundo tão bonitas como esta, acompanhando o rio e depois o mar, iluminada por uma luz límpida, esta luz tão rara que este país recebeu como uma dádiva de Deus."
Enquanto Salazar Dormia...
Domingos Amaral
Esta é a estrada que me envolve nas viagens em que percorro o caminho entre minha casa e a casa do meu avô, entre a minha casa e o trabalho e entre a minha casa e qualquer viagem que me leve a Lisboa.
Esta é a estrada mais bonita onde alguma vez passei, a única que me dá uma certa paz quando conduzo através das suas rectas e curvas olhando o mar, esse mar maravilhoso que se estende ao longo as suas bermas. Um mar que em noites de tempestade tenta roubá-la aos condutores e levá-la consigo, acabando por levar alguns deles a embater nos muros que os separam - estrada e mar.
Foi a estrada que me levou a casa depois de ter estado 1 mês no Hospital da Parede em recuperação de um acidente de viação, porque durante 1 mês ouvia as ondas baterem nas rochas, mas nunca pude ver o azul da água nem o branco da espuma, entrei a custo no carro, abri a janela fechei os olhos e senti-lhe os borrifos na cara, inspirei bem fundo e cheirei o sal, abri gentilmente os olhos e percebi porque devia estar agradecida por estar viva.
Foi paralela a ela que viajei de comboio durante anos quando trabalhei em Cascais, era por perto que almoçava a ver o Atlântico, e a imaginar-me a correr mundo, as viagens de barco à Grécia, à Sicília, a Creta, ao mundo do norte de África, às encantadoras possibilidades que o "mare nostro" nos desafia enquanto somos jovens, mas que acabamos por nunca concretizar.
Foi nesta estrada que reaprendi a conduzir depois de 7 anos sem pegar num volante, não por medo antes por puro terror, é esta a estrada que nos últimos 5 anos me tem ensinado a perder os receios que me estão colados ao chão, aos carros que circulam à minha volta, à velocidade, s mudanças aos travões e principalmente ao acelerador.
quarta-feira, 22 de julho de 2009
Hoje o dia é de festa.
A mulher mais importante da minha vida faz 60 anos. 60 anos dos quais 35 foram passados a dar-me força e alento e amor.
Nem sempre foi uma relação fácil a nossa, ou porque somos parecidas, ou por sermos demasiado diferentes, não sei bem. Mas hoje sei que a minha mãe é o centro nevrálgico da minha força, é ela a garra que por diversas vezes me impediu de capitular perante as mais diversas dificuldades que a vida me deu a experienciar.
Nem sempre a apoiei da melhor forma, mas ela esteve sempre lá para me apoiar a mim, percebi isso tarde demais e ela teve de ultrapassar sozinha algo que eu ainda não consegui ultrapassar na totalidade com apoio.
Tenho uma admiração imensurável pela minha mãe, que se cansou da vida que levava e que ultrapassou a pior fase da sua vida com telas e pincéis, porque percebeu que para ser quem queria ser tinha de se dar, e entregou-se a uma terapia muito própria de transformar a alma em arte.
Hoje vou recordar-lhe lugares, sentimentos, cheiros, toques e dá-los da melhor forma que sei, escrevê-los no caderninho da nossa vida para que nunca se esqueçam, e vou dedicar-lhe uma musica que sei que adora, talvez porque a faz lembrar as inúmeras experiências que ainda lhe faltam viver e conquistar, e as boas memórias que consegue reter de uma dura vida já vivida.
Parabéns minha mãe, meu amor.
Nem sempre foi uma relação fácil a nossa, ou porque somos parecidas, ou por sermos demasiado diferentes, não sei bem. Mas hoje sei que a minha mãe é o centro nevrálgico da minha força, é ela a garra que por diversas vezes me impediu de capitular perante as mais diversas dificuldades que a vida me deu a experienciar.
Nem sempre a apoiei da melhor forma, mas ela esteve sempre lá para me apoiar a mim, percebi isso tarde demais e ela teve de ultrapassar sozinha algo que eu ainda não consegui ultrapassar na totalidade com apoio.
Tenho uma admiração imensurável pela minha mãe, que se cansou da vida que levava e que ultrapassou a pior fase da sua vida com telas e pincéis, porque percebeu que para ser quem queria ser tinha de se dar, e entregou-se a uma terapia muito própria de transformar a alma em arte.
Hoje vou recordar-lhe lugares, sentimentos, cheiros, toques e dá-los da melhor forma que sei, escrevê-los no caderninho da nossa vida para que nunca se esqueçam, e vou dedicar-lhe uma musica que sei que adora, talvez porque a faz lembrar as inúmeras experiências que ainda lhe faltam viver e conquistar, e as boas memórias que consegue reter de uma dura vida já vivida.
Parabéns minha mãe, meu amor.
Subscrever:
Mensagens (Atom)